Hoje
eu quero apresentar á você, uma técnica muito utilizada em
bushcraft e em sobrevivência: a técnica de batoning.
Conceito
A
palavra "batoning", vem do inglês, "baton", que
significa "bastão". Batoning, portanto, significaria algo
como "bastonada", "porretada" ou paulada.
A
técnica de batoning poderá e deverá ser aplicada apenas em
situações de emergência, onde você não terá consigo, um machado
ou machadinha para rachar madeira: para essas situações,
recomenda-se a utilização de facas feitas com aço carbono (um aço
mais maleável e disposto a absorver energia das bastonadas) e com o
cabo em perfil integral ("full-tang"), pois são mais
resistentes á impactos.
A
técnica de batoning, se resume a: pegar um bastão (de feitio mais
pesado e duro) e "martelar" a faca contra um pedaço de
madeira (que obrigatoriamente deve ser mais leve e menos dura).
Veja abaixo um vídeo de como isso se processa:
Cuidados
É
importante dizer, que essa técnica é para ser utilizada apenas em
situações de emergência, onde você não tem uma machadinha ou
mesmo um machado! Cada vez que você utiliza a técnica de batoning,
as chances de a sua faca arrebentar-se, aumenta, por melhor que seja
a sua qualidade!
Hoje,
eu venho até vocês, oferecer-lhes um conceito muito utilizado em
Administração: Estratégia, Tática e Operação.
Em
um vídeo (e também artigo) de alguns anos atrás, Júlio Lobo do
Sobrevivencialismo.Com, abordou a Matriz SWOT (sigla para: Strenghts,
Weaks, Oportunities e Threats) que faz parte dos assuntos ministrados nas
academias de Management (ou “Administração”, no Brasil) em todo
o mundo. Então porque eu não posso fazer algo do tipo? Então,
venho apresentar para vocês os Níveis Organizacionais (também
conhecidos como Níveis Hierárquicos): Estratégia, Tática e
Operação.
Diferenças
Sim,
muito provavelmente você sempre quis saber, embora nunca tenha
descoberto o significado e as diferenças desses três termos, que
são considerados Níveis Organizacionais em Administração. Mas vamos lá:
Estratégia
(Stratega):
vem do grego e referia-se aos comandantes militares de Atenas
(cidade-estado da Antiguidade Clássica). Quando a democracia foi
implantada por Sólon (sob a orientação do rei Cleômenes III de
Esparta), o Exército dos Cidadãos de Atenas, foi dividido em dez
corpos e cada um possuía como comandante um “strategói”
(termo derivado de “stratega”).
Esses comandantes respondiam á um comandante-geral chamado de
“polemarco”. Seja como for, a palavra popularizou-se por conta
do rei Alexandre III, o Grande, da Macedônia (e de 90% do mundo
civilizado de seu tempo…) que ao morrer, nomeou como regentes de
seu filho Alexandre IV, quatro homens que deveriam reger o seu vasto
Império durante a menoridade de seu herdeiro. Esses quatro foram
nomeados “strategói”,
sendo que posteriormente, ao iniciarem as suas famosas guerras pelo
Poder, passaram a chamarem a si próprios de “diadocói”
(“sucessores”).
Com a Renascença, o termo estratégia saiu dos livros clássicos
escritos em grego e em latim passando a língua dos povos da Europa
Ocidental.
Baseado
na explicação acima, podemos concluir que o termo “estratégia”
se refere ao ato de ser comandante, isto é: tudo aquilo que é
próprio de quem toma as decisões fundamentais e que impactam todo o
resto. É no Nível Estratégico, que as decisões de longo prazo são
tomadas e dão o corpo de toda a ação pelos próximos dois a cinco
anos (talvez mais)!
Tática
(Tatiké):
também procede do grego, esse termo quer dizer literalmente
“movimentação
(de tropas)”.
O estilo grego de se lutar na Antiguidade Clássica, era o Hoplita:
o soldado que portando lança e escudo, unia-se a outros que
pertenciam a mesma Póles que a sua e unidos batalhavam contra os
inimigos da comunidade. Uma vez definida a Estratégia, fazia-se
necessário movimentar as tropas, pois os hoplitas, carregavam até
35 kg de equipamentos! Além disso, o relevo da Grécia era (e ainda
é) extremamente escarpado, saber movimentar tropas é fundamental
ali: Mussolini que o diga! O
Nível Tático abrange um período de tempo que varia de algumas
semanas a até uns dois anos.
Um Hoplita Grego do Tempo das Guerras Médicas (492 a.C - 479 a.C)
O
Nível Tático é intermediário entre a Estratégia e o próximo
Nível: o Operacional. Tudo o que o Nível Estratégico decide e
executa, deve passar pelo Nível Tático que deve lidar com o Nível
Operacional.
