Hoje,
falarei sobre: a inflação, o padrão ouro e as origens dos Bancos
Centrais e da moeda fiduciária. Vamos lá?
O
Que É Inflação?
Ao
contrário do que certamente você aprendeu (e aprendeu errado) é
que inflação não é (repito: NÃO É!!!!!) o aumento de preços
dos produtos! Isso é a consequência da inflação. Na realidade,
inflação é a rápida e descontrolada expansão da base monetária,
em outras palavras: dinheiro que é jogado na economia em grande
quantidade!
Poucas
pessoas se dão conta disso, mas o dinheiro nada mais é do que um
produto, um produto que serve para se obter outros produtos. Em
qualquer economia, quanto mais um determinado bem/produto é obtido,
menor será o valor dele. Com o dinheiro é a mesma coisa: um produto
que quanto mais existir, mais desvalorizado será. Isso é inflação,
pura e simplesmente.
Vídeo onde eu explico o que é inflação
Padrão
Ouro
Há
milhares de anos, a humanidade utilizava ouro, prata e até cobre
para efetuar transações e comprar coisas. Na Europa das Grandes
Navegações (1415-1750) a quantidade de ouro e prata que adentraram
naquele continente, foi absurda. Assim o preço dos produtos
começaram a subir. Os primeiros países a notar esse estranho
fenômeno foram os reinos de Aragão e Castela, que recebiam o grosso
do ouro e (principalmente) a prata das Américas.
Existe
um artigo do Instituto Mises Brasil mostra bem como foi essa época.
Seja como for, com o tempo, os bancos passaram a guardar os lingotes
e moedas de ouro e prata, cobrando uma taxa por seus serviços. Os
bancos (notadamente o Banco de Amsterdã) emitia bilhetes e um
comprovante de que o depósito existia. Aquele que tivesse esse
comprovante, tinha em mãos um papel 100% lastreado em metais
preciosos, isto é, riqueza real!
Os
governos ao redor do mundo (a partir da segunda metade do século
XVIII) passaram a emitir papel-moeda que tinha as suas emissões
diretamente ligadas a quantidade de ouro que havia nos cofres do
Estado. Exemplo: em 1800, com uma onça de ouro (31 g), o Estado
Norte-Americano (mais precisamente a U.S Mint) podia imprimir até
US$ 20! E só! Quem quisesse, poderia trocar o papel-moeda por ouro e
não apenas nos EUA: em todo o mundo funcionava assim!
O
padrão-ouro começou a ser encerrado no mundo a partir da 1a
Guerra Mundial e foi definitivamente extinto em 1971, quando Richard
Nixon aboliu o padrão-ouro dos EUA, o último país a fazê-lo (no
Brasil, Getúlio Vargas aboliu o padrão-ouro nos últimos anos de
seu governo – 1940-1945).
Assim,
todo o dinheiro que possuímos em mãos é 100% sem lastro! Sim isso
mesmo que você leu: NÃO
EXISTE NADA, NADA QUE FUNDAMENTE A EXISTÊNCIA DO DINHEIRO QUE VOCÊ
TEM EM MÃOS!
Vídeo onde eu explico o que é o padrão-ouro e a hiper-inflação ocorrida na República de Weimar.
Logo,
todo o sistema financeiro mundial é uma grande fraude! Uma fraude
criada por pessoas como os Rothchild, os Rockfellers, os Morgans e
outros para que todos fiquemos mais pobres pouco á pouco, enquanto
os mais ricos ficam mais ricos, pois o que ganham podem superar a
taxa inflacionária. Como assim? Eu explico abaixo.
A
Origem dos Bancos Centrais
O
primeiro banco com as características que existem e que definem um
banco central, foi o Banco da Inglaterra, fundado em 1698. A função
de um banco central é basicamente controlar a emissão de moeda do
país no qual ele possui autoridade e proteger os bancos de uma
eventual falência.
Nos
EUA, o banco central foi fundado em 1913 e debaixo de um ardil: a lei
foi votada no Senado de lá no dia 23/12/1913 enquanto a maior parte
dos senadores encontravam-se em suas casas com a família, por conta
do Natal. Assim, o presidente norte-americano, Woodrow Wilson,
sancionou a lei que criava o Federal Reserve, tirando da Secretaria
do Tesouro Americano essa incubência (que é descrita no artigo 11
da Constituição deles). O Fed (sigla do banco central dos EUA)
serviu de modelo para todos os outros bancos centrais que existem,
inclusive o nosso, que foi fundado em 1965.
O
bc (banco central) imprime dinheiro e para financiar esse dinheiro,
emite títulos de dívida, é a chamada Dívida Pública: quanto mais
dinheiro é impresso, mais títulos são emitidos e quanto mais
títulos são emitidos, mais dinheiro é necessário ser impresso
para pagar os compradores desses títulos! Essa relação (impressão
de dinheiro e emissão de títulos de dívida pública) é o que
gera, mantém e aumenta a inflação cada vez mais e mais!
Sei
que parece “teoria da conspiração”, mas não é! Entre e estude
no site do Mises Brasil e estude a escola de economia austríaca! Lá
estão todas as informações, sendo que no youtube também existem
canais que explicam e ensinam de maneira bem simples e direta isso
tudo que estou te passando, nesse e nos outros artigos da série
Economia&Preparação.
O
Que Fazer?
Sobre
o que fazer, eu escreverei no próximo artigo. Até lá!
