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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Crise Real: Crise na Segurança Pública do Rio Grande do Norte



Desde o dia 19/12/2017, está ocorrendo uma crise na segurança pública no Estado do Rio Grande do Norte (RN): de saco cheio das péssimas condições de trabalho (e mais três meses de salários atrasados) foram o estopim para que as polícias Militar e Civil daquele estado, cruzassem os braços e decidissem não mais trabalharem, até terem os salários quitados pelo governador Robson Faria.

A mídia “mainstream” tem tratado essa questão como sendo uma luta da categoria por dinheiro, mas escutando o “lado de lá” (a PM) nós percebemos que mais do que salários, o que realmente importa para a categoria são as condições de trabalho: a PM-RN e a Polícia Civil do RN estão sucateadas (pouca munição, coletes vencidos, viaturas imprestáveis, poucos policiais fazendo parte do contingente…) e o atual governador diz que a situação não possui data certa para ser resolvida!

Tive que falar da situação política e da polícia do RN para enfim entrar no contexto sobrevivencialista: precisamos estar preparados!


Pré-Crise
O Selco, criador da escola SHTF, que visa preparar sobrevivencialistas, afirma que uma Crise nunca se estabelece sozinha e da noite para o dia: ela é fruto de uma escalada que termina nos fatos ocorridos. No caso da atual Crise de Segurança Pública do RN, o cenário tem se desenhado há alguns anos: na última década, foram poucos os concursos públicos para o provimento de PMs naquele estado. Assim, a PM-RN possui um efetivo de uns cinco mil e poucos homens, quando o mínimo aceitável seria de uns treze mil! Além disso, o atual governador Robson Faria é desafeto de Henrique Alves, que é aliado político de Michel Temer (Faria e Alves são duas famílias do RN que junto aos Maias, disputam o Poder no Rio Grande do Norte): desde 2015, a atual gestão do RN tem problemas com o caixa e assim, os salários de setores do funcionalismo público estão sendo atrasados, além de recursos públicos estarem faltando na saúde e na segurança pública.

O descaso das gestões passadas com a segurança pública, somado a queda no caixa do Governo, mais os salários atrasados, ocasionaram a paralisação. E para quem sobra? Pois é: para o Povo, gente como eu e você!


Crise
Quando ocorreu a paralisação em 19/12/2017, a bandidagem sentiu-se á vontade para tocar o terror, como podem ver nesses vídeos abaixo:





Neste vídeo, os próprios assaltantes gravaram a ação! É sério! Veja!

Este vídeo é sobre a situação de colapso na saúde pública do Estado do Rio Grande do Norte

Triste, não?


O Que Fazer?
Eu poderia gravar um vídeo ou escrever um artigo sobre o que fazer nessas situações, porém, eu indico dois vídeos, eles são muito bons e eu recomendo que assistam á ambos:

Caos no Espírito Santo, por Júlio Lobo do Sobrevivencialismo

Este é o vídeo do Marco Gimenez, do Canal Núcleo Dharma


É importante frisar, que ambos os vídeos foram feitos no ano passado (2017) e possuem como pano de fundo, a paralisação da PM do Estado do Espírito Santo. Conforme as suas próprias necessidades, adapte o que foi dito pelo Júlio Lobo e pelo Marco Gimenez, ok?


Situação Atual
Os parcos efetivos da Força Nacional e das Forças Armadas, concentram-se em Natal e Mossoró (as duas maiores cidades do Estado do Rio Grande do Norte) sendo que o restante daquela terra, está abandonada pelo Estado Brasileiro: se você vive no interior do Rio Grande do Norte, cuidado, pois a bandidagem com medo das Forças Armadas, certamente sairá de Natal e Mossoró em direção aos outros 166 municípios existentes…


Além disso, o reforço que as Forças Armadas estão oferecendo possui prazo para terminar no dia 12/01/2018, sendo que a permanência delas poderá ser prorrogada por igual prazo. Sinceramente, acho que você, que está no Rio Grande do Norte, deveria se preparar, pois a situação não possui luz no fim do túnel...

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Moedas e Sobrevivência: Uma Abordagem Necessária



"Tanto a prata quanto o ouro me pertencem", declara o Senhor dos Exércitos.” - Ageu 2:8


Introdução
Graça e paz á todos!