Operação
(Operandi):
não, essa palavra não tem origem no grego, mas no latim. Operandi
quer dizer literalmente “fazer, executar” e é exatamente isso o
que significa Operação. O Nível Operacional é o mais básico de
todos, porém se uma boa Estratégia for tomada e uma boa Tática
efetuada, a Operação será bem amparada e
as chances de se aumentarem os êxitos no resultado aumentam.
Nas
Forças Armadas, a palavra “Operação” é usado não para
definir o conceito que estou apresentando, mas sim para descrever
aquilo que em Administração é conhecido como “Projeto”, mas
sobre isso eu falo em outra postagem. Você que é militar e está
lendo isso tudo, fique despreocupado: siga os termos que a sua
corporação utiliza sem medo de ser ou agir com ignorância, a
Administração não é uma ciência exata, por isso mesmo fique “de
boa”, ok?
Término
Bom,
por enquanto é isso. Mais tarde eu trato mais sobre Administração!
Até mais!
Hoje
eu venho falar sobre as vantagens e desvantagens dos enlatados.
Histórico
e Processos
Os
enlatados são fechados em máquinas específicas e próprias para
isso. A sua origem remonta as Guerras Napoleônicas, quando o
engarrafador
de
champanhe, o
francês Nicholas
Appert,
criou um modo de conservar comida dentro de uma garrafa de vidro
hermeticamente fechada. O processo utilizado por ele era simples:
cozinhava os alimentos até certa temperatura para então colocá-la
com a água dentro e (o verdadeiro “q” da questão) tampá-la de
maneira a não permitir que o ar exterior entrasse. Assim, a comida
podia ficar meses (ou mesmo anos) sem estragar. Claro que já
existiam os vidros de conservas, mas eles exigiam certos produtos
químicos (como o vinagre) que acabam estragando o gosto dos
alimentos. Já esse novo processo não, o gosto ficava conservado (ou
parcialmente) e não era necessário nenhum tipo de produto químico.
Nicholas Appert, o parisiense que descobriu o processo de conservação de alimentos atuais
Esse aí é o pai dos enlatados: uma garrafa de vidro onde se transportava a comida conservada pelo processo criado por Appert
Até
aí tudo bem, mas o que o então imperador da França não contava,
era que espiões britânicos roubariam algumas dessas garrafas de
conservas e através de um processo que hoje em dia chamaríamos de
“engenharia reversa”, conseguissem recriar o processo. Na
verdade, os britânicos aperfeiçoaram o processo na
pessoa de Peter Durand, um mecânico natural de Londres:
ao invés de garrafas de vidro, a comida passou a ser envazada em
latas… afinal elas são bem mais resistentes do que garrafas de
vidro!
Peter Durand, o "pai" dos enlatados
Hoje
em dia, por determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária), os enlatados devem ter uma série de produtos químicos
para aumentarem a sua durabilidade e supostamente nos dar mais
segurança na hora de consumirmos a comida enlatada, mas essas
substâncias causam um terrível mal ao ser humano, principalmente
após consumos repetidos… (obrigado pela “proteção”, Anvisa!)
Vantagens
Podem
ser armazenados por anos sem haver qualquer preocupação com a
conservação do alimento. De acordo com o sobrevivencialista Batata
(da plataforma de mídias sociais o Guia do Sobrevivente), a data
contida nos enlatados não deve ser levada em consideração, pois a
validade real é indeterminada.
Por
ser barata, a comida enlatada
pode ser adquirida em grandes quantidades por pessoas de baixo poder
aquisitivo.
Os
enlatados podem ser facilmente encontrados e comprados, pois em
geral, são vendidos em: tabernas, mercadinhos e supermercados.
Hoje
em dia, a variedade de alimentos enlatados é grande. Você
certamente encontrará um alimento enlatado que caiba no seu
paladar!
São
bons para serem estocados em uma
B.O.L (abrigos secundários, clique aqui
se não sabe o que é isso) que se localizam no meio do nada e que
não podem ser constantemente visitadas.
Desvantagens
São
pesados,
podendo complicar a sua vida no caso de uma evacuação.
São
desaconselháveis de se levar em uma mochila de B.O.B (Bug Out Bag)
pela razão acima elencada (o peso dos enlatados poderá rasgar a
sua mochila de fuga/evasão).
A
quantidade de sódio é altíssima, o que acarreta em sede
imediatamente após o consumo e no longo prazo, em problemas
cárdio-vasculares, gástricos
e/ou intestinais.
Para
cada 10 gramas de sódio ingeridos (comida enlatada tem MUITO
sódio), são necessários ao menos 1 litro de água para diluir a
substância Na
(sódio) em nosso organismo.