Vídeo onde discorro sobre Hiper-inflação, Padrão-Ouro e os Bancos Centrais
Referências:
O
Sonho Americano Sendo Destruído Pelo Federal Reservehttps://www.youtube.com/watch?v=1zYeKNoiMyw
(Excelente documentário onde de uma maneira simples e divertida,
explica-se as origens do atual sistema financeiro – a nível
norte-americano e global)
A
Mania das Tulipas e o ambiente monetário holandês do século XVII
(Um artigo que mostra como surgiu na Europa Moderna o fenômeno
econômico conhecido como Inflação, como o padrão-ouro surgiu e
como o excesso de crédito causa péssimas escolhas de investimento)
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=267
Esse artigo faz parte da série "Economia&Preparação". Se estiver interessado, poderá acessar os links com os outros artigos da série:
Graça
e paz á todos! Dando continuidade a nossa série sobre
Economia&Preparação, hoje eu falarei sobre agentes
influenciadores do preço e o principal deles: o Governo.
Governos
e Economias: os Ciclos.
Ludwig
von Mises, Frederik Auguste Hayek e Milton Friedman, foram
economistas da Escola Austríaca de Economia (assim chamada pelo fato
de essa corrente de pensamento ter nascido na Áustria, um país que
não segue em hipótese alguma essa linha econômica…) e
identificaram que o preço em uma economia é adulterado por agentes
externos como: guerras, fenômenos naturais (alagações, furacões,
terremotos…) e por decisões de Governo.
Sempre
quando um Governo interfere na economia do país onde ele possui
autoridade, o preço dos bens, produtos e serviços é adulterado,
pois o Governo tem algo que nenhum mercado possui: o Poder da Lei e o
Monopólio (ou a Hegemonia, em alguns casos) da Força.
De
acordo com a Escola Austríaca de Economia, as bolhas econômicas (ou
ciclos de auge e recessão) são frutos não do mercado em si, mas de
decisões governamentais de “estímulo de crédito”.
Raízes
da Recessão Econômica Atual
Quer
um exemplo? A partir de fins de 2009, o então presidente Luís
Inácio da Silva, vulgo “Lula” (que está respondendo cinco
processos criminais, diga-se de passagem) junto com a sua equipe
econômica, criou leis que favoreciam o empréstimo fácil, além da
especulação financeira. Não vou entrar em detalhes, mas caso se
interesse em saber mais, assista esse vídeo onde o economista
Rodrigo Constantino naquela época já avisava que as políticas
econômicas equivocadas do Lula levariam o país para o atual estado
econômico que vivemos nos últimos dois anos (2015-2017).
Além
desses fatores, foram criados o PAC 1, o PAC 2, as obras para a Copa
de 2014 além das Olimpíadas e o Minha Casa Minha Vida. Some-se isso
ao fato de que bilhões de reais foram emprestados para empresários
amigos do governo (e atualmente condenados e/ou indiciados em
processos de corrupção) o que gerou um descontrole da inflação
(mais isso é para outro artigo). Tanto os PACs quanto as obras da
Copa e das Olimpíadas foram criadas para que Lula pudesse fazer a
sua sucessora política: Dilma Vana Roussef.
O
caso mencionado nos últimos dois parágrafos, mostram que decisões
econômicas, sempre estão subordinadas a Política, embora o
contrário quase nunca aconteça: dificilmente a economia afeta
decisões políticas, embora exceções aconteçam.
Seja
como for, toda essa política econômica de obras e mais obras,
inflou artificialmente o preço dos imóveis em todo o Brasil.
Resultado: com a atual recessão econômica que passamos, os imóveis
perderam muito de seu valor financeiro. Por todo o Brasil, sobretudo
nas grandes cidades, vêem-se placas de vende-se ou aluga-se por
todos os lados…
Explicação
do Economista Adolfo Sachsida Sobre Bolha
O
economista de linha austríaca, Adolfo Sachsida, já gravou alguns
vídeos sobre isso. Caso interesse, eis aqui esses dois vídeos:
Bom,
por enquanto é só isso. No próximo artigo falarei sobre o que é
inflação, o padrão ouro e as origens dos Bancos Centrais e da
moeda fiduciária.
Deus
abençoe a todos! Caso esteja interessado, a Parte 1 desta série, poderá ser acessada clicando aqui. A Parte 3, poderá ser acessada aqui.
Graça
e paz á todos! Como prometido, estou postando artigos que falam
sobre economia e como ela afeta as nossas preparações. Essa parte 1
fala do que é economia e o que seria valor subjetivo. Vamos lá?
Terminologia
A
palavra “economia” deriva do grego “oikonomea” (oikos=casa;
nomea=gestão/gerência da) e trata basicamente da disponibilidade de
recursos em determinada localidade (geográfica, cultural ou
sistêmica – sistemas financeiros, sistemas monetários, sistemas
bancários dentre outros, por exemplo).
Por
isso, nós preparadores e sobrevivencialistas, devemos saber, pelo
menos, como funciona a economia, para ao menos planejarmos e
executarmos esses mesmos planejamentos na hora em
que uma crise acontece.
E eu venho através desse blog, oferecer isso para vocês, leitores!
Valor
Subjetivo
Essa
teoria econômica afirma que os preços das coisas (produtos) que
encontram-se no mercado possuem o preço que possuem, por causa do
valor subjetivo, que nada mais é do que o quanto o mercado (pessoas,
empresas…) dão valor para determinado objeto.
Uma
rápida pergunta: se você tivesse, digamos, R$ 500,00 sobrando (você
já pagou todas as suas contas, não deve nada para ninguém e tem
mais R$ 10.000,00 na sua conta) e estivesse diante de você, um
Canivete Victorinox Huntsman e um canivete chinês, sem marca, barato
e de qualidade duvidosa, qual deles você compraria? Acredito que o
Victorinox Huntsman, não é mesmo? Mas por que? A resposta para essa
pergunta é simples: o valor subjetivo, isto é, o quanto você dá
valor para aquele bem e o quanto você está disposto a pagar por
esse item.
