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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Crise Real: Grandes Apagões na Venezuela



Entre os dias 07/03 e 14/03 do ano de 2019, ocorreu o mais longo apagão (“blackout” em inglês) da história da Venezuela. Aquele país (que já se encontrava na bancarrota) simplesmente parou! O povo venezuelano (castigado pela ditadura narco-traficante e marxista de Hugo Chávez e de seu sucessor, Nicolás Maduro) passou a viver como se estivesse há mais de cento e cinquenta anos.

Os mais abastados se viraram como puderam, os pobres porém (e são extremamente numerosos na Venezuela) enfrentaram gigantescas dificuldades com o apagão: hospitais pararam, postos de combustíveis pararam de funcionar, semáforos, metrôs, comunicações… a Venezuela simplesmente parou!!!

As ruas que eram perigosas, tornaram-se ainda mais perigosas e arrastões foram registrados em todo o país.

Preparadores e sobrevivencialistas, devemos nos preparar para essa situação onde o país onde moramos, simplesmente fica sem qualquer abastecimento de energia elétrica!

Eu iniciei a escrita deste texto no dia 28/03/2019 e eu demorei para escrevê-lo por uma razão simples: desejava reunir informações sólidas sobre o ocorrido (e consegui), porém segunda-feira (25/03/2019) a Venezuela novamente entrou em uma nova fase de apagão…

Deixarei imediatamente abaixo alguns vídeos onde venezuelanas (Gladys Seara e Keisy Sayegh) relatam o ocorrido em seus respectivos canais em uma pequena série de vídeos. Obviamente os vídeos estão com o áudio em espanhol. Quem fala português, eu sugiro que faça força para escutar o que está sendo dito e quem fala espanhol, sirvam-se dos relatos em primeira mão das venezuelanas (os vídeos estão em ordem de postagem).


Relatos da Keisy Sayegh:

¡¡¡ALERTA!!! VENEZUELA al borde del COLAPSO sin luz

ÚLTIMA HORA! NUEVA CRISIS en VENEZUELA!!! No hay AGUA

VENEZUELA HOY!!!! ESTO YA NO TIENE NOMBRE!!!

MILITARES RUSOS, OVNIS Y MÁS APAGONES EN VENEZUELA!! ULTIMA HORA!!


Agora os relatos de Gladys Seara:

VENEZUELA SIN LUZ: NO HAY AGUA, no hay comunicación DÍA 1

VENEZUELA SIN LUZ: días 2 y 3 | GLADYS SEARA

VENEZUELA SIN LUZ: días 4 y 5 | GLADYS SEARA

Así están los SUPERMERCADOS en VENEZUELA a una semana del apagón


Apesar de a crise energética da Venezuela está ocorrendo AGORA enquanto eu escrevo, as informações sobre a mesma ainda são poucas, visto que por falta de eletricidade é difícil obter informações de dentro daquele país.


Conclusão
Devemos estudar as Crises (sejam energéticas, econômicas, sociais, políticas, de segurança pública e etc) para termos esses mesmos estudos como base para as nossas preparações!

Ah e independentemente do país onde você, caro leitor resida, NUNCA VOTE em candidatos marxistas!

Fiquem com Deus e até a próxima! Graça e paz!


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Crise Real: Apagão em Manaus (18/10/2018)




Olá! Neste artigo eu venho relatar o ocorrido no dia 18/10/2018: um apagão generalizado na cidade de Manaus, no Amazonas!

O Apagão
A crise durou aproximadamente uma hora, porém ela grou caos e pânico na cidade. Quando ocorreu o apagão, eu me encontrava na igreja, em uma reunião que (por razões óbvias) foi imediatamente cancelada.

Da igreja para casa, o trânsito estava caótico: tendo a certeza de que o CIOPS (um sistema de câmeras espalhadas por toda a cidade) estava desativado por falta de energia, os motoristas cometiam as maiores infrações, como cortar outros veículos, fazer conversão errada, estacionar o veículo onde e quando queriam, além de não dar a vez para outros automóveis passarem; os motoristas tinham a total segurança de que ninguém iria puni-los por estas coisas.