Recomenda-se
para seres humanos, o consumo diário de 5 gramas de sódio por dia.
Vídeo do canal, onde eu mostro as Vantagens e Desvantagens dos Enlatados
Finalizando…
Bom,
por enquanto é isso. Esse artigo não visa fazer juízos á respeito
dos enlatados, mas sim levantar os pontos positivos e negativos
deles. Analise-os e com eles em mente, faça as suas preparações
baseadas nos enlatados… ou não!
“B.O.B”
é a sigla para “Bug Out Bag”, que foi traduzido como “Mochila
de Fuga/Evasão”. Certo, B.O.B quer dizer mochila de fuga, mas como
aplicar esse conceito? É exatamente a isso que esse artigo se propõe
a responder.
Conceito…
Quando
uma crise (enchente, furacão, terremoto, desmoronamento de
barrancos, invasão de exércitos armados, perseguições
governamentais – movidas de vez em sempre por governos de esquerda…
–, crise na segurança pública, saques, vandalismo ou algum
distúrbio social) chega no local onde você vive, pode ser que se
faça necessário sair de sua casa e deslocar-se para outro local (um
abrigo comunitário, a casa de um parente ou a sua B.O.L – caso não
saiba o que é B.O.L, clique aqui).
A
B.O.B se propõe exatamente a isso: é uma mochila onde você
colocará os itens mais importantes para a sua subsistência durante
esse período de crise. Simplesmente é isso. Eu poderia encerrar o
artigo por aqui, mas antes eu preciso desmitificar algumas coisas.
Desmitificando
Primeiro:
muitos preparadores, sobrevivencialistas e até bushcrafters,
defendem que a B.O.B deve ter suprimentos necessários para até 72
horas; é o famoso “Kit de 72 horas” que por ignorância de
alguns, tornou-se a “marca registrada” da B.O.B. Nada pode estar
mais equivocado!
O
“Kit de 72 horas” tem as suas origens nos kits que militares da
aeronáutica norte-americana (US Airforce) possuem em aviões durante
as suas ações aéreas e que no caso de a aeronave cair, poderão
lançar mão desse kit para manterem-se vivos até serem resgatados.
Alguém resolveu pegar esse conceito e transferi-lo para a B.O.B.
Além disso, sabe-se que a FEMA (agência norte-americana que lida
com desastres) recomenda que os cidadãos norte-americanos tenham
provisões para até 72 horas, pois segundo eles, esse é o máximo
tempo que as autoridades (daquele país) levam para alcançar os
cidadãos em casos de desastres (seja qual for).
Segundo:
simplesmente pegaram o conceito do parágrafo anterior e uniram a
B.O.B. Mas uma coisa é desassociada da outra. Na minha B.O.B não há
um kit de 72 horas, porém há equipamentos que suprem a minha pessoa
e mais um acompanhante em caso de eventuais crises onde eu moro: se
precisar evadir de onde moro, eu pego a minha mochila de fuga e evado
de casa, sabendo que tenho como sobreviver a eventuais crises.
Terceiro:
a B.O.B precisa estar sempre pronta (SEMPRE mesmo!) para o uso, com
todos os equipamentos funcionais e em condições de efetuarem o
trabalho para o qual foram desenhados. Lembre-se de que ela é uma
mochila para evasão rápida, caso seja realmente necessário e
nesses momentos, falhas NÃO são uma opção.
...e
Prática!
Obrigatoriamente,
uma B.O.B deve ter ao menos quatro dos seis aspectos da sobrevivência
(todos abordados aqui no blog, links no final desse artigo): Comida,
Fogo, Água e Orientação. Mas se possível, que tenha os seis
aspectos (além dos quatro já citados, temos também a Sinalização
e o Abrigo)!
Claro
que os aspectos da sobrevivência que serão cobertos pela sua B.O.B
dependerá de você e unicamente por você. Eu não pretendo aqui,
nesse texto, dizer o que deve ou não ser colocado em uma mochila de
fuga. Talvez eu faça isso em um futuro próximo, em um outro artigo,
quem sabe…
O
crajirú é um arbusto que cresce espontaneamente no bioma amazônico.
É muito utilizada pelas populações amazônicas que costumam ter ao
menos um pé de crajirú no jardim ou no quintal de suas casas. O seu
nome científico é arrebidaea chica Verlot, porém possui
muitos nomes populares, á saber: carajurú, capiranga, cipó cruz,
cipó cruz da amazônia, grajirú, crajurú, guarajurupiranga,
pariri, piranga, calajouru, karajura, krawiru.