Eu tenho percebido que na comunidade lusófona de preparadores e sobrevivencialistas esse tema sequer é cogitado: como enfrentar uma crise (tanto faz o tipo) utilizando moedas “alternativas” (por falta de um termo melhor).

Por “alternativas” entenda-se: moedas não-fiduciárias. Confuso? Calma: em poucas linhas eu explicarei aquilo que você ouviu em notícias de economia e nunca entendeu.


Explicando…
Moedas Fiduciárias: são moedas emitidas pelos governos através dos seus respectivos bancos centrais. É o famoso papel-moeda (esse dinheiro que utilizamos em nosso dia-a-dia, sabe…) que por mais incrível que pareça, NÃO possui lastro! O que é lastro? Veja abaixo…

  • Lastro: um termo utilizado em economia para definir um sistema financeiro (moeda ou papéis) que possui uma fundamentação em riquezas reais. Em outras palavras: o lastro é a prova de que uma determinada riqueza é real.

As atuais moedas fiduciárias (papel-moeda) NÃO possuem lastro, ou seja, não possuem uma riqueza real que as fundamente! É sério!

Se você não acredita no que eu digo (bastante normal para “marinheiros de primeira viagem”) eu entendo, mas antes de fechar a aba e ignorar o que eu escrevo, peço que leia até o fim: serei breve e conciso neste artigo. Dou a minha palavra.


Curso Forçado e Maracutaias Estatais
Como pode então a moeda fiduciária ter o alcance que tem? A resposta: curso forçado.

De acordo com o Banco Central do Brasil, curso forçado é “Condição definida em lei que torna obrigatória a aceitação da cédula ou moeda nacionais nas transações econômicas realizadas no País.” (referência no final desta postagem).

Em outras palavras: o papel-moeda só tem o alcance que tem por conta do curso forçado e também pela propaganda que é feita (não apenas pelos governos ao redor do mundo, mas também pela mídia, pela indústria cinematográfica e outros) o que acaba criando um censo comum na população de maneira geral.


E Aí?
Bom, é aqui que entram as moedas e a Sobrevivência: a cada ano que passa, moedas de ouro e prata são cada vez mais comercializadas ao redor do mundo. A Royal Canadian Mint (maior cunhadora de moedas de prata do mundo atualmente) anunciou que nos últimos anos (2008-2014) a quantidade de moedas de prata vendidas só fez aumentar:



A Royal Canadian Mint afirma que os maiores compradores de suas moedas de prata são os Norte-Americanos e que eles não possuem condições de atender as demandas exigidas para o ano de 2016: estão vendendo tudo!

Nos E.U.A a cultura de preparação é bem maior do que no Brasil. Os compradores certamente estão esperando algum caos econômico mais a frente e estão comprando moedas de prata para quando este caos estourar.

Não desejo causar pânico, mas o dinheiro que você tem em mãos não vale nada… sério. Por isso é necessário que você, preparador e sobrevivencialista tenha as suas reservas de ouro e prata, mesmo que pouco, pois pouco é melhor que nada, concorda?


Riqueza Real
Ouro e prata são desde sempre, riquezas reais, que possuem lastro. Esses dois metais preciosos são raros de se encontrar (ouro então nem se fala) difíceis de minerar (principalmente ouro) e a quantidade total deles é finita (possui limite) diferente do papel-moeda que é impresso de maneira “adoidada” pelos Bancos Centrais, portanto ouro e prata são imunes á inflação.

O ouro é tão importante em nossos dias que de todo o metal já minerado no planeta (cerca de 400 mil toneladas) aproximadamente 20% (ou seja, 80 mil toneladas) encontram-se nos cofres dos Bancos Centrais, os mesmos caras que fabricam os dinheiros de papéis! Sempre quando um governo de um determinado país faz um empréstimo, deve oferecer como garantia as suas reservas de ouro… você sabia disso tudo? Acho que não…

Diversos fatores fizeram com que o ouro e a prata (principalmente o ouro) disparassem no Mercado Internacional: Atentado de 11/09/2001, Invasão ao Iraque (2003), Crise Norte-Americana de 2008, Crise Financeira de 2010, Ascensão do Estado Islâmico… veja abaixo os fatores que mais contribuíram para a subida do ouro:



Tanto o ouro, quanto a prata, são metais preciosos que em tempos de crise, são extremamente valorizados. O Selco, sobrevivente das Guerras Balcânicas, disse que além do dólar e do marco alemão, o ouro era a moeda utilizada em trocas e que bandos de saqueadores sempre procuravam por ouro quando invadiam uma casa, como exemplificado nesta postagem (traduzida pelo Júlio Lobo): https://sobrevivencialismo.com/2014/09/26/tomada-de-decisoes-em-cenarios-de-crise/


E a Prata?
Falei bastante do ouro, mas terminarei falando da prata: em cenários onde o papel-moeda perdeu o seu valor, a prata serve para efetuar trocas no dia-a-dia. De maneira simples: se o real perder o seu valor durante uma crise, é mais fácil comprar comida na esquina com prata (o ouro pode e deve ser utilizado, mas apenas para grandes transações – compra de imóveis, grande quantidade de equipamentos, barcos e outros). O ouro é dos grandes, a prata é dos comuns. Ao contrário do ouro, a prata possui uma valorização lenta, porém estável como podemos observar no gráfico á seguir:



A Somália, por exemplo, é um país que existe apenas nominalmente, pois na prática é um país acéfalo onde diversas tribos disputam cada palmo (literalmente) na bala! O xilins (moeda “oficial”) possui apenas aceitação nas áreas que o governo reconhecido pela Comunidade Internacional possui debaixo de sua autoridade e mesmo assim ela é bastante desvalorizada. A alternativa naquele país é utilizar ouro e prata: a Casa da Moeda da Baviera, por exemplo, fez moedas de prata para serem utilizadas na Somália, cada uma vale cerca de cem xilins. Aqui embaixo o anúncio:


Anúncio em língua portuguesa sobre as moedas de prata somalis

Inclusive, dou essa dica para missionários cristãos que forem para a África: levem com vocês moedas de prata, pois assim facilitarão a sua estadia!


Moedas Digitais?
Em 2009, um certo “Satoshi Nakajima” (um pseudônimo) criou a bitcoin, a primeira moeda 100% digital e descentralizada (independente de uma Casa de Cunhagem ou Banco Central) que pode ser armazenada, trocada e transferida de diversas maneiras (QR Code, bluetooth, transferência por site, transferência por servidor…). A bitcoin é a moeda mais valorizada dos últimos anos.

Eu me limito a escrever sobre ela porque facilmente se encontra na internet pessoas muito mais capacitadas do que eu para falar sobre ela. Mas uma dica: existem mais de mil moedas digitais diferentes e nenhuma delas é controlada por governos ou empresas privadas.


Considerações Finais
Eu sei que é muita informação nova para pouco cérebro… por isso terminarei por aqui. Abaixo eu coloquei as referências bibliográficas de onde eu retirei essas informações todas: foram muitos meses de pesquisa para escrever esse artigo.

Graça e paz á todos! Fiquem com Deus!


Referências e Fontes Bibliográficas

Glossário do BCB https://www.bcb.gov.br/glossario.asp?Definicao=273&idioma=P&idpai=GLOSSARIO, visitado em 29/09/2016 às 06:45 hrs

Prata Pura.Com https://pratapura.com/

Gráficos Extraídos do site Bullion Rates http://pt.bullion-rates.com


Canal Trade for Life com Leonardo Nunes https://www.youtube.com/user/zion45a/videos


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Porque Se Preparar? Um Depoimento Pessoal.




Graça e paz á todos! Serei o mais objetivo e breve possível nesse relato pessoal sobre preparação. Vamos lá?


Guerras Mundiais
Durante a 1a Grande Guerra Mundial, o então Império Alemão adotou a estratégia de guerra submarina irrestrita: qualquer navio que fosse encontrado por submarinos alemães seria afundado. Na 2a Grande Guerra Mundial, os nazistas repetiram essa estratégia na famosa “Batalha do Atlântico” e como resultado, navios que tentassem entrar no Rio Amazonas, eram afundados ainda no Pará.