Ao chegar em casa, a rua estava quase vazia, porém haviam pessoas nas ruas: eram os nossos vizinhos, que não aguentando o calor (Outubro é o auge do Verão Amazônico) ficaram nas calçadas de suas respectivas casas. Felizmente, havia uma viatura de polícia que constantemente passava pela rua.


Preparações
Felizmente eu tenho preparações contra a falta de energia: o meu celular estava carregado e eu tenho um estoque de lanternas e pilhas para elas, como você pode observar no vídeo abaixo:




Para defesa pessoal, eu usei a faca Titan, da empresa Invictus. Caso deseje, eu fiz uma review e teste prático com esta faca:




A razão de eu ter escolhido a Titan como arma de defesa residencial foi esta: ela é a maior das minhas facas, além de ter uma ponta tipo “clip point” (caso deseje saber o que é uma clip point, leia este artigo aqui), o que facilita muito eventuais estocadas. Eu me inspirei no vídeo do canal Skallagrim, onde o apresentador afirma que a gladius é a melhor arma branca para defesa residencial. Como eu não tenho uma gladius, optei por utilizar a Titan.



Vídeo que me inspirou: está em inglês.

Porém nem tudo foram flores: eu tenho duas caixas com velas em meus estoques e não consegui encontrá-las! Eu perdi estas duas caixas durante um remanejamento de espaço que fiz há algum tempo atrás com as minhas preparações.


Conclusão
Felizmente a energia voltou uma hora depois de ter ido embora, sendo que algumas horas mais tarde, alguns bairros ainda encontravam-se sem o fornecimento de energia...

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Crises: O Que São E Quais São Elas?




Introdução
Crises são fatos (ou uma sucessão de fatos) que tiram as pessoas de sua rotina de vida cômoda (ou nem tanto assim) e colocam-nas em situações nas quais elas devam lutar para sobreviverem. Em resumo isso é uma Crise.


Tipos de Crises:
Existem alguns tipos de Crises, pois as desgraças que nos acometem como Humanidade são tantas que elas podem ser agrupadas assim:

-Ruptura da Ordem Social
-Crises Econômicas
-Desastres Naturais
-Desastres Causados Pelo Homem
-Violência Urbana
-Crises de Abastecimento


Percebam que apenas uma dessas Crises (Desastres naturais) NÃO são causadas pelo Homem! Assim, o maior perigo do Homem é o outro Homem! Normalmente uma Crise acontece por uma sucessão de pequenos fatos que se entrelaçam e puxam uns aos outros de maneira semelhante á uma bola de neve que cai pela encosta de uma montanha: o resultado é a Crise, que invade a vida das pessoas ceifando-as ou modificando para sempre as que sobrevivem!

A Crise é aquilo que Jesus Cristo e o apóstolo Paulo chamam de “Dia mau” (Mateus 5.45 e Efésios 6.13). Você, cristão, precisa ter sim as “armas espirituais”, porém deve ter provisões, habilidades e conhecimentos para suportar a vida aqui nesse mundo e você que não é cristão, fique despreocupado pois nós (também) pretendemos te ensinar como se preparar para o pior!


Conclusão
Esteja sempre preparado e caso deseje, acompanhe a Iniciativa Preparação e Sobrevivencialismo Cristão, pois a nossa intenção é justamente preparar cristãos e não-cristãos para que possam enfrentar a Crise!

Deus abençoe á todos!

terça-feira, 31 de julho de 2018

Crise Real: Aperto no Interior do Amazonas!




Graça e paz á todos! A série “Crise Real” voltou aqui no blog e nesse artigo eu pretendo relatar uma história que ocorreu comigo durante uma viagem missionária.