A
planta possui funções farmacológicas interessantes:
-Anti-Inflamatório
-Bom
contra gripe, garganta inflamada e febres
-Bom
cicatrizante
-Bom
contra cólica
-Bom
contra anemia
-Não
possui nenhuma contra-indicação conhecida
Como
Extrair as Propriedades
O
"chá" deve ser feita através de infusão (colocar as
folhas em uma panela com água quente e tampar a mesma - mas atenção:
a água deve estar quente, mas em hipótese alguma deve estar
fervendo no fogo, NÃO ferva, em hipótese alguma!) e deixado em
banho por pelo menos uma hora.
Explano
nesse artigo, sobre os principais tipos de lâminas existentes.
Introdução
Um
leigo sempre diz que “faca é tudo igual!”, porém, quem possui
mais experiência nessa área, sabe perfeitamente bem que essa
afirmativa é um equívoco: existem lâminas e mais lâminas e cada
uma tem o seu propósito específico.
Principais
Tipos de Lâminas e Suas Utilidades
Vou
escrever agora apenas os principais tipos, pois se eu fosse falar de
cada tipo de lâmina existente, seria necessário criar uma série
apenas para isso (boa idéia, não?!).
Canivete
Suíço: também chamado de “Knife of Swiss Soldier”, os
canivetes suíços são ferramentas verdadeiramente úteis para
pequenas e delicadas tarefas, como abrir pacotes, cartas e outras
funções mais. Cada modelo de canivete possui funcionalidades que
mudam de abrangência. Uns possuem tesoura, outros serras e alguns
outros não possuem nenhum dos dois! O canivete (independente de ser
suíço ou não) se destaca por seu poder discricionário, podendo
ter o seu tamanho reduzido pela metade e expandido quando o usuário
assim o quiser, ao sacar a lâmina. A Victorinox afirma que o seu
fundador seria o desenvolvedor da tecnologia de molas e pressão que
há no canivete quando a lâmina do mesmo é aberta.
Por
falar nisso, no canal do youtube tem duas reviews (análises) dos
canivetes suíços victorinox, spartan e huntsman. Dê uma olhada
abaixo (se desejar):
Review do Canivete Suíço Victorinox Spartan.
Review do Canivete Suíço Victorinox Huntsman.
Caso
queira conhecer os “sub-tipos” de canivetes, esse artigo escrito
pelo mestre-cuteleiro, Márcio Camacho é o ideal para você:
Tipos de Canivetes - Por Márcio Camacho
Faca:
independente do modelo ou função para o qual foi desenhada, a faca
possui uma coisa que o canivete não possui, na verdade duas; a faca
não pode ser dobrada sobre si como no caso do canivete e a segunda
coisa é que o fato de a faca não ser retrátil, faz com que ela
tenha uma capacidade de resistência maior. Canivetes por terem a
lâmina unida ao cabo por um sistema de molas e parafusos, possui
maior fragilidade, enquanto que a faca por ter a lâmina e a espiga
em uma só peça é mais resistente por si só (e mais indicada para
trabalhos mais pesados). Muitos preparadores, sobrevivencialistas e
bushcrafters acham que só podem ter facas “full tang” (também
conhecidas no Brasil como “perfil integral”), mas isso não é
verdade, pois existem facas que não são de perfil integral (full
tang) e executam perfeitamente bem as suas funções para as quais
foram projetadas.
Alguns
tipos de facas: de sobrevivência, para atividades outdoor, para
coureamento (“skinner” em inglês), para cortar carne, com a lâmina serrilhada, karambit (a "sensação" do momento) e
outras.
Machado:
canivete é para atividades mais leves e delicadas, enquanto que a
faca é para atividades de maior força. Os machados (independente
do tipo) é para atividades onde se exige maior “ignorância”: cortar árvores, troncos, galhos, lenha, derrubar portas… essas e
outras necessidades que exigem uma lâmina mais forte.
Finalizando
Bom,
por enquanto é isso. Tenha em mente que lâmina é lâmina,
exatamente por isso, nunca subestime o poder de corte e perfuração
de uma lâmina. Abaixo eu deixo com vocês, dois vídeos onde o canal
e blog Sobrevivencialismo testou lâminas em duas ocasiões
distintas contra carne de porco (que possui a textura semelhante a
da carne humana).
Aqui, neste vídeo, testa-se o poder de lâminas pequenas.
Já neste outro vídeo, testa-se o poder de lâminas maiores!
Graça
e paz e até a próxima!
Caso
deseje, poderá ler os outros dois artigos desta série:
Hoje
tratarei da análise do filme O Mundo Perdido: Jurassic Park 2.
Há
algum tempo atrás, eu fiz uma análise do ponto de vista do
sobrevivencialismo e da preparação do filme Jurassic Park (o
primeiro, caso deseje vê-la, clique aqui) onde mostrei como o filme
é mal-construído do ponto de vista sobrevivencialista. Agora vamos
para o segundo filme dessa franquia: aviso que HÁ
SPOILERS
(isto é: revelações da história do filme), portanto se não
desejar “perder a graça”, saia desse artigo e vá assistir o
filme primeiro.
