Hoje
eu venho escrever á respeito dos três tipos básicos de aço que
existem no mercado: o Carbono, o Inox e o Damasco. Para nós,
preparadores e sobrevivencialistas é fundamental conhecer cada tipo
de aço existente, para assim, podermos planejar as nossas
preparações e assim resistir ao “Dia Mal” (crise).
Esse
é um artigo da série “Cutelaria”. Se desejar, poderá ler o
artigo Introdutório dessa série clicando aqui.
Se
você não entende muito de aço e acha que é “tudo igual” esse
texto é para você mesmo! :D
Aço
Carbono
Desenvolvido
em tempos imemoriais, o ferro quando misturado com pelo menos 0,6% de
carbono após passar pela têmpera (forja) acaba se tornando esse
tipo de aço, que é barato, fácil de trabalhar e também versátil.
Infelizmente ele tem um ponto fraco: oxida com certa facilidade,
fazendo com que a depreciação (o tempo de vida útil) seja maior em
ambientes úmidos (como por exemplo a Amazônia Brasileira). No
entanto o aço carbono é mais rígido e resistente do que o aço
inox (veja abaixo). Além
disso, uma lâmina/pedaço de aço carbono, por conta da dureza, é
capaz de ascender fogo a partir da fricção com uma pederneira.
Existem
várias classificações (“sub-tipos”) de aço carbono.
Aço
Inox
Este
tipo de aço é recente na história, pois se o aço carbono surgiu
há milhares de anos atrás, seguido do aço damasco, o aço inox
(abreviação de “inoxidável”) é praticamente um bebê, tendo o
processo de fabricação sido desenvolvido em 1921, há menos de cem
anos atrás!
A
palavra “inoxidável” significa literalmente: “não sofre
oxidação”. O aço carbono, embora barato de se fabricar,
resistente e duro, infelizmente sofre com o problema da oxidação
que gera ferrugens com relativa facilidade, principalmente em
ambientes úmidos (como já destacado no ponto anterior). Assim, o
aço inoxidável possui um valor de depreciação muitíssimo menor
do que o aço carbono, sendo extremamente resistente as intempéries
climáticas mais diversas, principalmente a umidade relativa do ar.
No entanto nem tudo são flores: o aço inoxidável é menos duro e
resistente do que o aço carbono, pelo simples motivo de que a
quantidade total de ferro+carbono é menor, por conta da inserção
de aproximadamente 1% de cromo, que é o responsável pelo incrível
fator de conservação natural do aço inoxidável. É provado
cientificamente que peças de aço inoxidáveis, podem durar até
cinquenta (isso mesmo, CINQUENTA!!!) vezes mais do que peças feitas
com aço carbono!
Eu
não vou entrar em maiores detalhes, mas existem classificações
(sub-tipos) de aços inox, assim como em aços carbonos.
Aço
Damasco
O
chamado “aço damasco” não tem uma origem clara, mas
aparentemente surgiu em algum lugar da Ásia (Índia e Síria) e foi
adotada pelo então jovem Império Romano que utilizavam o aço
damasco nas suas espadas (gladius).
Quando
a parte Ocidental do Império caiu (476 d.C), a parte Oriental
permaneceu e teve que bater-se com os persas e (a partir de 637 d.C)
com os árabes, que em apenas cem anos, tomaram 2/3 das terras
habitadas por cristãos. Em algum momento, o processo de formação
do dito aço caiu na obscuridade, vindo a ser conhecido novamente
durante As Cruzadas (1095-1270), onde ferreiros que viviam em Damasco
(Síria) faziam espadas com uma lâmina sem igual para os cruzados
europeus.
Após
As Cruzadas, a técnica caiu na obscuridade novamente vindo a ser
“ressuscitado” em meados do século XX. Desde então, peças de
aço damasco tem tomado o mercado de lâminas e na última década
(nos países desenvolvidos) tais peças tem se tornado mais
acessíveis e populares.