Contextualizando
Em Agosto de 2017, o governador interino do Amazonas passou a enviar a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) para efetuar operações no bairro de Manaus conhecido como Morro da Liberdade, que é o ponto nevrálgico do tráfico de drogas na referida cidade.

Acuados, os traficantes saíram do Morro da Liberdade e bairros adjacentes e seguiram para o interior, para os municípios próximos de Manaus. O mandato do então governador (cujo nome prefiro não citar) tinha hora para acabar, assim os traficantes adotaram esse plano contingencial visando “manter os negócios” dessa maneira durante alguns meses, resultado: Manaus ficou mais segura enquanto que os municípios ao redor, tornaram-se extremamente perigosos!


Entrando na Frigideira
Sem saber dos tais planos dos narco-traficantes, a Igreja a qual eu estou atrelado enviou uma equipe com mais de cinquenta pessoas para um município próximo á Manaus: o nosso objetivo era entregar donativos para ribeirinhos.

Esta missão humanitária foi levada á cabo por quatro dias: 05, 06, 07 e 08 de Setembro, durante um feriado imprensado (para quem NÃO é do Amazonas, vale uma explicação rápida: dia 05 de Setembro é feriado no Amazonas, pois foi quando nós viramos uma Província independente do Pará – isso foi em 05 de Setembro de 1850 – e esse fato é celebrado por aqui). Cumprimos a missão com maestria e sem problemas, porém eles (os problemas) começariam justamente no dia 07 de Setembro de 2017…

O dia 07 de Setembro foi cansativo, porém vingou, pois entregamos o que restava dos suprimentos em uma localidade extremamente miserável. No dia seguinte, pela manhã (dia 08 de Setembro) iríamos embora e resolvemos na noite daquele dia (07 de Setembro) nos confraternizarmos como equipe, porém a cidade onde estávamos era muito pequena e não havia estabelecimento que comportasse as cinquenta pessoas, assim nos dividimos em dois grandes grupos. Eu fiz parte do menor deles: o que tinha cerca de vinte pessoas e era formado por garotos entre os treze e os dezenove anos. O único a ter mais de vinte anos ali era eu.

Nós nos reunimos em uma lanchonete que ficava em uma parte mais central daquela “cidade” que não tem mais do que quatro mil habitantes. Eu havia percebido que o “clima” da cidade estava pesado, porém sequer passou pela minha cabeça que era a guerra contra o narco-tráfico que havia espirrado para os municípios limítrofes á Manaus.


Saindo da Frigideira e Entrando no Fogo!
Quando já havíamos feito os pedidos e pago os mesmos, um elemento continuamente nos observava: ele encontrava-se há uns cinco ou sete metros de distância da lanchonete, do outro lado da rua e nos observava incessantemente. Eu percebi que ele não era boa coisa: aparentemente fui o primeiro á perceber o mal-elemento, porém optei por ficar calado, pois o sujeito poderia chegar a conclusão de que não valeria á pena nos assaltar, porém os minutos iam passando e nada dele se retirar… minutos depois alguns dos garotos do nosso grupo perceberam as más intenções do sujeito e comentaram baixo a “descoberta” deles. Eu decidi agir: lembrei que tinha uma faca de pesca (cujo modelo e marca eu omitirei nesse relato) e que ela estava no quarto da pousada onde estávamos hospedados. Pedi licença aos que estavam na mesa e com a famosa desculpa de -“Me esqueci de algo no quarto, eu já volto!” segui rapidamente para a pousada, que por um desses acasos (ou não) ficava ao lado (literalmente) da lanchonete onde estávamos…

Subi as escadas da pousada que conduziam ao quarto como um louco, abri o quarto desesperadamente e peguei a minha faca, apenas para ter um “pressentimento” de que o mal-elemento estava indo abordar os garotos e eu não falhei nisso: corri e em poucos segundos já estava na rua e vi que o bandido estava de fato abordando os garotos. Ao me ver, o sujeito ficou claramente surpreso e saiu da lanchonete sem jeito.