Começando…
O
segundo filme da franquia Jurassic Park começa um pouquinho mais
tranquilo em relação ao primeiro: uma família de super-ricões
está viajando de iate pelo Oceano Pacífico e decidem comer em uma
praia com toda a pompa e circunstância. A família (chama-se Bowen,
de acordo com a sinopse) é composta de um pai (displicente), uma mãe
(dondoca) e uma menina pequena com menos de dez anos de idade chamada
Cathy.
Cathy
se afasta dos pais (sob protestos da mãe e com a total conivência
do pai) e acaba sendo atacada pelos Compsognato, que a deixam
machucada (mas viva, de acordo com John Hammond). A primeira lição
sobrevivencialista do filme: NUNCA acesse uma área selvática que
seja de seu total desconhecimento: se o casal tivesse consciência de
que ali era uma ilha com dinossauros, JAMAIS teriam pensado em
desembarcarem ali. A segunda lição é a mais óbvia: tome cuidado
com os membros de sua família, principalmente os menores e mais
fracos.
A
cena seguinte mostra Ian Malcolm (o cara que se ferrou no primeiro
filme, lembram?) em um metrô.
Na
mansão de Hammond, Ian tem uma discussão com Peter Ludlow (sobrinho
de John Hammond) que destruiu a reputação dele acobertando os fatos
ocorridos no primeiro filme. Após a discussão, o dr.Malcolm segue
para conversar com Hammond, que conta as más-notícias: o ataque com
Cathy; a InGen usou isso como desculpa para retirar Hammond do cargo
de presidente da empresa; a corporação irá enviar uma expedição
á chamada “ilha b”, também conhecida como “Ilha Sorna”;
O
plano de John Hammond é simples: ele decide enviar a sua própria
expedição, mas para documentar os hábitos e a existência dos
dinossauros e levar isso ao conhecimento do público (que diga-se de
passagem, não sabe da existência dos dinossauros até aquela
presente data).
Após
relutar, Ian aceita partir para a ilha após saber que a sua
namorada, Sarah Harding já se encontra em Sorna. Antes da bombástica
revelação, Hammond havia dito á Ian que o infravermelho dos
satélites haviam indicado que os predadores se concentravam no
centro da ilha.
Ian
se reúne com Eddie Carr (especialista de campo) e Nick Van Owen
(repórter e “garanhão” metido á ambientalista), membros da
equipe que deverão ir até a Ilha Sorna e se encontrarem com a
dra.Harding (paleontologista) para assim recolherem imagens e
gravações de áudio e vídeo dos dinossauros. Exceto Ian Malcolm,
ninguém da equipe possui experiência prática em sobrevivência,
principalmente, sobrevivência á dinossauros!
Pouco
antes de desembarcarem na ilha, o condutor da balsa avisa que não
aportará em Sorna e que o arquipélago inteiro é conhecido como
“Las Cinco Muertes”.
Na
Ilha
Uma
vez em Sorna, a equipe capitaneada por Ian Malcolm arma o seu
acampamento e segue atrás da dra.Sarah Harding, que está observando
e fotografando um bando de estegossauros. De maneira imprudente,
Sarah aproxima-se de um filhote de estegossauros e após acariciá-lo,
tira fotos dele até que a máquina fotográfica termina o rolo (para
os mais novos: antes dos cartões de memória, as máquinas
fotográficas eram em filmes e quando o rolo acabava, rebobinava
automaticamente fazendo um barulho): o barulho do rebobinamento faz
com que os estegossauros ataquem Sarah que quase é morta. Nunca
ponha-se em perigo desnecessariamente, caro
preparador/sobrevivencialista! Eu sei que é apenas um filme, mas
devemos tomar lições para a nossa vida, certo?
Para
piorar a situação, a equipe descobre que Kelly Malcolm, filha de
Ian Malcolm, estava escondida no trailer… em meio a discussão que
se segue, ouve-se e visualiza-se helicópteros da InGen: a expedição
de Peter Ludlow chegou á ilha!
Os
homens de Ludlow (liderados por Roland Tembo – um experiente
caçador, um verdadeiro sobrevivencialista! - e Dieter Stark)
capturam vários dinossauros e armam o seu acampamento, dispondo as
jaulas com as feras nos arredores do acampamento. Enquanto isso,
Roland e o seu amigo Ajay Sidhu, saem em busca do T-Rex e para
atraí-lo, capturam o filhote dele e o colocam em um local-chave para
a captura (á favor do vento).