O
valor subjetivo está ligado a marca e ao meio onde aquele produto
está inserido. No Amazonas, comprar água é algo barato (entre R$
1,50 e R$ 2,00 a garrafa de 600 ml de água). Em Israel, uma garrafa
com a mesma capacidade custa não menos que US$ 5,00! Ou uns NIS*
12,00-16,00 na moeda de lá! Mas porquê?
Em
Israel, 70% do país é desértico, sendo assim, cada gota de água é
de um valor imensurável, por isso as pessoas dão muito mais valor a
água do que no Amazonas, que possui a maior parte das fontes de água
doce do planeta! Entendem a subjetividade?
Quando
forças externas ao mercado (políticas governamentais, conflitos
bélicos, fenômenos da natureza) atuam intrusivamente nele, o preço
de determinado bem, produto ou serviço modifica-se (ou como diria o
economista Frederik Auguste Hayek: adultera-se). Mas sobre isso,
falarei no próximo artigo.
Até
mais! Fiquem com Deus! Caso esteja interessado, poderá ler a Parte 2 desta série clicando aqui. E a Parte 3, bem aqui.
*NIS
é a abreviação para New Israel Shekel, ou “Novo Shekel de
Israel”, que entrou em circulação naquele país em 1986 e
prossegue até os dias atuais (2017). Para todos os efeitos, o valor
cambial do NIS
é equivalente ao nosso Real Brasileiro.
Vídeo onde falo sobre o que é economia e o valor subjetivo
Venho
através deste artigo analisar do ponto de vista da preparação e do
sobrevivencialismo,
o filme Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, que foi lançado em
1993 contando com a direção do lendário Steven Spielberg e de
efeitos especiais da Light&Magic.
Este
artigo é apenas o primeiro de uma série que englobará os três
primeiros filmes da franquia Jurassic Park.
Obviamente,
o artigo CONTÉM
SPOILER
(história do filme)! Então, antes de ler este artigo, assista
primeiro o filme e depois venha aqui, ok?!
Eu
sempre que escrevo um artigo, tento fazê-lo o mais curto possível
para que ele não se torne chato ou massante de se ler, mas dessa vez
eu tive que escrever um texto longo e peço o perdão de vocês,
leitores por ter feito isso, mas foi por uma boa causa: deixá-los
bem instruídos á respeito de preparação e sobrevivencialismo.
Contexto
do Filme Jurassic Park
Logo
na abertura, vemos o personagem Robert Muldoon com os empregados da
InGen tentando colocar os Velociraptores dentro da sua jaula e um dos
funcionários acaba sendo pego pelos dinossauros que acabam
devorando-o… esse incidente faz com que os investidores da InGen
(os acionistas, aqueles que detém partes da empresa) acabem tendo
receios de continuarem a investir no projeto mais ambicioso que a
empresa possuía: o Jurassic Park, um parque que contaria com
dinossauros vivos como atração! Como o objetivo desse artigo é
analisar o filme de uma ótica de preparação e sobrevivencialismo,
pouparei detalhes de como a InGen conseguiu trazer os dinossauros de
volta á vida.
Os
acionistas exigem que especialistas em paleontologia vejam o parque e
ofereçam um parecer sobre a segurança do mesmo. É onde entram os
paleontologistas Allan Grant e Ellie Satler: tendo as suas pesquisas
financiadas pelo magnata John Hammond e recebendo dele uma proposta
de financiamento de suas pesquisas por mais
três
anos, os paleontologistas acabam aceitando irem para o parque sem
saberem do que se tratava.
Análise
dos Riscos
Aqui
começamos a primeira consideração: sem serem informados de que
tipo de parque deveriam analisar, sabendo que o mesmo ficava em uma
ilha 120 milhas á oeste da Costa Rica, os paleontólogos não se
prepararam. Poderiam ter levado cada um uma mochila ou talvez uma
pochete com alguns equipamentos para emergências, tais como um par
de walk-talkies, lanternas, um canivete suíço ou um multi-tool, kit
de primeiros-socorros, cantil, purificador de água, roupas extras…
só para citar alguns equipamentos.
Eu
sei que o filme é mais emocionante quando os personagens possuem
pouca coisa ou nada além de si mesmos para sobreviverem, mas nós
estamos na vida real e não dentro da “telinha”.
Mesma
coisa para Donald Gennaro (advogado que representava os acionistas da
InGen) e Ian Malcolm (um matemático): totalmente
despreparados para seguirem por dentro de um parque do qual não
possuíam conhecimento algum de seu teor e localizado em uma ilha
afastada da civilização.
Depois
que Dennis Nedry (propositalmente) desliga as cercas elétricas do
parque, vemos que outro sintoma da falta de preparação atinge os
personagens localizados no Centro de Visitantes: sem poderem acessar
o sistema e assim religarem as cercas do parque, Hammond, Muldoon e
Arnold tentam ligar para a Universidade de Cambridge, onde Nedry se
formou, mas os telefones estão mudos: era uma falha total do
sistema! Novamente, batendo na mesma tecla: um parque
cheio de dinossauros, no meio do nada não possui um sistema de
comunicação independente?
Um telefone via-satélite que fosse? Hammond afirmava que “não
poupou despesas”
para o parque… sério mesmo?!
Seja
como for, outro erro de preparação é que as pessoas que estavam no
Centro de Visitantes (Hammond, Muldoon, Arnold e Satler) não
tinham acesso direto a armas.
Alguns diriam que por razões de segurança o Centro de Visitantes
provavelmente não tinha armas, mas durante a crise de segurança,
ficou evidente que eles estavam indefesos: se um Velociraptor ou
algum outro predador tivesse aparecido naquele instante, teria
transformado as pessoas no Centro de Visitantes em salame!