Poucos sabem, mas o Amazonas é quase que totalmente dependente de importações de produtos alimentícios e de matérias-primas para as nossas indústrias e lojas. Assim, se alguém desejar interromper a linha de suprimentos que abastece Manaus e todo o Amazonas, basta bloquear e impedir a entrada de suprimentos pelo Pará… pelo menos era assim na primeira metade do século passado: hoje em dia com as malhas viárias e aquaviárias que ligam o Centro-Oeste ao Norte, as coisas mudaram de figura.

Durante a 2a Grande Guerra Mundial, mercadorias como café, açúcar, tecidos e outros tornaram-se escassos, o que fez com que se tornassem produtos de alto valor nos mercados do Amazonas. Minha bisavó por exemplo, bebia bastante café antes da guerra e passou a ter dores de cabeça pela falta de cafeína em seu organismo. Além disso, a família não tinha acesso ao açúcar e os chás, eram adoçados com bombons… isso mesmo o que você leu! Deixava-se um bombom embebido no chá por mais de 5 minutos e após isso, podia-se bebê-lo tranquilamente!

Foi assim por alguns anos, até que A Guerra acabou e em alguns meses o abastecimento estava se normalizando…


Lição
Essa simples história de família me faz refletir sempre sobre a necessidade de se guardar suprimentos e estar sempre preparado para o pior. Como diria o Selco, professor da Escola de Sobrevivência SHTF: -“Uma crise não se desenrola da noite para o dia, normalmente ela é processual e tem vários fatores que a desencadearam.” e foi exatamente isso o que ocorreu a partir de Setembro de 1939 quando estourou a 2a Grande Guerra Mundial.

Uma sucessão de fatos se sucederam e culminaram com outra guerra devastadora que varreu a Europa (de novo) e isso trouxe consequências para o Amazonas e para os que aqui moravam. Percebem como um “espirro” dado no outro lado do mundo pode nos afetar estando nós no conforto de nossas casas? Na época o tráfego de mercadorias não era tão intenso quanto o atual, no qual um simples relógio ou peça de roupa possa ter como matérias-primas insumos que (literalmente) vieram de todos os cantos do mundo.


Encerramento
No mais eu espero que esse depoimento pessoal sirva para fazer você refletir sobre a importância de se preparar para uma crise. Não precisa se desesperar, as chances de uma grande guerra ocorrer de novo hoje são remotas. Aqui na minha moradia existe um suprimento mínimo de alimentos que podem tranquilamente sustentarem a mim e os que convivem comigo por alguns dias (cerca de quatro ou cinco, levando em conta que faremos três refeições diárias durante a crise). Essa preparação foi feita gradualmente e levou três meses para ser feita, afinal os recursos financeiros não são tão abundantes assim no meu caso…

No mais é isso. Fiquem com Deus e até mais!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

B.O.L – Uma Introdução




Do Que Se Trata?
B.O.L, sigla em inglês para "Bug Out Location". Normalmente é traduzido como "Abrigo Secundário", embora a tradução literal seria algo como: "Local de Evasão".

Não tem jeito: entre preparadores e sobrevivencialistas a B.O.L desperta uma grande fascinação, pois é onde (em teoria) encontra-se o local de segurança, a fortaleza, os “montes” para onde correremos quando tivermos que fugir das cidades como bem disse Jesus (Lucas 21.21).

Sendo assim, é natural que o tema desperte grande interesse entre sobrevivencialistas (e preparadores também, claro!). Portanto, eu desejo mostrar porque tecnicamente e biblicamente, você deveria ter ou mesmo montar um Abrigo Secundário. Vamos lá?


O Local Forte
Quando a crise ocorrer, quando a hora de “correr para os montes” acontecer, ter um local estruturado e certo para te receber é algo muito bom!

O rei Davi quando estava fugindo de Saul e á serviço de Áquis, o senhor de Gate, recebeu deste um “local forte” que se chamava Ziclague (1 Samuel 27.6 e 1 Crônicas 12.16). Era neste abrigo que Davi e os seus homens se abrigaram da ira de Saul.

