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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Estratégia, Tática e Operação: Qual a Diferença?




Olá, graça e paz!

Hoje, eu venho até vocês, oferecer-lhes um conceito muito utilizado em Administração: Estratégia, Tática e Operação.
Em um vídeo (e também artigo) de alguns anos atrás, Júlio Lobo do Sobrevivencialismo.Com, abordou a Matriz SWOT (sigla para: Strenghts, Weaks, Oportunities e Threats) que faz parte dos assuntos ministrados nas academias de Management (ou “Administração”, no Brasil) em todo o mundo. Então porque eu não posso fazer algo do tipo? Então, venho apresentar para vocês os Níveis Organizacionais (também conhecidos como Níveis Hierárquicos): Estratégia, Tática e Operação.


Diferenças
Sim, muito provavelmente você sempre quis saber, embora nunca tenha descoberto o significado e as diferenças desses três termos, que são considerados Níveis Organizacionais em Administração. Mas vamos lá:

  • Estratégia (Stratega): vem do grego e referia-se aos comandantes militares de Atenas (cidade-estado da Antiguidade Clássica). Quando a democracia foi implantada por Sólon (sob a orientação do rei Cleômenes III de Esparta), o Exército dos Cidadãos de Atenas, foi dividido em dez corpos e cada um possuía como comandante um “strategói” (termo derivado de “stratega”). Esses comandantes respondiam á um comandante-geral chamado de “polemarco”. Seja como for, a palavra popularizou-se por conta do rei Alexandre III, o Grande, da Macedônia (e de 90% do mundo civilizado de seu tempo…) que ao morrer, nomeou como regentes de seu filho Alexandre IV, quatro homens que deveriam reger o seu vasto Império durante a menoridade de seu herdeiro. Esses quatro foram nomeados “strategói”, sendo que posteriormente, ao iniciarem as suas famosas guerras pelo Poder, passaram a chamarem a si próprios de “diadocói” (“sucessores”). Com a Renascença, o termo estratégia saiu dos livros clássicos escritos em grego e em latim passando a língua dos povos da Europa Ocidental.

Baseado na explicação acima, podemos concluir que o termo “estratégia” se refere ao ato de ser comandante, isto é: tudo aquilo que é próprio de quem toma as decisões fundamentais e que impactam todo o resto. É no Nível Estratégico, que as decisões de longo prazo são tomadas e dão o corpo de toda a ação pelos próximos dois a cinco anos (talvez mais)!


  • Tática (Tatiké): também procede do grego, esse termo quer dizer literalmente “movimentação (de tropas)”. O estilo grego de se lutar na Antiguidade Clássica, era o Hoplita: o soldado que portando lança e escudo, unia-se a outros que pertenciam a mesma Póles que a sua e unidos batalhavam contra os inimigos da comunidade. Uma vez definida a Estratégia, fazia-se necessário movimentar as tropas, pois os hoplitas, carregavam até 35 kg de equipamentos! Além disso, o relevo da Grécia era (e ainda é) extremamente escarpado, saber movimentar tropas é fundamental ali: Mussolini que o diga! O Nível Tático abrange um período de tempo que varia de algumas semanas a até uns dois anos.
Um Hoplita Grego do Tempo das Guerras Médicas (492 a.C - 479 a.C)



O Nível Tático é intermediário entre a Estratégia e o próximo Nível: o Operacional. Tudo o que o Nível Estratégico decide e executa, deve passar pelo Nível Tático que deve lidar com o Nível Operacional.


  • Operação (Operandi): não, essa palavra não tem origem no grego, mas no latim. Operandi quer dizer literalmente “fazer, executar” e é exatamente isso o que significa Operação. O Nível Operacional é o mais básico de todos, porém se uma boa Estratégia for tomada e uma boa Tática efetuada, a Operação será bem amparada e as chances de se aumentarem os êxitos no resultado aumentam.

Nas Forças Armadas, a palavra “Operação” é usado não para definir o conceito que estou apresentando, mas sim para descrever aquilo que em Administração é conhecido como “Projeto”, mas sobre isso eu falo em outra postagem. Você que é militar e está lendo isso tudo, fique despreocupado: siga os termos que a sua corporação utiliza sem medo de ser ou agir com ignorância, a Administração não é uma ciência exata, por isso mesmo fique “de boa”, ok?


Término
Bom, por enquanto é isso. Mais tarde eu trato mais sobre Administração! Até mais!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Auto-Suficiência: Uma Conversa Franca



Graça e paz á todos! Hoje venho levantar uma questão importante: a (ben) dita auto-suficiência. Em canais e em textos de sobrevivencialismo e preparação, vemos como esse tema é importante e eu reconheço que a auto-suficiência DEVE ser buscada, embora seja algo INATINGÍVEL!