O
T-Rex
Quando
o Tiranossauro Rex saiu de sua cerca e acabou atacando a Lex e o seu
irmão menor, Tim, Ian Malcolm acaba cometendo um grave erro ao
tentar atrair a atenção do T-Rex: como consequência desse erro,
ele acaba sendo ferido gravemente e Donald Gennaro é morto, deixando
Allan Grant com a difícil e ingrata tarefa de ter que salvar Lex e
Tim. Allan havia dito a Ian que o T-Rex se guiava por movimentos:
bastavam ficarem parados e o predador não os atacaria, mas na hora
em que Allan (que sabia o que fazia) jogou o sinalizador, Ian
esqueceu o que o paleontólogo havia dito e de maneira equivocada
tentou distrair a criatura e quase morreu por isso.
Essa
parte do filme deixou claro que durante
uma crise, mais do que equipamentos, ter resiliência emocional para
saber o que fazer, quando fazer e como fazer é o que realmente
importa.
Ainda
sobre essa parte em que o T-Rex ataca: quando a fera consegue
precipitar o carro (com o jovem Tim dentro) e Allan consegue
resgatá-lo e quase morrendo por isso, ele, Tim
e Lex
deveriam ter permanecido no local ou nas proximidades: aquele
encanamento de esgoto que tinha ao lado da árvore (onde Tim foi
resgatado) era perfeito para se abrigarem da chuva e (principalmente)
de eventuais ataques do T-Rex. Vemos que por muito pouco, Robert e
Ellie não resgataram o trio (claro que se isso tivesse ocorrido,
metade do filme teria ido para o ralo…). Então outra lição de
sobrevivência é ficar
no local do acidente esperando o resgate chegar, e só evadir se não
houver qualquer chance de abrigo/segurança no local onde ocorreu o
acidente (ou incidente).
Outra
coisa importante a se destacar: quando
evacuaram o local do acidente, Allan, Lex e Tim deveriam ter feito “á
limpa” no que havia sobrado do carro.
Lembremos que havia uma caixa com alguns itens na parte detrás do
veículo: ali eles poderiam ter obtido pelo menos alguns
sinalizadores, que poderiam terem sidos utilizados para distrair,
talvez amedrontar eventuais predadores ou mesmo para sinalizar um
resgate. Para transportar os itens, a blusa que Allan estava vestindo
poderia ter sido utilizada para improvisar uma bolsa (além do que, o
dr.Grant estava usando uma camiseta branca por debaixo da mencionada
blusa, o que garantiria a ele uma proteção mesmo sem a blusa).
O
Abrigo de Segurança e os Velociraptores
Depois
da falha em resgatar Allan, Lex e Tim, Arnold decide reinicializar os
sistemas do parque desligando toda a energia. Funciona e não
funciona: o sistema realmente reinicia, mas ocorre um erro e é
necessário ir até a central de eletricidade do parque e reativar
todo o sistema manualmente. Arnold calmamente diz que em uma hora, no
máximo duas, estará de volta e Hammond acha uma boa idéia que
todos se retirem para o Abrigo de Segurança. Arnold diz que após
ativar o sistema de eletricidade, voltará ao Centro de Visitantes e
fará o reativamento de todos os outros sistemas nos computadores.
A
noite e a madrugada passam e vem o amanhecer: os sistemas do parque
continuam desligados, assim Robert Muldoon (um caçador experiente) e
a doutora em paleo-botânica, Ellie Satler decidem irem até a
central de eletricidade para poderem religar todos os sistemas do
parque além de saberem o que aconteceu com Arnold.
Robert
pega uma calibre .12 e algumas balas enquanto Ellie pega… um
walk-talkie! Aqui temos outra crítica a ser feita: se eu estivesse
em um parque cheio de dinossauros “passeando” livremente por aí,
sinceramente, eu andaria com uma espingarda e uma mochila com
diversos cartuchos para ela!
Enquanto
a dupla segue para a central, passam pela cerca dos Velociraptores e
descobrem que o trio havia fugido! Mesmo assim eles seguem para lá.
Se fosse eu, daria meia-volta e seguiria para o abrigo para me
reequipar melhor e realizar planos de evasão e movimentação
tática, o que certamente aumentariam em
muito as minhas chances de sobrevivência em um cenário assim.
Seja
como for, a dupla estando próximo do centro de energia (há alguns
metros apenas) percebem que os Velociraptores que haviam fugido
estavam caçando-os e Robert Muldoon, um caçador experiente, ordena
a Ellie Satler que siga correndo para o prédio e restaure a força.
Eis aqui um erro: sempre quando uma presa corre, todo predador
(todo!) instintivamente corre atrás da presa. Como isso aqui é um
filme (e que trata de dinossauros trazidos de volta á vida) ok,
podemos deixar batido, mas nunca corra de um predador como a
dra.Satler fez no filme senão babau, já era.
Outro
erro (e que custou a vida de Muldoon) foi o fato de que ele
não tinha um plano B ou coisa do tipo:
ele estava armado apenas com uma espingarda calibre .12 que possui um
alto poder de penetração, mas que tem um coice muito forte, além
de exigir que a cápsula seja ejetada manualmente após um disparo, o
que deixa o atirador/caçador totalmente exposto a caça por
preciosos segundos caso ele erre o tiro. Ter uma arma secundária,
como por exemplo o famoso revólver Magnum .44 Raging Bull, seria
perfeito (pois foi desenhado para essa situação descrita
anteriormente). No canal Sobrevivencialismo, o Júlio Lobo já fez
uma review desse incrível revólver, caso deseje ver, eis aqui o
vídeo:
Para
finalizar, além de todos esses erros, a dra.Satler, por conta do
medo e do desespero, esqueceu-se de falar para o caçador Muldoon,
que os Velociraptores caçam em bandos e que um deles serve de isca
enquanto os outros membros do bando atacam de surpresa pelos flancos.