Eu já citei no artigo Porque o Cristão Deve Se Preparar (clique AQUI caso deseje lê-lo), as razões de um cristão (independentemente de denominação) ser um preparador. No entanto, eu não escrevi sobre esse personagem bíblico interessantíssimo: o rei de Judá, Asa, filho de Abias.

A Bíblia nos diz que: “Disse ele ao povo de Judá: ‘Vamos construir estas cidades com muros ao redor, fortificadas com torres, portas e trancas. A terra ainda é nossa, porque temos buscado o Senhor, o nosso Deus; nós o buscamos, e ele nos tem concedido paz em nossas fronteiras’. Eles então as construíram e prosperaram.” - 2 Crônicas 14.7

Acredita-se, que Asa tenha reinado sobre Judá e Benjamim, de 912 a.C á 871 a.C e séculos mais tarde (586 a.C), um dos abrigos que ele criou continuava a ter uso (Jeremias 41.9)!

É um erro comum de cristãos e pessoas não-cristãs que professam outro tipo de fé, acharem que Deus ou a entidade que creem, poderá os protegerem de tudo e todos. Eu, que escrevo isto, creio em Deus Pai, creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus e o Messias e creio na Presença e no Poder do Espírito Santo, mas eu estou constantemente me preparando, não por falta de fé, mas porque quando uma crise vier, eu gostaria de ter MAIS CONFORTO e PRATICIDADE durante a mesma. Nunca se tratou de falta de fé, nunca foi um caso de fé (ou ausência da mesma).

Faz parte da preparação acima citada, ter um Abrigo Secundário.


Abrigo Secundário, Características
O Abrigo Secundário deve possuir as seguintes características:

1.Ser afastado da civilização (se estiver localizado na Zona Rural - na Zona Urbana, deve ficar em um local discreto e a fachada do Abrigo não deve chamar a atenção).
2.Deve ter uma quantidade mínima de equipamentos que possam melhorar o dia-a-dia por ali (utensílios de cozinha, ferramentas de corte e outros).
3.Deve ter um estoque de suprimentos alimentícios (não necessariamente dentro do Abrigo).
4.Deve ter alguma fonte natural de reabastecimento de comida e água (horta, pomar, cisterna, poço artesiano, um igarapé que passe perto...).


Também tenho um vídeo no canal do YouTube onde discorro rapidamente á respeito do Abrigo Secundário.




O sobrevivencialista Selco, também recomenda que o Abrigo Secundário esteja no máximo a uma distância que o tanque de combustível de um veículo comum possa cobrir (para a realidade brasileira: um carro 1.0 costuma ter a capacidade de armazenar até 40 L de combustível. Na Zona Urbana, um veículo 1.0 consome 1L/10Km e na Zona Rural essa relação é de até 1L/15Km – ou seja, um carro 1.0 possui o potencial máximo de com o tanque cheio, percorrer até 600 Km de maneira ininterrupta!!! - sem precisar abastecer).

No Abrigo Secundário, além das quatro recomendações já mencionadas alguns parágrafos acima e que estão contidas no vídeo, seria interessante ter recipientes para coleta de água (dos mais variados tamanhos) e alguma maneira de saber o que há no mundo exterior (um rádio á pilha é perfeito, neste caso).

É importante que o Abrigo Secundário seja desconhecido das pessoas (inclusive das que você convive diariamente), que fique fora da vista comum e longe de estradas (mesmo que seja uma daquelas estradas de terra que há em ramais – como a que eu percorri no vídeo acima), pois ele precisa ser secreto e discreto, para que durante uma crise, você possa ficar confinado e seguro de ladrões e pessoas desesperadas (que sabidamente possuem mau comportamento durante crises).

Recomenda-se também que todos os equipamentos, ferramentas, suprimentos e demais utensílios que você haverá de utilizar no Abrigo Secundário já esteja no local (outra razão de o Abrigo ter que ser secreto e discreto), pois uma pessoa com “as malas cheias” ou com uma mochila ou bolsa “gorda”, chama bem mais a atenção do que uma “sem nada” em mãos.


Finalizando
Bem, por enquanto é isso. Como todos os temas de Sobrevivencialismo e Preparação, o Abrigo Secundário é longo, extenso e sempre em atualização. Fico por aqui.

Graça e paz!