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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Tour Bushcraft e Sobrevivencialista na UFAM




Olá!

Há algum tempo atrás eu postei uma série de vídeos mostrando a UFAM (Universidade Federal do Amazonas) e os recursos que sobrevivencialistas e bushcrafters poderiam utilizar em caso de Crise.

Os vídeos são estes (estão com o áudio em português):

Tour Bushcraft e Sobrevivencialista na UFAM: Parte 01


Tour Bushcraft e Sobrevivencialista na UFAM: Parte 02

Tour Bushcraft e Sobrevivencialista na UFAM: Parte 03


Conclusão
Quem trabalha/estuda na UFAM sabe como o local é isolado e grande. Conhecer quais os recursos disponíveis naquele local durante uma Crise é fundamental para se sobreviver.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Facas x Canivetes: Qual O Melhor?



Graça e paz á todos! Hoje eu venho aqui exibir o mais claramente possível, os prós e contras de facas e canivetes. Vamos lá?


Introdução
Em toda a comunidade de preparadores, sobrevivencialistas, bushcrafters e trekkers, existe a discussão de qual tipo de equipamento é o melhor: facas, canivetes, pás ou machados. Nesse artigo, eu viso mostrar os pontos que destacam as facas e os canivetes. Eu vou logo adiantando: NÃO existe melhor equipamento, o que de fato existe é o equipamento certo, na hora certa e nas mãos da pessoa certa.


Facas
Um instrumento ancestral que nos acompanha desde tempos desconhecidos, a faca é extremamente versátil e nos permite uma série de funções diferentes e que nos trazem conforto e facilidades: cortar alimentos diversos, descascar vegetais, cortar madeira, cortar cordas, fazer entalhes, ser um bom item de defesa pessoal… as possibilidades são grandes, porém as facas possuem uma ressalva, elas não são fáceis de serem portadas de maneira velada, isto é, não é fácil escondê-las. Além disso, para se utilizar uma faca corretamente, deve-se gastar tempo e dinheiro, com um treinamento adequado.

As vantagens das facas são:

  • Os custos de aquisição das facas costumam ser menores do que a dos canivetes.
  • As facas costumam serem bem mais resistentes do que os canivetes (principalmente as facas de perfil integral, também chamadas de “cabo inteiriço” ou “full tang”), o que aumenta (e muito) a durabilidade do equipamento.
  • Por conta da durabilidade, em situações de emergência podem ser utilizadas para funções das quais não são projetadas anteriormente, como por exemplo, o “batoning” ou mesmo, para atividades mais amenas, como por exemplo, utilizá-las como talher para comer, como visto neste vídeo aqui.


Canivetes
Inventados por Karl Ensener (o fundador da famosa empresa Victorinox) os canivetes funcionam através de um sistema de molas que usa a força mecânica empregada na abertura da lâmina, para mantê-la mais estável durante o uso da mesma. No entanto, caso o canivete receba pressão demais poderá vir a quebrar! Os canivetes, apesar desse porém são muito bons para trabalhos manuais de precisão como entalhes ou o descascar de vegetais.

As vantagens dos canivetes são:

  • Permite uma incrível portabilidade ao usuário. Como a lâmina é retrátil, é possível reduzir a extensão de um canivete em até 40% á menos, o que por si só é uma boa em um país com índices de violência extremamente altos como o Brasil.
  • Permite o porte velado (item anterior).
  • Pode ter muito mais do que uma mera lâmina: os canivetes suíços, por exemplo, carregam ao menos três funções, além da lâmina.
  • São mais indicados para pequenos trabalhos e que exijam “precisão cirúrgica” do usuário.


Conclusões
Eu deixo as conclusões para vocês. Eu, como criador de conteúdos, devo me abster de dar a minha opinião nesse caso específico. A resposta de qual é o melhor, se são as facas ou os canivetes é algo totalmente subjetivo e depende muito do valor e das necessidades pessoais de cada um.

Fiquem com Deus e até a próxima!


Post Scriptium: criei esse quadro comparativo entre facas e lâminas. Ele está em língua portuguesa. Você pode baixar essa imagem e utilizá-la, desde que não obtenha fins lucrativos com ela, certo?

Se desejar, poderá baixar a imagem acima em alta resolução, clique aqui.


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Dica Rápida: Abrindo Trilhas na Paulada



Olá, graça e paz!

Hoje eu queria apresentar para vocês o vídeo onde mostro como os índios que viviam no Brasil pré-colonial (antes da chegada dos portugueses) abriam trilhas: na paulada!