Ela sabia dessa informação, pois na cena em que ela e Allan estão
em Montana, nos EUA, escavando uma ossada de Velociraptor, o dr.Grant
explica a um menino como funcionava a movimentação tática dos
Velociraptores enquanto caçavam (e ela estava próxima, ouvindo a
explicação). Sem as informações corretas de como caçar
Velociraptores, Robert Muldoon foi uma presa fácil para eles e
acabou virando merenda de dinossauro. Portanto, mesmo
que você seja um preparador ou sobrevivencialista experiente, sempre
tente obter informações precisas e de confiança sobre a crise que
você estiver enfrentando no momento.
A
Cerca Elétrica e o Centro de Visitantes
Quando
enfim Ellie religa a eletricidade, é atacada por um Velociraptor e
foge, Allan, está enfrentado outro problema: Tim acaba eletrocutado
e tem uma parada cardíaca. Por conhecer a famosíssima massagem
cardíaca, o dr.Grant consegue reanimar o menino e tudo fica bem.
Saber
primeiros-socorros é sempre bom durante uma crise.
Após
entrar no Centro de Visitantes e não encontrar ninguém, Allan Grant
decide sair e procurar por outras pessoas. E detalhe: sem armas e sem
saber por onde começar… ele deixou Lex e Tim no Centro e partiu,
julgando que estariam seguros ali, mas vimos que os garotos foram
caçados impiedosamente pelos Velociraptores.
Á
seguir vemos uma sucessão de erros de sobrevivência: Allan pega uma
.12 com algumas balas, volta para o Centro de Visitantes, Ellie vai
com ele desarmada (de novo…) e após reencontrarem Lex e Tim, eles
são perseguidos por um Velociraptor e acabam acuados na Sala de
Controle do Centro de Visitantes, onde Allan tendo uma .12 larga-a no
chão para tentar impedir o dinossauro de adentrar ali: Ellie ao
invés de pegar a espingarda, une-se ao dr.Grant
na tentativa tola de impedir o Velociraptor de entrar na sala; Tim
fica sem ação, desesperado e Lex tem algum nível de resiliência e
vai ao computador e religa os sistemas, incluíndo o de segurança.
Teria sido mais prudente dar um balaço na cara do Velociraptor: um
tiro de .12 á queima-roupa, teria transformado em miolos a cabeça
do dinossauro!
Por
fim, o Velociraptor tenta invadir a Sala de Controle pela janela,
Allan atira entre três e quatro vezes, novamente joga a espingarda
no chão (RAIOS!!!) e escapa pelo forro da sala com um contra-tempo
(Lex quase é pega pelo dinossauro). Mesmo que a espingarda estivesse
desmuniciada, tê-la seria uma boa opção, pois mais á frente,
poderia ser recarregada com novos cartuchos, além de poder ser
utilizada como arma branca (por exemplo, o famoso golpe com a
coronha).
Seja
como for, sendo caçados pelo Velociraptor, acabam subindo nos ossos
expostos na entrada do Centro de Visitantes e por fim caem e são
acuados pelo bando de predadores. Allan, Ellie, Lex e Tim apenas
ficam vagando de um lado para o outro da sala, acuados e indefesos.
Eles poderiam ter pegos alguns dos ossos que estavam espalhados pelo
chão e tentado resistir com eles (em
uma situação de crise, até paus e pedras se transformam em armas
formidáveis e letais).
Por
fim eles escapam com a ajuda do T-Rex e saem de helicóptero da ilha.
Resumo
e Conclusões Pessoais
Resumidamente,
os pontos a serem destacados são esses:
Nunca
vá a locais desconhecidos sem estar plenamente preparado.
Prese
pela autonomia e auto-suficiência sempre que puder. Ser
independente do sistema (não importa qual) é sempre bom.
Sempre
que possível, tenha acesso direto a meios de se defender.
Não
conte apenas com experiências passadas em outras crises para
resolver uma crise nova.
Ter
resiliência emocional é fundamental para a sobrevivência.
Em
caso de acidente/incidente, ficar no local o maior tempo possível
para que as chances de resgate aumentem e só evadir em último
caso.
Nunca
abandonar itens durante uma crise e sempre improvisar.
Sempre
tenha um plano B e tente não se colocar em uma situação
sem-saída.
Conheça
primeiros-socorros.
Não
repita um mesmo erro durante uma crise. E se possível, não erre.
Em
uma situação de crise, objetos simples podem serem utilizados como
armas.
Minhas
conclusões pessoais é que apesar de ser um filme aclamado, Jurassic
Park possui um roteiro mal-escrito (do ponto de vista
sobrevivencialista e preparador) além de ter cometido erros crassos
em paleontologia: os Velociraptores, por exemplo, possuem a aparência
física dos dinossauros conhecidos como Deiniochus, inclusive a sua
principal característica: a garra curva. Além disso, o filme
claramente é um “garoto propaganda” de bandeiras como: ecologia,
ambientalismo, o anti-capitalismo, o ateísmo e (de maneira
disfarçada) o nazismo! A “teoria da seleção natural” do
evolucionismo, é a base para a “teoria das raças” usada no
eugenismo (sendo que o nazismo adotou uma linha de eugenismo que
ficou conhecida como “arianismo”).
É
triste e notório ver que constantemente Hollywood se presta a fazer
ativismo político de Esquerda, ao invés de criar bons filmes com
tramas inteligentes.
Portanto,
caso você seja cristão praticante, recomendo que veja o filme com
os dois pés atrás e lembre-se também que cientificamente falando,
nunca (NUNCA!!!) ficou provado que os dinossauros viveram milhões de
anos atrás, os paleontólogos apenas estimam que eles tenham vivido
naquela época (ou seja, acham – baseiam-se em “achismo” para
fazer ciência!) e testes de Carbono 14 mostraram que os fósseis de
dinossauros possuem alguns milhares de anos e não “milhões de
anos”.