Dirigi-me ao meu assento e fiquei ali, apenas para ver que o mal-elemento havia dado a volta no quarteirão e estava vindo me abordar pela minha direita. Eu percebi que ele não tinha arma de fogo com ele, pois quem tem uma, ao fazer a abordagem, faz questão de empunhá-la e deixar claro “quem é que manda ali” por isso eu deixei que se aproximasse o quanto ele quisesse: eu precisava que o bandido achasse que estava no comando, para que assim eu obtivesse uma enorme vantagem tática, o tal “elemento surpresa”!

O sujeito ficou tão confiado de que obteria aquilo que desejava de mim, que sequer preocupou-se em sacar a lâmina que possuía e que estava em seu bolso esquerdo, pois eu relaxei os músculos de meu corpo e da minha face de maneira á parecer que eu estava “sem ação”.

O mal-elemento ficou ali de pé, cara-a-cara comigo, falando palavras que não me recordo, pois a minha atenção estava em desembainhar a minha faca unicamente com a mão esquerda: senti um grande alívio ao perceber a bainha sendo totalmente retirada da lâmina e indo ao chão. O bandido estava tão certo de seu sucesso, que a sua mão esquerda encontrava-se encostada no meu braço direito, enquanto que com a sua mão direita ele gesticulava. Eu sabia que ele tinha algo no bolso esquerdo, por isso pensei em esfaqueá-lo apenas quando ele retirasse a mão esquerda dele do meu braço direito e fiquei em dúvida se deveria atingir as costelas ou a carótida (artéria do lado direito do pescoço – caso seja atingida em cheio, causa morte instantânea, pois interrompe o suprimento de sangue e ar do corpo para o cérebro): as costelas são ossos que protegem os pulmões, portanto estava descartada a possibilidade de esfaqueá-lo ali, o golpe fatal teria de ser na carótida pois não possui proteção alguma e causa maior estrago na pessoa se atingida.

Enquanto aguardava o derradeiro momento, o dono da lanchonete apareceu pelas costas do sujeito e com uma das mãos segurou-o pela nuca e com a outra empurrava-o em um dos ombros: ele (literalmente) jogou o marginal no meio da rua e mandou que nunca mais voltasse ali, ao que o mesmo consentiu e apressadamente virou a esquina e não mais o vi.

O dono da lanchonete voltou para a cozinha e ao passar por mim, eu vi que a cor de seu tom de pele havia mudado e que o indivíduo ficou tenso, pois passou a andar feito robô: mais tarde descobri que o amigo que estava ao meu lado esquerdo viu o momento em que eu estava desembainhando a faca e deu o “toque” ao dono da lanchonete, que tomou as medidas que já anunciei no parágrafo anterior.


Término do Caso
Após esses fatos, optamos por comer os nossos lanches na pousada (que recordem-se, ficava ao lado da dita lanchonete, onde tudo ocorreu) e lá, tivemos uma discussão acalorada: passei o sermão em todos, pois estava óbvio que o mal-elemento estava com a intenção de nos molestar, porém nenhum deles quis se mexer, ficaram parados ali, como ovelhas, esperando a hora certa de o lobo dirigir-se até eles e os devorarem. Após o sermão, ordenei que não contassem nada á ninguém, pois isso poderia comprometer o recrutamento de novos missionários nas missões subsequentes.

Passei a maior parte da madrugada em claro, pois a simples possibilidade de que eu poderia ter um assassinato nas costas era algo horripilante agora que tudo havia passado. Me recordei de todos os ensinos de preparação e sobrevivencialismo que havia aprendido e vi que na prática todos eles foram válidos: saber cuidar de si próprio é algo muito bom quando a crise aparece, acreditem! Vi na prática, que não podemos confiar no sistema, pois a lanchonete onde tudo ocorreu, ficava há uns cem metros da delegacia municipal, além de que a guarda municipal da cidade não estava munida com armas de fogo, apenas com pedaços de pau (os tais cacetetes)! Eu como civil, estava bem melhor armado do que a polícia local!