Quem deu essa dica, foi o Márcio Batata, dono da plataforma de mídias “Guia do Sobrevivente”.

O vídeo original, feito pelo Batata, tem mais de uma hora e pode ser acessado neste link aqui:



Eu resolvi testar essa dica e… dê uma olhada no resultado aqui abaixo.





Bom, por enquanto é isso! Caso estejam interessados em técnicas primitivas de sobrevivência utilizada por índios, eu sugiro o artigo daqui deste blog, onde eu apresento o livro Duas Viagens ao Brasil, de autoria de Hans Staden. O link está aqui.


Deus abençoe e até mais!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Leitura P&S Cristão: Duas Viagens ao Brasil, por Hans Staden




Olá, graça e paz!

Esse é a primeira vez que eu recomendo uma leitura para preparadores e sobrevivencialistas!

Eu gostaria de começar a apresentar o relato vivido por Hans Staden, um mercenário germânico, que viajou por duas vezes ao Brasil do século XVI e relatou aquilo que seria o nosso país ainda no “berço”.

Postei um vídeo falando sobre o livro, confira:




No vídeo que apresentei acima, eu não falei á cerca de alguns detalhes pessoais de Hans Staden e do livro. Por isso mesmo, postei aqui nesse artigo esses detalhes:

  • Hans Staden nasceu em 1524, no Sacro Império Romano-Germânico
  • Primeira viagem: 1547-1549
  • Segunda viagem: 1550-1555 (de acordo com o capítulo 52, pgs.123 e 124, no dia 31/10/1554, os franceses do navio Catherine de Vatteville zarparam de Niterói para a Europa, vindo a aportarem no porto de Honfleur no dia 20/02/1555)
  • Ficou cerca de dez meses como prisioneiro dos tupinambás.
  • O livro com os seus relatos foi publicado em 1557, na cidade de Marburgo (durante a terça-feira de Carnaval do já mencionado ano)


Fontes que utilizei para fazer o artigo e o vídeo:

  • Duas Viagens ao Brasil, Hans Staden. LP&M Pocket.
  • Biografias, Hans Staden https://educacao.uol.com.br/biografias/hans-staden.htm
  • Site Conversor de Medidas www.http://conversor-de-medidas.com/


Citações:

Como os Tupinambás Fazem as Suas Moradas -> Segunda Parte, página 136, capítulo 5

"Eles as constroem de preferência em lugares onde há água e madeira, e também animais e peixes nas proximidades (...) erguem uma cabana, com cerca de 14 pés [aproximadamente 4 metros] de largura e (...) até 150 pés [uns 45 metros] de comprimento. Essas cabanas têm aproximadamente 2 braças [uns 3,6 metros] de altura, são redondas como uma abóbada de porão, no topo, e cobertas com uma espessa camada de folhas de palmeira para que não chova dentro."

"Entre as cabanas deixam uma clareira, onde matam os seus prisioneiros. Gostam de cercar as cabanas com uma fortificação, da seguinte forma: levantam ao redor das cabanas uma cerca de varapaus feita de troncos de palmeiras rachados. Fazem essa cerca, com aproximadamente 1 braça e meia [cerca de 2,7 metros] de altura, tão cerrada que nenhuma flecha pode passar por ela. Mas tem pequenos buracos a partir dos quais atiram para fora. Ao redor dessa cerca de varapaus levantam outra cerca, uma paliçada de estacas longas e grossas, mas não colocam as estacas tocando-se umas às outras, e sim apenas próximas o suficiente para que uma pessoa não possa passar por elas. Entre alguns selvagens é costume colocar o crânio dos inimigos devorados sobre os sarrafos na entrada da aldeia"


Planejamento para a Guerra -> Segunda Parte, páginas 158 e 159, capítulo 27

"Quando querem empreender uma expedição guerreira (...) mencionam uma espécie de fruta de uma árvore; partem quando a fruta amadurecem pois não conhecem nem os anos ou os dias" / Obs: no capítulo 17 (pg.60) é mencionado que em Agosto e Novembro, são as épocas em que se deveria temer mais os tupinambás, pois em Agosto ocorre a piracema e em Novembro, a colheita do milho (que eles chamavam de abatí)."