Fiquem
com Deus! Graça e paz á todos e até a próxima! ----------------------------------- Caso se interesse, também fiz uma análise do filme O Mundo Perdido: Jurassic Park 2. É só clicar aqui.
Hoje
eu finalmente encerro a nossa primeira série: os “6 Aspectos
da Sobrevivência”.
Importância
A
Sinalização é muito importante durante uma situação de crise,
pois através dela, você pode ser percebido (ou não). De maneira
resumida, a sinalização divide-se em dois tempos: diurno e noturno.
Formas
de Sinalização
Como
dito, as sinalizações são diurnas ou noturnas, abaixo algumas
formas de sinalização:
Diurno
Com
fumaça (faça uma fogueira com galhos verdes, pois assim, a fumaça
será mais abundante e branca, o que facilitará na hora de ser
visto).
Com
reflexo da luz solar (use um espelho ou outra superfície que
reflita bem a luz do Sol).
Escrevendo
com pedras e galhos a palavra “SOS”.
Sacudindo
uma bandeira (ou tecido) de cor chamativa.
Utilizando
um apito.
Noturno
Luz
da lanterna/lampião.
Utilizando
um apito.
Você
também poderá utilizar frequências de rádio ou quem sabe (se
tiver dinheiro) um telefone via satélite. As formas mencionadas de
sinalizar um resgate são as mais comuns.
Código
Morse
Inventado
por Samuel Morse, o dito código acabou padronizando o número três
como o “número universal do socorro”. Assim, caso você estiver
perdido e precisar sinalizar socorro, faça três fogueiras, nem
mais, nem menos. Você também pode focalizar a sua lanterna ou
espelho refletor da luz solar usando o seguinte padrão (o que
estiver entre aspas): “..._ _ _...”. Em código morse, a letra
“s” é sinalizada com três sinais curtos (“...”) e a letra
“o” é sinalizada com três sinais longos (“_ _ _”). Assim,
“SOS” fica “… _ _ _ ...” bastando prática para usar o
código morse na sinalização.
Conclusão
Conhece
alguma de fácil acesso e baixo custo? Por favor, coloque nos
comentários!
Graça
e paz á todos! Hoje eu venho levar á todos esse incrível relato de
sobrevivência vindo de um missionário cristão que não se preparou
e quando a crise veio…
Por
uma questão de privacidade, o missionário aqui retratado será
chamado pelo pseudônimo de “Teo”. Enfim, leiam o relato e
reflitam se vale mesmo a pena ter dinheiro mas não estar preparado.
O
Ambiente, a Situação e a Crise
Teo
havia crescido em uma igreja evangélica e sempre sonhou em ser um
missionário e poder levar o Evangelho de Cristo às nações da
Terra. Adulto, realizou o seu sonho e ao formar-se missionário em
uma escola para tal, foi designado para um país que recentemente
havia conseguido a sua independência: uma ilha no Oceano Índico
chamado Timor, uma das últimas colônias de Portugal, uma das
últimas estrelas brilhantes do agora extinto e outrora glorioso
Império Ultra-marino Luso, que pessoas como D.Henrique o Navegador,
Gil Eanes, Diogo Cão, D.Bartolomeu Dias, D.Vasco da Gama, D.Duarte
Pacheco Pereira, D.Pedro Álvares de Cabral, Fernão de Magalhães,
D.Afonso de Albuquerque, D.Luís Vas de Camões e milhares de outros
anônimos, esforçaram-se para construírem em eras já passadas.
Pouco
ou nada se sabia do Timor, exceto que havia sido um importante
entreposto português e que dali chegavam e partiam as embarcações
de Portugal na corrida pelas “especiarias das índias”, que era o
motor das Grandes Navegações.
Pouco
tempo depois de Portugal ter reconhecido a independência da ilha, a
Indonésia invadiu o Timor, anexando-o e transformando-o na sua 27a
província
(início de 1976).
Onde
a Nossa História Realmente Começa
Em
1996, o Timor proclama a sua independência da Indonésia. Isso
ocorre através de sufrágio, onde mais de 90% da população da ilha
compareceu as urnas e 78,5% votou á favor do separatismo.
Milícias
pró-indonésia se recusaram a aceitar o resultado do referendo e
iniciaram uma guerra civil com a clara intenção de manter o Timor
em mãos dos indonésios.
Teo
viu o desenrolar desses fatos durante a sua estada na ilha, porém
acreditava que “Deus
o protegeria”
(e de fato o protegeu, mas não da maneira que ele pensava ou
imaginava) e por isso não fez o óbvio que era evadir (ir embora) de
Timor: ele poderia ter se refugiado na Indonésia (em uma das
centenas de ilhas que existem ali), na Austrália ou quem sabe na
Tailândia e esperar a confusão toda passar, mas não, ele decidiu
ficar em Timor.
Quando
a luz, os sinais de telefonia, a água e as estradas foram sendo
cortadas/bloqueadas, Teo não tentou se preparar para o inevitável:
a crise bateria forte na sua porta! O missionário não correu nas
lojas e comprou água, comida, produtos de higiene e o que mais
precisasse durante a escassez que se seguiria e quando percebeu o que
deveria fazer, já era tarde! As milícias pró-Indonésia, vendo que
a resistência dos timorenses era aguerrida e que não poderia ser
vencida através de combates diretos, decidiram optar por uma tática
mais desumana para vencer essa guerra: destruíram as plantações,
mataram todo o gado, saquearam e queimaram as lojas deixando o Timor
sem víveres. Foi quando Teo entendeu que a crise estava sobre ele e
que deveria ter se preparado (não o fez por não ter interpretado os
sinais de que uma grande crise se abateria sobre aquela parte da
ilha).