Algumas
das melhores lâminas de aço damasco atualmente são feitas pelo
cuteleiro Bob Kramer que explica nesse vídeo como funciona o
processo de criação de lâminas de aço damasco:
Esse
processo (visualizado acima) é também conhecido como “caldeamento”.
Caso deseje conhecer um pouco mais á respeito do aço damasco, eis
aqui um outro vídeo (mais teórico) feito pelo Gasparello do
canal/blog Tocandira:
Conclusão
Preparadora
Vamos
lá: se onde você vive e/ou mantém a sua B.O.L (“abrigo
secundário”) é um local com pouca umidade, eu recomendo peças de
aço carbono. Se o seu orçamento é baixo, também recomendo que
compre uma peça de aço carbono, independente da umidade relativa do
ar.
Caso
você tenha um orçamento um pouco melhor, sugiro que adquira uma
peça de aço inoxidável, principalmente se você estiver em um
ambiente com alta taxa de umidade e/ou a sua B.O.L se encontrar em um
local mais afastado da civilização.
Caso
deseje saber o que é B.O.L, clique no vídeo abaixo:
O
aço inox exige muito pouco cuidado em relação á conservação,
podendo não receber manutenção periódica por tempo prolongado, o
que aumenta a autonomia e a auto-suficiência do preparador.
Agora,
se você deseja um aço com características unificadas dos
anteriores e podes pagar uma boa quantia por ela, recomendo uma peça
de aço damasco: são extremamente resistentes, duros e exigem muito
pouca manutenção ao longo dos anos. Porém o investimento para se
obter uma peça feita com esse maravilhoso aço é bastante elevado.
Em
suma: compre aquilo que se encaixenas
suas necessidades e ao seu bolso e esteja preparado!
Começo
hoje essa incrível série sobre cutelaria. Essa é a terceira série
que inicio no blog. Caso esteja interessado, eis aqui os links com as
duas séries anteriores:
Cutelaria,
nada mais é do que a prática que visa criar, manter, estudar e
admirar lâminas. Resumidamente é isso.
A
cutelaria é imprescindível para preparadores, pois lâminas são
necessárias para a sobrevivência e superação de crises.
Há
alguns anos atrás, o Diego Silva, o “Collector”, lançou uma tag
de sucesso no YouTube: “Um Único Item Para Situação de Crise”
e o item mais escolhido de todos, foi a faca. O segundo? O machado…
Isso
mostra como a cutelaria é importante no meio preparador, mas também
no sobrevivencialismo e no bushcraft e por isso mesmo, farei essa
série.
Finalizando
Por
enquanto é isso. Fiquem ligados aqui no blog, Preparação&Sobrevivencialismo Cristão e esperem, pois logo mais a primeira parte da série será lançada!
Os
outros artigos já postados pertencentes a série:
Agora,
falarei desses outros canais, que apesar de serem desconhecidos (em
sua maioria) valem á pena serem acessados e terem o seu conteúdo
assistido, curtido e compartilhado! Vamos lá?
Desbravatube
O
Desbravatube, é o maior e melhor canal de desbravadores que
existe no Youtube! Ele é capitaneado pelo Nilo Moreira, que
assistido por uma equipe, ensina conteúdo de qualidade para
desbravadores, além de preparadores e sobrevivencialistas. Vale á
pena aprender as mais diversas técnicas de preparação,
sobrevivência e trekking!
Criado
e mantido pelo Fernando Zimmerman, essa plataforma é voltada para
a preparação e sobrevivência visando pessoas mais simples e com
baixo poder aquisitivo. O Fernando é um pai de família e
exatamente por isso, essa plataforma é indicada para pais de
família ou para aqueles que desejam estar preparados para cuidar
de seus parentes e amigos quando a crise vier!
Um
canal simples mas com um excelente conteúdo voltado para lâminas
e similares! Yvens, o dono do canal é um cuteleiro que fabrica e
ocasionalmente vende as próprias peças que são feitas
artesanalmente (ou seja: a mão!). Ele também é um
sobrevivencialista: portanto, alguém do meio.