"Para a partida também orientam-se de acordo com a desova de uma espécie de peixe que em sua língua chamam de pirati. O período da desova chamam de piracema"

"Ornam-se com penas vermelhas como sinal de identificação em relação aos adversários"


Armas de Guerra dos Tamoios -> Segunda Parte, páginas 159 e 160, capítulo 28

"Eles possuem arcos. As pontas das flechas são de ossos, que eles afiam e amarram à haste, ou ainda de dentes de (...) tubarão."

"Também usam algodão (...) com cera, amarram-no na parte superior da flecha e põem fogo. São as flechas incendiárias."

"Preparam, ainda, escudos com casca de árvores e peles de animais selvagens."

"Enterram espinhas pontiagudas, como as armadilhas para os pés que usamos em nossas terras."

"Ouvi deles (...) que usam pimenta (...) para desalojarem os seus inimigos de suas fortificações. Isso ocorre da seguinte maneira: quando o vento sopra, fazem uma grande fogueira e jogam um monte de pés de pimenta. Se a fumaça atinge as cabanas, os inimigos têm de sair."


Jenipapo -> Segunda Parte, página 177, capítulo 37

"Numa árvore que os selvagens chamam de jenipapo ivá, cresce uma fruta que tem certa semelhança com a maçã. Os selvagens mascam essa fruta e espremem o suco dentro de um vaso. Com ele é que se pintam. Quando esfregam o suco sobre a pele, no início parece água. Mas depois de um tempo, a pele fica tão preta como se fosse tinta. Isso perdura até o nono dia. Depois a cor desaparece, mas não antes desse prazo, mesmo quando eles se lavam muitas vezes"



Conclusão
Bom é isso! Fiquem com Deus e até a próxima!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Cutelaria - Parte 3: Pontas de Lâminas 1



Olá! Graça e paz!

Continuando a série “Cutelaria”, eu apresento á vocês quatro tipos de pontas que encontramos nas lâminas.


Introdução
Por anos de minha vida, achei que faca era “tudo igual” e que qualquer ponta servia para quaisquer atividades a serem desempenhadas. Ledo engano de minha parte!

Os formatos das facas, bem como as pontas das mesmas, as fazem diferenciarem-se não apenas na estética, mas na funcionalidade. Com relação aos formatos, deixo isso para outra oportunidade, porém eu trago para todos vocês, leitores, alguns formatos de pontas bem como para o que servem.


Os Tipos
Esses são os tipos de pontas que apresentaremos nesse artigo:

Drop Point


Exemplo de Drop Point

As lâminas com esse tipo de ponta (drop point) são boas para praticamente todas as demandas que podem existir. É comumente encontrado em facas de sobrevivência, mas também é vista na maioria dos canivetes suíços.

As lâminas do tipo drop point são boas para atividades que envolvam o coureamento e a perfuração de animais. Isso acontece pelo formato da ponta, que favorece uma maior manobrabilidade enquanto a lâmina penetra a carne e os órgãos internos dos animais.


American Tanto Point


Exemplo de American Tanto Point

O American Tanto Point, também chamado de Tanto Point ou Chisel Point (chisel em inglês significa “formão”), essa ponta (por conta do formato) é perfeita para perfuração de objetos duros (como por exemplo kevlar).

Exatamente por causa de sua característica perfurante, lâminas com essa ponta são super indicadas para atividades que envolvam segurança, além de ações militares.


Needle Point

Exemplo de Needle Point

Como o próprio formato sugere, o Needle Point (needle significa “agulha” em inglês) é excelente para perfuração, pois o seu desenho (além de simetria em ambos os gumes) permite um ótimo desempenho nessa função. Porém há um problema nesse formato de ponta de lâmina: por conta da fina espessura, o Needle Point quebra com alguma facilidade após repetidos usos.

A melhor utilidade para uma lâmina tipo Needle Point, é para a auto-defesa, pois facas, canivetes, adagas e punhais com essa ponta, costumam serem péssimas para corte.


Clip Point

Exemplo de Clip Point

O Clip Point (também conhecido aqui no Brasil como “ponta/formato turco”) é praticamente a única ponta encontrada nas famosas (e muito mal faladas) Facas de Sobrevivência, mais conhecidas como “a Faca do Rambo”.

A utilidade dessa ponta de lâmina é simplesmente, para um melhor aproveitamento em atividades de campo (outdoor) onde se exige responsabilidade e seriedade no que se está fazendo, como por exemplo a caça e a sobrevivência no mato (o clip point também é muito bom para cortes de laceração que exijam precisão sem perder a força).


Finalizando
Bom, por enquanto é isso! Apresentei esses quatro primeiros formatos de pontas de lâminas e na continuação desse artigo, irei falar dos outros tipos!