Mas calma! Nada está perdido! Escreverei exatamente porquê a auto-suficiência DEVE ser buscada, embora nunca possa ser totalmente atingida.

Vamos lá?


Tipo Ideal
Em sociologia, em algum momento estuda-se Max Weber. Este grande intelectual, apontava que toda sociedade possui o “Tipo Ideal”: um modelo de indivíduo que possui características que todos nessa sociedade admiram e desejam ter/ser e que os indivíduos dessa mesma sociedade buscam alcançar para terem/serem.

Maximilian Karl Weber (Max Weber) 1864-1920

Eu pego o Tipo Ideal de Weber e translado para o Sobrevivencialismo e Preparação, mas precisamente para a auto-suficiência: deve ser buscada, mas é inatingível. Inatingível? Sim, exato e eu explico: o custo da auto-suficiência é altíssimo! Imagine ter que fabricar as suas próprias ferramentas do zero: tendo que minerar a terra em busca de minérios como a hematita para depois submetê-la a um processo de oxidação para então obter o ferro! Então, ter que construir um forno de barro, coletar quilos e mais quilos de lenha para aquecer o dito forno, onde você então pegará o ferro e o aquecerá em uma temperatura igual ou superior a 700º Celsius para então começar a moldá-lo para enfim criar uma ferramenta para poder trabalhar no campo!

Consegue entender o que quero dizer com “inatingível”? Mas claro, pegando emprestado o conceito do Tipo Ideal, descrito por Max Weber, podemos nos aproximar da auto-suficiência, mas como? No caso da agricultura, podemos criar um armazém com ferramentas em grande quantidade e com uma boa qualidade para atender as demandas nos trabalhos do campo por anos! Ferramentas de aço inox, por exemplo, são uma boa pedida nesse exemplo.


Como Buscar a Auto-Suficiência?
  • Planejamento
  • Estocagem
  • Custo

Vou explicar cada um desses itens em separado. Não farei uma explanação longa, mas direi apenas detalhes importantes e que podem ser utilizados para ferramentas, comida, água, roupas, sementes, animais…

  • Planejamento: nas academias de administração, ensina-se (entre outras coisas) a trabalhar com ERP, ERP II e similares. Essas ferramentas de gestão, permitem as organizações planejarem quanto e quando precisarão de matérias-primas para a sua produção. O que você produz para ser auto-suficiente? Dá para suprir as suas necessidades? E as necessidades dos que convivem com você? Quanto você e outras pessoas gastam em consumo diário de comida, materiais de higiene básica e outros? Como você consegue calcular os custos (financeiros), o tempo e o espaço necessários para produzir o necessário para a sua auto-suficiência? Um bom planejamento é a chave para isso. Caso você não saiba por onde começar, não se preocupe: logo mais estarei postando algo aqui no blog sobre isso!

  • Estocagem: saber estocar é fundamental na auto-suficiência. Onde guardar? Como achar rápido um item caso seja necessário? Que cuidados devo ter na estocagem? Qual é o custo da estocagem de minhas preparações? Quais os itens e provisões necessárias para se estocar e em qual quantidade? Essas perguntas devem ser feitas e podem ser incluídas no Planejamento (ponto anterior).

  • Custo: NADA, absolutamente nada é de graça! O economista Milton Friedman já dizia, “não existe almoço grátis”, tanto o planejamento, quanto a estocagem, são processos que possuem os seus próprios custos.

O custo é o maior fator limitador da auto-suficiência. Um cara nos EUA demorou cerca de seis meses (SEIS meses!!!) para fazer um sanduíche e gastou aproximadamente U$1.500! Sim, isso mesmo: U$1.500 (mil e quinhentos dólares, DÓLARES!!!!!!!!) em um sanduíche! Sendo que nesse desafio, o sujeito praticou a auto-suficiência plantando sementes, cultivando os vegetais, ordenhando vaca, matando galinhas e etc. apenas para fazer um sanduíche (que custou-lhe U$1.500 e seis meses de sua vida – como ele mesmo admitiu de maneira um tanto resignada no final do vídeo).

Caso esse fato interesse, assista esse vídeo (tem uns 3 minutos e 43 segundos):




Conclusão
A auto-suficiência deve ser buscada, mas que todos entendam que é impossível obtê-la, pelo menos totalmente.


Até mais! Fiquem com Deus!