Ian,
Sarah, Eddie e Nick, aproveitam o fato de que todos os membros da
equipe de Ludlow estão em uma vídeo-conferência ao vivo com os
acionistas da InGen e soltam os dinossauros, que atacam e destroem o
acampamento de Ludlow.
Enquanto
fugiam, Sarah e Nick vêem o filhote de T-Rex preso ao chão: ele
está com o fêmur fraturado e eles decidem tratar do ferimento do
animal em seu próprio acampamento. Ian e Eddie consideram isso
loucura, bem como Kelly, mas nada pode ser feito ante a teimosia da
paleontóloga e do repórter. Kelly, muito assustada, exige sair dali
e é conduzida ao abrigo suspenso de Eddie, que fica com ela no topo,
junto com Ian: é quando o farfalhar de galhos e leves tremores de
terras são ouvidos… são o casal de T-Rex, que sentem o cheiro e
os gritos do filhote e vão ao acampamento de Ian e cia para
salvá-lo!
Ian
corre para o acampamento apenas para avisar (tarde demais) que os
T-Rex estavam á caminho…
Á
seguir, a cena mais desesperadora do filme acontece: depois de
devolverem o filhote, o casal de predadores atacam o trailer,
deixando-o próximo de despencar no promontório: montar um
acampamento próximo de um promontório é uma boa idéia, pois o
mar, junto com o paredão, servem de “muralhas naturais”, mas no
filme, acampar ali mostrou-se uma burrice enorme. Mas na vida real,
armar acampamentos-bases em regiões com obstáculos naturais é sim
uma boa idéia e aí o filme acertou: só tome cuidado para que você
e eventuais companheiros fiquem (literalmente) em uma situação sem
saída.
Eddie
pega a sua pick-up e segue para o acampamento e após momentos de
desespero, as coisas começam a melhorar, pois ele consegue jogar uma
corda para Nick, Sarah e Ian, além disso, o carro dele está
rebocando o trailer. No entanto, por causa da fumaça emitida pela
pick-up, os T-Rex reaparecem e matam Eddie, fazendo com que o carro
dele e o trailer caiam pelo promontório e explodam. Felizmente, Ian,
Sarah e Nick estão bem atados á corda e escalam o paredão, apenas
para serem auxiliados pelos homens de Ludlow, que estão junto com
Kelly (provavelmente a garota os conduziu até ali).
A
Reação
Após
uma troca de acusações e discussões acaloradas que quase
terminaram em “street fighter”, as duas equipes descobrem que
estão sem possibilidades de comunicação externa (ou seja: presos
na Ilha Sorna…). Mas há uma solução: no centro da ilha,
encontra-se uma estação de comunicação, que é abastecida com
energia geotérmica. O problema é que o território dos
Velociraptores fica ali!
Aqui
vai uma lição: NÃO coloque todos os seus suprimentos, equipamentos
e demais itens em um mesmo local, coloque um “back-up”
(suporte/apoio) na forma de um tubo de sobrevivência. Eu postei um
vídeo no canal da Iniciativa, o que é e como fazer um “saco de
sobrevivência”, que é mais barato e mais fácil de fazer do que
um tubo de sobrevivência:
Vídeo introdutório do Saco de Sobrevivência
Vídeo ensinando como fazer um Saco de Sobrevivência
Se
a equipe de Ian tivesse trabalhado com o conceito de tubo/saco de
sobrevivência, certamente eles não estariam em situação tão
crítica…
E
mais uma crítica ao filme: assim como na análise do primeiro filme,
eu critico o fato de Ludlow não ter levado consigo um equipamento de
comunicação independente, como um telefone via-satélite, por
exemplo.
Também
critico o fato de nenhum dos personagens da equipe de Ian ter preso
consigo, junto ao corpo, um equipamento de sobrevivência. No filme,
eventuais necessidades do dr.Malcolm e sua equipe, foram supridas
pela equipe de Peter Ludlow, mas na vida real as coisas não são
fáceis ou simples assim…
Mortes
e Mais Mortes!
Após
as discussões (e brigas) terminarem, Roland toma a iniciativa de
seguir para o centro da ilha e todos o seguem imediatamente.
Depois
de um dia inteiro de caminhada, o grupo chega á uma floresta com
pinheiros e samambaias, onde fazem uma parada rápida. Dieter e
Carter sentam-se um pouco mais afastado em relação ao grupo e o
primeiro “vai ao banheiro”, porém Carter está ouvindo música
com fones de ouvidos e não escuta Dieter, que acaba se perdendo no
meio do mato e ficando sem as suas armas.
O
sujeito cai em um barranco e é emboscado por um bando de
Compsognato, que o devoram. A presença de Dieter só é notada
quando o grupo decide partir. Roland pega Carter e um outro indivíduo
e saem em busca do membro desaparecido, antes, marcando um ponto de
encontro com o restante da equipe para que possam se encontrar
depois.