Fiquem com Deus e até mais!


Outros artigos da Série, Cutelaria:

Cutelaria - Uma Introdução

Cutelaria - Parte 1: Tipos de Aço

Cutelaria – Parte 2: Tipos de Lâminas

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Pharmacoós: O Que É Chá e Como Fazer Um?



Apresentação da Série
Essa é uma nova série que estou fazendo, se chama “Pharmacoós”, que significa “Cura” em grego e como se pode observar, essa série tratará de ervas medicinais (preferencialmente da amazônia) mas também quaisquer substâncias que podem ajudar durante o dia-a-dia ou em uma situação de crise.


Introdução
Quando se está no mato, seja na exploração de uma trilha, perdido ou em fuga, ir até a farmácia mais próxima é algo inviável. Então, conhecer ervas medicinais é a pedida. Mas como fazer o chá? São essas dúvidas que esse texto pretende responder.


Terminologias e Processos
"Chá": o termo correto seria infusão (no caso de folhas e flores) ou decocção (no caso de raízes e caules duros).

-Infusão: pega-se a água já quente e aplica-se as folhas/flores da planta que se deseja na panela. Durante o processo de infusão (onde as folhas estão banhadas na água quente) deve-se tampar a panela para que os elementos voláteis não "escapem". Semânticamente falando, o termo infusão quer dizer: “in” (negação) “fusão” (união), portanto, o real significado seria “desunir”. Isso acontece porquê o processo separa os princípios ativos contidos nas folhas “depositando-as” na água.

-Decocção: pega-se a raiz ou caule e ferve-se em água por um determinado tempo, pois a função do processo é retirar as substâncias necessárias do caule/raiz. Esse processo deve ser feito apenas no caso de vegetais (ou partes do mesmo) que sejam muito duras.


Avisos Importantes
Mesmo que você não pretenda aplicar esses conhecimentos durante uma crise, fique sabendo que quando ouvires falar de um tipo de planta que possui propriedades medicinais ou terápicas, tú deverás procurar a dita planta não pelo nome popular, mas pelo nome científico, pois os nomes populares variam de um local para o outro e isso poderá acarretar problemas caso você acabe ingerindo por acidente uma infusão/decocção de uma planta venenosa…

Cada folha/flor/raiz/caule possui um tempo pré-determinado de infusão ou decocção. Isso é muito importante, pois determinará a eficácia dos ativos farmacológicos da bebida (em outras palavras: o quão bom da doença você vai ficar).

Estou deixando aqui o vídeo que pertence á um canal de uma farmácia de manipulação que trata com segurança e propriedade o assunto (e sem complicações):




Fiquem com Deus e até a próxima!

sábado, 17 de junho de 2017

Cutelaria – Parte 2: Tipos de Lâminas




Graça e paz á todos!

Explano nesse artigo, sobre os principais tipos de lâminas existentes.


Introdução
Um leigo sempre diz que “faca é tudo igual!”, porém, quem possui mais experiência nessa área, sabe perfeitamente bem que essa afirmativa é um equívoco: existem lâminas e mais lâminas e cada uma tem o seu propósito específico.


Principais Tipos de Lâminas e Suas Utilidades
Vou escrever agora apenas os principais tipos, pois se eu fosse falar de cada tipo de lâmina existente, seria necessário criar uma série apenas para isso (boa idéia, não?!).

  • Canivete Suíço: também chamado de “Knife of Swiss Soldier”, os canivetes suíços são ferramentas verdadeiramente úteis para pequenas e delicadas tarefas, como abrir pacotes, cartas e outras funções mais. Cada modelo de canivete possui funcionalidades que mudam de abrangência. Uns possuem tesoura, outros serras e alguns outros não possuem nenhum dos dois! O canivete (independente de ser suíço ou não) se destaca por seu poder discricionário, podendo ter o seu tamanho reduzido pela metade e expandido quando o usuário assim o quiser, ao sacar a lâmina. A Victorinox afirma que o seu fundador seria o desenvolvedor da tecnologia de molas e pressão que há no canivete quando a lâmina do mesmo é aberta.

Por falar nisso, no canal do youtube tem duas reviews (análises) dos canivetes suíços victorinox, spartan e huntsman. Dê uma olhada abaixo (se desejar):

Review do Canivete Suíço Victorinox Spartan.


Review do Canivete Suíço Victorinox Huntsman.