Porque
Teo Não Se Preparou?
Teo
não se preparou porque não tinha a cultura da preparação. Ele
também cresceu em uma família de classe média-alta e sempre achou
que dinheiro resolvia tudo: enquanto o Timor começava a agonizar,
Teo ao invés de juntar recursos para conseguir passar pela crise com
mais conforto e certeza de sobrevivência, apostou que os US$ 3 mil
que tinha iria provê-lo em quaisquer necessidades. Bastaria mostrar
as “verdinhas estadunidenses” e pronto, obteria o que precisasse.
Quando
o Timor viu-se sem água, luz, telefone, livre trânsito e víveres,
Teo percebeu que as “verdinhas” para nada serviam! Um vaso com um
pé de alface não tinha preço naquela situação! Teo viu pessoas
comendo cachorros e ratos para sobreviverem, além de ter ouvido
falar de casos de canibalismo se multiplicando pela parte leste
daquela ilha.
Quando
a sua última porção de comida acabou, o missionário saiu pelas
ruas, arriscando-se a ser morto a qualquer segundo, tanto por tropas
de milicianos pró-Indonésia quanto por cidadãos do Timor, que nada
tinham a perder matando e pilhando. Por dois dias procurou por
comida, mas ninguém tinha víveres ou se tinham, escondiam-nos como
se fosse ouro! Após muito andar, encontrou um homem disposto a lhe
dar um pedaço de bife, mas haviam dois problemas: o bife havia sido
frito em óleo diesel (que é tóxico para seres humanos) e o cara
cobrou US$ 600 pela “iguaria” (o sujeito havia tentado, mas não
havia conseguido comer o “troço”)!
Em
desespero, Teo aceitou a proposta e (depois de desembolsar os US$
600) comeu o dito bife, mas antes orou: “O
Senhor disse que qualquer coisa que comêssemos não nos faria mal,
amém!”
e assim de uma só vez engoliu o alimento. O missionário ficou mais
três dias sem comer nada até que os E.U.A interviram diretamente no
conflito e desembarcaram as suas tropas, o que causou uma debandada
dos milicianos pró-Indonésia que praticamente não ofereceram
quaisquer oposições as forças armadas dos E.U.A.
Falando
inglês fluentemente, Teo conseguiu conversar com soldados americanos
que cederam a ele a sua ração: assim o missionário conseguiu
sobreviver a essa crise toda.
Conclusão
Teo
continua vivo até hoje: ele se casou, e ambos (ele e a esposa)
continuam atuando como missionários, mas aqui no Brasil…
Em
nossos dias atuais (últimos dias de 2016) o Timor-Leste, continua
sendo um país pobre, atrasado e bastante violento.
Dessa
história, podemos tirar várias lições: não devemos nos fiar em
apenas uma opção antes e durante a crise; nunca devemos nos
permitir ficarmos “contra a parede”; quando vemos uma crise se
aproximando de nós, devemos evadir o mais rápido possível do local
a ser afetado; caso a crise esteja começando, devemos nos preparar
(o mais depressa possível e em quantidades de víveres absurdamente
elevadas); dinheiro não é tudo; sair de nosso abrigo não deve ser
a última opção; ter fé, auto-motivação e esperança de que vai
sair da crise é essencial para sobreviver.
Essas
são algumas das conclusões que se pode tirar dessa história. E
você, o que pensa a respeito dessa história (que NÃO é fictícia,
aconteceu de fato durante a Guerra da Independência do Timor-Leste –
travada entre 1996 e 1999)? Coloque nos comentários!
Hoje
vou escrever á respeito de uma bolsa de viagem que possuo há alguns
anos atrás. Eu mandei consertar um zipper com problemas e comprei um
acessório para melhorá-la.
Aqui
embaixo o vídeo onde mostro mais sobre ela:
Vamos
aos custos?
Bolsa:
R$ 20,00
Acessório:
R$ 3,50
Conserto
do Zipper: R$ 5,00
Total:
R$ 28,50
Em
tempos de recessão econômica, consertar ao invés de comprar um
novo, pode sair bem mais barato.
Graça
e paz a todos! Hoje continuamos com a nossa série sobre os Aspectos
da Sobrevivência. Veremos hoje o Aspecto Orientação!
Introdução
Saber
chegar de um ponto ao outro com claro conhecimento: essa é a
premissa fundamental da orientação. Desde tempos antigos, a
orientação sempre foi de fundamental importância para a
Humanidade: orientação pelas estrelas (constelações), orientação
pelo sol, consulta a adivinhos e sacerdotes… sempre se buscou saber
a direção certa.
Em
meados do século XV d.C, os navegantes lusitanos passaram a
utilizarem-se das bússolas e astrolábios para se orientarem (a
bússola para saber onde era o norte e o astrolábio para se saber
qual a distância entre o local onde estavam e o sol e assim poderem
traçar a sua própria posição no globo). Desses dois instrumentos
de orientação, preparadores e sobrevivencialistas costumam utilizar
a bússola, afinal ela permite que nós saibamos onde fica o chamado
Polo Magnético Norte e a partir daí, podemos tirar os pontos
cardeais e escolhermos a direção a ser tomada.