Percebe-se
que Roland (um caçador experiente e muito prudente) é o
sobrevivencialista por excelência: domina a leitura de mapas, é
destemido, sabe atirar, sabe se movimentar (e quando não fazê-lo)
além de ter boas iniciativas. O caso de Dieter, nos mostra que nunca
devemos ficar sozinhos no mato e que devemos sempre marcar a trilha
que pegamos, pois para olhos destreinados, o mato é “tudo igual”.
De
noite, Roland, Carter e o terceiro membro de seu grupo de busca e
resgate se encontram com o restante do grupo (que estava sendo
liderado por Ajay). Após uma conferência com Ian e Ajay, Roland
informa que Dieter está morto e que eles estão próximos do centro
de comunicações (“vila”, como eles o chamam no filme) e que o
grupo descansará por mais uma hora e então, todos partirão.
O
plano corria bem, até que o casal de T-Rex (guiados pelo cheiro de
sangue de seu filhote, que encontra-se na jaqueta da dra.Sarah
Harding) aparece no acampamento, causando um alvoroço. Um dos T-Rex
persegue os humanos: Carter é morto, bem como o paleontologista
Robert Burke. Sarah, Nick e Kelly ficam presos em uma caverna, porém
Ian aparece e os guia para a trilha.
O
outro T-Rex fica vagando pelo acampamento e Roland (após ter
sabotada a sua tentativa de matar a fera) decide utilizar
tranquilizantes ao invés de balas.
Enquanto
Ian e a sua equipe ficavam para trás, a equipe de Roland está
dividida: Roland e Peter Ludlow estão nas proximidades do
acampamento onde os T-Rex atacaram; enquanto todo o restante da
equipe (incluíndo Ajay) estão na última milha antes de chegarem na
vila: é quando eles são atacados pelos Velociraptores. Na fuga,
Ajay joga a sua mochila ao chão, mas acaba sendo pego da mesma
maneira…
Ian
e a sua “tropa” chegam no local onde Ajay e o seu grupo foram
atacados e encontram a mochila dele e percebem que os Velociraptores
estão por perto e que o grupo aparentemente foi morto… eles saem
em disparada e terminam caindo em um barranco que conduz diretamente
a vila. Nick Van Owen pega a mochila pertencente a Ajay e dirige-se
sozinho para o centro de comunicações, deixando Ian, Sarah e Kelly
para trás (Ian estava esbaforido).
Acessando
a mochila de Ajay, Nick obtém o documento com instruções de como
pedir ajuda por rádio bem como as coordenadas. Do ponto de vista
sobrevivencialista, a fuga da área onde os Raptores se encontravam e
a obediência á um protocolo de resgate, são impecáveis: evadir às
vezes é a melhor (e única) solução para sobreviver.
Mais
tarde, Ian, Sarah e Kelly chegam na vila e procurando por Nick, são
atacados por três Velociraptores. A cena é muito longa para
descrever, mas quem já viu sabe exatamente o que eu escrevo aqui: a
essência do sobrevivencialismo mais do que equipamentos e treino, é
a capacidade de adaptar-se a crises que aparecem na frente de uma
pessoa! O trio utilizando de parcos recursos, conseguiu proteger-se,
escapar e evadir das mãos (das presas, na verdade…) dos
Velociraptores.
Nick
aparece e junto com ele, um helicóptero pousa no telhado da
estrutura e o quarteto é resgatado. Ian fica sabendo que outros
helicópteros estão na ilha buscando pelos outros sobreviventes.
Nesse momento, ele vê o T-Rex adormecido por Roland, que despede-se
de Ludlow afirmando que está “cansado da companhia da morte”.
Em
San Diego
Ao
chegarem no continente (na cidade de San Diego) Ian e Sarah
dirigem-se para as docas pertencentes a InGen, onde Peter Ludlow e
diversos magnatas esperam a chegada do cargueiro com o T-Rex
capturado. O navio acaba chocando-se com o porto e após uma rápida
vistoria, percebe-se que a tripulação foi atacada por alguma fera.
Enfim o T-Rex desperta e ataca tudo o que se mexe. O dinossauro sai
das docas e passa a atacar transêuntes pelas ruas e nada parece
detê-lo. Vale á pena destacar a cena em que uma multidão corre em uma direção (em um verdadeiro estouro de manada) e um “nerd” em um
lance mal pensado e impulsivo, tenta entrar em uma locadora de filmes
e é devorado pelo Tiranossauro. Nunca tome decisões por impulso em
uma situação de crise.