Caso queira conhecer os “sub-tipos” de canivetes, esse artigo escrito pelo mestre-cuteleiro, Márcio Camacho é o ideal para você: Tipos de Canivetes - Por Márcio Camacho

  • Faca: independente do modelo ou função para o qual foi desenhada, a faca possui uma coisa que o canivete não possui, na verdade duas; a faca não pode ser dobrada sobre si como no caso do canivete e a segunda coisa é que o fato de a faca não ser retrátil, faz com que ela tenha uma capacidade de resistência maior. Canivetes por terem a lâmina unida ao cabo por um sistema de molas e parafusos, possui maior fragilidade, enquanto que a faca por ter a lâmina e a espiga em uma só peça é mais resistente por si só (e mais indicada para trabalhos mais pesados). Muitos preparadores, sobrevivencialistas e bushcrafters acham que só podem ter facas “full tang” (também conhecidas no Brasil como “perfil integral”), mas isso não é verdade, pois existem facas que não são de perfil integral (full tang) e executam perfeitamente bem as suas funções para as quais foram projetadas.

Alguns tipos de facas: de sobrevivência, para atividades outdoor, para coureamento (“skinner” em inglês), para cortar carne, com a lâmina serrilhada, karambit (a "sensação" do momento) e outras.


  • Machado: canivete é para atividades mais leves e delicadas, enquanto que a faca é para atividades de maior força. Os machados (independente do tipo) é para atividades onde se exige maior “ignorância”: cortar árvores, troncos, galhos, lenha, derrubar portas… essas e outras necessidades que exigem uma lâmina mais forte.


Finalizando
Bom, por enquanto é isso. Tenha em mente que lâmina é lâmina, exatamente por isso, nunca subestime o poder de corte e perfuração de uma lâmina. Abaixo eu deixo com vocês, dois vídeos onde o canal e blog Sobrevivencialismo testou lâminas em duas ocasiões distintas contra carne de porco (que possui a textura semelhante a da carne humana).

Aqui, neste vídeo, testa-se o poder de lâminas pequenas.

Já neste outro vídeo, testa-se o poder de lâminas maiores!



Graça e paz e até a próxima!


Caso deseje, poderá ler os outros dois artigos desta série:


sábado, 8 de outubro de 2016

Aspectos da Sobrevivência - Fogo



Saudações
Graça e paz a todos!

Esta é a terceira postagem da série “Aspectos da Sobrevivência”, onde eu introduzo você nos seis aspectos que envolve a sobrevivência (Água, Fogo, Abrigo, Comida, Orientação e Sinalização). O objetivo dessa série é de maneira rápida e objetiva falar sobre esses aspectos. Agora é a vez do fogo.


Como Fazer Fogo?
Pode parecer bobagem, mas não é: uma pesquisa da ONU mostrou que mais de 70% dos norte-americanos entrevistados sequer sabiam como fazer fogo com um isqueiro! Para evitarmos nos encontrar entre esse nada seleto grupo, aí vão as dicas.

Para ocorrer o fogo, é necessário que haja dois elementos: a isca e o gerador de chamas.

Isca: qualquer tipo ou forma de objeto que seja capaz de conduzir e manter as chamas. Exemplos: madeira seca, gravetos, folhas secas, algodão, gasolina, álcool de cozinha, tecidos velhos e outros.

Gerador de Chamas: qualquer item que se proponha a produzir chamas em quantidade suficiente para iniciar o fogo. Exemplos: isqueiro, palitos de fósforo, pederneira, gravetos de fricção, “strike” de fazer fogo, por reação química e outros.


Maneiras de Fazer Fogo
Vou citar três:

  • Isqueiro ou palitos de fósforos mais algodão (tecido velho ou álcool)
  • Reação química de Permaganato de Potássio (KMnO4) + Glicerina (C3H8O3)
  • Com pederneira.

Abaixo eu deixarei quatro vídeos (foram produzidos por outras pessoas que não eu, mas e daí: são bons vídeos e muito esclarecedores) sobre o assunto, espero que gostem!


Fogo com pederneira (Sobrevivencialismo.Com)

Formas de se fazer fogo (CR Bushcraft)

Permanganato de Potássio mais Glicerina (Sobrevivencialismo.Com)

Conclusão
Ainda há muito o que se dizer sobre o Fogo. Mas de maneira geral, posso dizer que os principais pontos já foram esclarecidos e expostos. No mais é isso: caso deseje acessar as outras duas postagens da série “Aspectos da Sobrevivência”, clique nos links abaixo.

Deus abençoe a todos! Paz!