Retornamos para casa, as semanas se passaram e um dia eu fui convocado por um dos pastores principais da Igreja onde congrego para uma reunião rápida. Ao entrar em seu gabinete e me sentar, o dito cujo me pergunta com um sorriso debochado na face: -”Que história é essa de faca?!”. Na hora eu coloquei a mão na testa e pensei, -”Garotos fofoqueiros!”. Hoje em dia metade da liderança da Igreja acha que eu sou um herói e a outra metade acha que eu sou louco...

Alguns meses depois, eu voltei em outra missão para aquela mesma cidade: a lanchonete havia fechado, os criminosos haviam deixado a região e estranhamente as pessoas daquela cidadezinha ao me verem, se encolhiam de medo ou mesmo corriam e se trancavam em suas casas: sinceramente eu não sei o porquê…

De Manaus, no Amazonas, Vigilante Magna (V.M)


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Crise Real: Porque Se Preparar? A História de Um Missionário Cristão



Graça e paz á todos! Hoje eu venho levar á todos esse incrível relato de sobrevivência vindo de um missionário cristão que não se preparou e quando a crise veio…

Por uma questão de privacidade, o missionário aqui retratado será chamado pelo pseudônimo de “Teo”. Enfim, leiam o relato e reflitam se vale mesmo a pena ter dinheiro mas não estar preparado.


O Ambiente, a Situação e a Crise
Teo havia crescido em uma igreja evangélica e sempre sonhou em ser um missionário e poder levar o Evangelho de Cristo às nações da Terra. Adulto, realizou o seu sonho e ao formar-se missionário em uma escola para tal, foi designado para um país que recentemente havia conseguido a sua independência: uma ilha no Oceano Índico chamado Timor, uma das últimas colônias de Portugal, uma das últimas estrelas brilhantes do agora extinto e outrora glorioso Império Ultra-marino Luso, que pessoas como D.Henrique o Navegador, Gil Eanes, Diogo Cão, D.Bartolomeu Dias, D.Vasco da Gama, D.Duarte Pacheco Pereira, D.Pedro Álvares de Cabral, Fernão de Magalhães, D.Afonso de Albuquerque, D.Luís Vas de Camões e milhares de outros anônimos, esforçaram-se para construírem em eras já passadas.

Pouco ou nada se sabia do Timor, exceto que havia sido um importante entreposto português e que dali chegavam e partiam as embarcações de Portugal na corrida pelas “especiarias das índias”, que era o motor das Grandes Navegações.

Pouco tempo depois de Portugal ter reconhecido a independência da ilha, a Indonésia invadiu o Timor, anexando-o e transformando-o na sua 27a província (início de 1976).

Onde a Nossa História Realmente Começa
Em 1996, o Timor proclama a sua independência da Indonésia. Isso ocorre através de sufrágio, onde mais de 90% da população da ilha compareceu as urnas e 78,5% votou á favor do separatismo.

Milícias pró-indonésia se recusaram a aceitar o resultado do referendo e iniciaram uma guerra civil com a clara intenção de manter o Timor em mãos dos indonésios.

Teo viu o desenrolar desses fatos durante a sua estada na ilha, porém acreditava que “Deus o protegeria” (e de fato o protegeu, mas não da maneira que ele pensava ou imaginava) e por isso não fez o óbvio que era evadir (ir embora) de Timor: ele poderia ter se refugiado na Indonésia (em uma das centenas de ilhas que existem ali), na Austrália ou quem sabe na Tailândia e esperar a confusão toda passar, mas não, ele decidiu ficar em Timor.