Por
fim, Ian e Sarah pegam o filhote (que havia sido levado de aeronave
até um anfiteatro) e usam-no para atrair o T-Rex até o navio,
trancafiando ambos nos porões da embarcação (mas não sem antes, a
dra.Harding disparar um tranquilizante) no adulto. No processo, Peter
Ludlow acaba sendo morto pelos Tiranossauros em uma cena claramente
anti-capitalismo em que “o empresário ganancioso morre vítima de
sua própria ganância” (pura baboseira esquerdista).
O
filme termina com a televisão ligada, onde Bernard Shaw, um
jornalista de esquerda, noticia na CNN (uma rede também esquerdista,
diga-se de passagem) que o navio está sendo conduzido em segurança
até a Ilha Sorna (e escoltado pela U.S Navy). Kelly Malcolm, cobre
com um cobertor, o pai (Ian) e a namorada dele (Sarah Harding) que
estão exaustos e dormem no sofá em frente ao aparelho já citado,
onde John Hammond faz um apelo ambientalista em favor dos
dinossauros.
Considerações
Bom,
esse filme da franquia Jurassic Park, diferente de seu antecessor,
possui pessoas mais bem-preparadas para lidarem com as situações de
crises que ocorrem ao longo da película. A crítica que faço é ao apelo esquerdista que há nele o tempo todo. Se você não
se importar de aturar imbecilidades como: “ambientalismo”,
“anti-capitalismo”, “luta de classes” e outros, assistir esse
filme não será problema.
Link
da análise do filme Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros aqui.
Em
breve, a análise do terceiro e último filme da franquia Jurassic
Park!
Graça
e paz á todos! Como prometido, estou postando artigos que falam
sobre economia e como ela afeta as nossas preparações. Essa parte 1
fala do que é economia e o que seria valor subjetivo. Vamos lá?
Terminologia
A
palavra “economia” deriva do grego “oikonomea” (oikos=casa;
nomea=gestão/gerência da) e trata basicamente da disponibilidade de
recursos em determinada localidade (geográfica, cultural ou
sistêmica – sistemas financeiros, sistemas monetários, sistemas
bancários dentre outros, por exemplo).
Por
isso, nós preparadores e sobrevivencialistas, devemos saber, pelo
menos, como funciona a economia, para ao menos planejarmos e
executarmos esses mesmos planejamentos na hora em
que uma crise acontece.
E eu venho através desse blog, oferecer isso para vocês, leitores!
Valor
Subjetivo
Essa
teoria econômica afirma que os preços das coisas (produtos) que
encontram-se no mercado possuem o preço que possuem, por causa do
valor subjetivo, que nada mais é do que o quanto o mercado (pessoas,
empresas…) dão valor para determinado objeto.
Uma
rápida pergunta: se você tivesse, digamos, R$ 500,00 sobrando (você
já pagou todas as suas contas, não deve nada para ninguém e tem
mais R$ 10.000,00 na sua conta) e estivesse diante de você, um
Canivete Victorinox Huntsman e um canivete chinês, sem marca, barato
e de qualidade duvidosa, qual deles você compraria? Acredito que o
Victorinox Huntsman, não é mesmo? Mas por que? A resposta para essa
pergunta é simples: o valor subjetivo, isto é, o quanto você dá
valor para aquele bem e o quanto você está disposto a pagar por
esse item.
O
valor subjetivo está ligado a marca e ao meio onde aquele produto
está inserido. No Amazonas, comprar água é algo barato (entre R$
1,50 e R$ 2,00 a garrafa de 600 ml de água). Em Israel, uma garrafa
com a mesma capacidade custa não menos que US$ 5,00! Ou uns NIS*
12,00-16,00 na moeda de lá! Mas porquê?
Em
Israel, 70% do país é desértico, sendo assim, cada gota de água é
de um valor imensurável, por isso as pessoas dão muito mais valor a
água do que no Amazonas, que possui a maior parte das fontes de água
doce do planeta! Entendem a subjetividade?
Quando
forças externas ao mercado (políticas governamentais, conflitos
bélicos, fenômenos da natureza) atuam intrusivamente nele, o preço
de determinado bem, produto ou serviço modifica-se (ou como diria o
economista Frederik Auguste Hayek: adultera-se). Mas sobre isso,
falarei no próximo artigo.
Até
mais! Fiquem com Deus! Caso esteja interessado, poderá ler a Parte 2 desta série clicando aqui. E a Parte 3, bem aqui.
*NIS
é a abreviação para New Israel Shekel, ou “Novo Shekel de
Israel”, que entrou em circulação naquele país em 1986 e
prossegue até os dias atuais (2017). Para todos os efeitos, o valor
cambial do NIS
é equivalente ao nosso Real Brasileiro.
Vídeo onde falo sobre o que é economia e o valor subjetivo