Pela
noite, pode-se também tomar as estrelas como direção: no
Hemisfério Sul (praticamente 95% do Brasil está nele) existe a
famosíssima constelação de Cruzeiro do Sul de onde pode-se
descobrir para onde é o sul. Mas atenção: existe (também) no
Hemisfério Sul, uma constelação chamada Falsa Cruz (ou Falso
Cruzeiro), ela se parece com o Cruzeiro do Sul, mas é facilmente
descoberta, pois a Falsa Cruz tem quatro estrelas e o Cruzeiro do Sul
possui cinco como você pode conferir abaixo:
A
quinta estrela do Cruzeiro do Sul, chama-se Epsilon, ou Intrometida e
é ela quem diferencia as duas constelações. Basta pegar o “braço”
mais longo da constelação do Cruzeiro do Sul e seguir o “rastro”
exatamente como na figura abaixo:
Também
é possível descobrir os pontos cardeais em plena luz do dia, esse
vídeo do Gasparello do Canal Tocandira é esclarecedor:
Também
do Canal Tocandira, existe esse vídeo falando sobre como utilizar
uma bússola:
Outras
Maneiras de Orientação
Além
da orientação por pontos cardeais, também é possível orientar-se
ao estilo “João e Maria”. Como? Quando estiver andando por uma
trilha, você pode sinalizar a trilha amarrando pedaços de cordas em
troncos pelo caminho, ou (na falta de cordas) pode ser “esgana-gatos”
ou similares.
Além
disso é possível andar pelas trilhas se guiando por bússola como
no Canal Tocandira:
Graça
e paz á todos! Hoje venho levantar uma questão importante: a (ben)
dita auto-suficiência. Em canais e em textos de sobrevivencialismo e
preparação, vemos como esse tema é importante e eu reconheço que
a auto-suficiência DEVE ser buscada, embora seja algo INATINGÍVEL!
Mas
calma! Nada está perdido! Escreverei exatamente porquê a
auto-suficiência DEVE ser buscada, embora nunca possa ser totalmente
atingida.
Vamos
lá?
Tipo
Ideal
Em
sociologia, em algum momento estuda-se Max Weber. Este grande
intelectual, apontava que toda sociedade possui o “Tipo Ideal”:
um modelo de indivíduo que possui características que todos nessa
sociedade admiram e desejam ter/ser e que os indivíduos dessa mesma sociedade buscam alcançar para terem/serem.
Maximilian Karl Weber (Max Weber) 1864-1920
Eu
pego o Tipo Ideal de Weber e translado para o
Sobrevivencialismo e Preparação, mas precisamente para a
auto-suficiência: deve ser buscada, mas é inatingível.
Inatingível? Sim, exato e eu explico: o custo da auto-suficiência é
altíssimo! Imagine ter que fabricar as suas próprias ferramentas do
zero: tendo que minerar a terra em busca de minérios como a hematita
para depois submetê-la a um processo de oxidação para então obter
o ferro! Então, ter que construir um forno de barro, coletar quilos
e mais quilos de lenha para aquecer o dito forno, onde você então
pegará o ferro e o aquecerá em uma temperatura igual ou superior a
700º Celsius para então começar a moldá-lo para enfim criar uma
ferramenta para poder trabalhar no campo!
Consegue
entender o que quero dizer com “inatingível”? Mas claro, pegando emprestado o conceito do Tipo Ideal, descrito por Max Weber, podemos nos aproximar da
auto-suficiência, mas como? No caso da agricultura, podemos criar um
armazém com ferramentas em grande quantidade e com uma boa qualidade
para atender as demandas nos trabalhos do campo por anos! Ferramentas
de aço inox, por exemplo, são uma boa pedida nesse exemplo.
Como
Buscar a Auto-Suficiência?
Planejamento
Estocagem
Custo
Vou
explicar cada um desses itens em separado. Não farei uma explanação
longa, mas direi apenas detalhes importantes e que podem ser
utilizados para ferramentas, comida, água, roupas, sementes,
animais…
Planejamento:
nas academias de administração, ensina-se (entre outras coisas) a
trabalhar com ERP, ERP II e similares. Essas ferramentas de gestão,
permitem as organizações planejarem quanto e quando precisarão de
matérias-primas para a sua produção. O que você produz para ser
auto-suficiente? Dá para suprir as suas necessidades? E as
necessidades dos que convivem com você? Quanto você e outras pessoas gastam em consumo diário de comida, materiais de higiene básica e outros? Como você consegue
calcular os custos (financeiros), o tempo e o espaço necessários
para produzir o necessário para a sua auto-suficiência? Um bom
planejamento é a chave para isso. Caso você não saiba por onde
começar, não se preocupe: logo mais estarei postando algo aqui no
blog sobre isso!
Estocagem:
saber estocar é fundamental na auto-suficiência. Onde guardar?
Como achar rápido um item caso seja necessário? Que cuidados devo ter na
estocagem? Qual é o custo da estocagem de minhas preparações?
Quais os itens e provisões necessárias para se estocar e em qual
quantidade? Essas perguntas devem ser feitas e podem ser incluídas no Planejamento (ponto anterior).
Custo:
NADA, absolutamente nada é de graça! O economista Milton Friedman
já dizia, “não
existe almoço grátis”,
tanto o planejamento, quanto a estocagem, são processos que possuem
os seus próprios custos.
O
custo é o maior fator limitador da auto-suficiência. Um cara nos
EUA demorou cerca de seis meses (SEIS meses!!!) para fazer um
sanduíche e gastou aproximadamente U$1.500! Sim, isso mesmo: U$1.500
(mil e quinhentos dólares, DÓLARES!!!!!!!!) em um sanduíche!
Sendo que nesse desafio, o sujeito praticou a auto-suficiência
plantando sementes, cultivando os vegetais, ordenhando vaca, matando
galinhas e etc. apenas para fazer um sanduíche (que custou-lhe
U$1.500 e seis meses de sua vida – como ele mesmo admitiu de
maneira um tanto resignada no final do vídeo).
Caso
esse fato interesse, assista esse vídeo (tem uns 3 minutos e 43
segundos):
Conclusão
A
auto-suficiência deve ser buscada, mas que todos entendam que é
impossível obtê-la, pelo menos totalmente.