Quando a luz, os sinais de telefonia, a água e as estradas foram sendo cortadas/bloqueadas, Teo não tentou se preparar para o inevitável: a crise bateria forte na sua porta! O missionário não correu nas lojas e comprou água, comida, produtos de higiene e o que mais precisasse durante a escassez que se seguiria e quando percebeu o que deveria fazer, já era tarde! As milícias pró-Indonésia, vendo que a resistência dos timorenses era aguerrida e que não poderia ser vencida através de combates diretos, decidiram optar por uma tática mais desumana para vencer essa guerra: destruíram as plantações, mataram todo o gado, saquearam e queimaram as lojas deixando o Timor sem víveres. Foi quando Teo entendeu que a crise estava sobre ele e que deveria ter se preparado (não o fez por não ter interpretado os sinais de que uma grande crise se abateria sobre aquela parte da ilha).


Porque Teo Não Se Preparou?
Teo não se preparou porque não tinha a cultura da preparação. Ele também cresceu em uma família de classe média-alta e sempre achou que dinheiro resolvia tudo: enquanto o Timor começava a agonizar, Teo ao invés de juntar recursos para conseguir passar pela crise com mais conforto e certeza de sobrevivência, apostou que os US$ 3 mil que tinha iria provê-lo em quaisquer necessidades. Bastaria mostrar as “verdinhas estadunidenses” e pronto, obteria o que precisasse.

Quando o Timor viu-se sem água, luz, telefone, livre trânsito e víveres, Teo percebeu que as “verdinhas” para nada serviam! Um vaso com um pé de alface não tinha preço naquela situação! Teo viu pessoas comendo cachorros e ratos para sobreviverem, além de ter ouvido falar de casos de canibalismo se multiplicando pela parte leste daquela ilha.

Quando a sua última porção de comida acabou, o missionário saiu pelas ruas, arriscando-se a ser morto a qualquer segundo, tanto por tropas de milicianos pró-Indonésia quanto por cidadãos do Timor, que nada tinham a perder matando e pilhando. Por dois dias procurou por comida, mas ninguém tinha víveres ou se tinham, escondiam-nos como se fosse ouro! Após muito andar, encontrou um homem disposto a lhe dar um pedaço de bife, mas haviam dois problemas: o bife havia sido frito em óleo diesel (que é tóxico para seres humanos) e o cara cobrou US$ 600 pela “iguaria” (o sujeito havia tentado, mas não havia conseguido comer o “troço”)!

Em desespero, Teo aceitou a proposta e (depois de desembolsar os US$ 600) comeu o dito bife, mas antes orou: “O Senhor disse que qualquer coisa que comêssemos não nos faria mal, amém!” e assim de uma só vez engoliu o alimento. O missionário ficou mais três dias sem comer nada até que os E.U.A interviram diretamente no conflito e desembarcaram as suas tropas, o que causou uma debandada dos milicianos pró-Indonésia que praticamente não ofereceram quaisquer oposições as forças armadas dos E.U.A.

Falando inglês fluentemente, Teo conseguiu conversar com soldados americanos que cederam a ele a sua ração: assim o missionário conseguiu sobreviver a essa crise toda.


Conclusão
Teo continua vivo até hoje: ele se casou, e ambos (ele e a esposa) continuam atuando como missionários, mas aqui no Brasil…

Em nossos dias atuais (últimos dias de 2016) o Timor-Leste, continua sendo um país pobre, atrasado e bastante violento.

Dessa história, podemos tirar várias lições: não devemos nos fiar em apenas uma opção antes e durante a crise; nunca devemos nos permitir ficarmos “contra a parede”; quando vemos uma crise se aproximando de nós, devemos evadir o mais rápido possível do local a ser afetado; caso a crise esteja começando, devemos nos preparar (o mais depressa possível e em quantidades de víveres absurdamente elevadas); dinheiro não é tudo; sair de nosso abrigo não deve ser a última opção; ter fé, auto-motivação e esperança de que vai sair da crise é essencial para sobreviver.

Essas são algumas das conclusões que se pode tirar dessa história. E você, o que pensa a respeito dessa história (que NÃO é fictícia, aconteceu de fato durante a Guerra da Independência do Timor-Leste – travada entre 1996 e 1999)? Coloque nos comentários!


Abraços e fiquem com Deus!