Por
fim indico o canal Siará Santos, um mateiro que retrata o
ambiente da caatinga e fornece dicas mateiras, além de técnicas
de sobrevivência para aquele bioma, com destaque para as plantas
encontradas na caatinga.
Bem,
por enquanto é isso. Tanto no artigo anterior, quanto neste, falei
de apenas quatro canais/sites que envolvem preparação,
sobrevivencialismo, bushcraft e similares.
Hoje
tratarei da análise do filme O Mundo Perdido: Jurassic Park 2.
Há
algum tempo atrás, eu fiz uma análise do ponto de vista do
sobrevivencialismo e da preparação do filme Jurassic Park (o
primeiro, caso deseje vê-la, clique aqui) onde mostrei como o filme
é mal-construído do ponto de vista sobrevivencialista. Agora vamos
para o segundo filme dessa franquia: aviso que HÁ
SPOILERS
(isto é: revelações da história do filme), portanto se não
desejar “perder a graça”, saia desse artigo e vá assistir o
filme primeiro.
Começando…
O
segundo filme da franquia Jurassic Park começa um pouquinho mais
tranquilo em relação ao primeiro: uma família de super-ricões
está viajando de iate pelo Oceano Pacífico e decidem comer em uma
praia com toda a pompa e circunstância. A família (chama-se Bowen,
de acordo com a sinopse) é composta de um pai (displicente), uma mãe
(dondoca) e uma menina pequena com menos de dez anos de idade chamada
Cathy.
Cathy
se afasta dos pais (sob protestos da mãe e com a total conivência
do pai) e acaba sendo atacada pelos Compsognato, que a deixam
machucada (mas viva, de acordo com John Hammond). A primeira lição
sobrevivencialista do filme: NUNCA acesse uma área selvática que
seja de seu total desconhecimento: se o casal tivesse consciência de
que ali era uma ilha com dinossauros, JAMAIS teriam pensado em
desembarcarem ali. A segunda lição é a mais óbvia: tome cuidado
com os membros de sua família, principalmente os menores e mais
fracos.
A
cena seguinte mostra Ian Malcolm (o cara que se ferrou no primeiro
filme, lembram?) em um metrô.
Na
mansão de Hammond, Ian tem uma discussão com Peter Ludlow (sobrinho
de John Hammond) que destruiu a reputação dele acobertando os fatos
ocorridos no primeiro filme. Após a discussão, o dr.Malcolm segue
para conversar com Hammond, que conta as más-notícias: o ataque com
Cathy; a InGen usou isso como desculpa para retirar Hammond do cargo
de presidente da empresa; a corporação irá enviar uma expedição
á chamada “ilha b”, também conhecida como “Ilha Sorna”;
O
plano de John Hammond é simples: ele decide enviar a sua própria
expedição, mas para documentar os hábitos e a existência dos
dinossauros e levar isso ao conhecimento do público (que diga-se de
passagem, não sabe da existência dos dinossauros até aquela
presente data).
Após
relutar, Ian aceita partir para a ilha após saber que a sua
namorada, Sarah Harding já se encontra em Sorna. Antes da bombástica
revelação, Hammond havia dito á Ian que o infravermelho dos
satélites haviam indicado que os predadores se concentravam no
centro da ilha.
Ian
se reúne com Eddie Carr (especialista de campo) e Nick Van Owen
(repórter e “garanhão” metido á ambientalista), membros da
equipe que deverão ir até a Ilha Sorna e se encontrarem com a
dra.Harding (paleontologista) para assim recolherem imagens e
gravações de áudio e vídeo dos dinossauros. Exceto Ian Malcolm,
ninguém da equipe possui experiência prática em sobrevivência,
principalmente, sobrevivência á dinossauros!
Pouco
antes de desembarcarem na ilha, o condutor da balsa avisa que não
aportará em Sorna e que o arquipélago inteiro é conhecido como
“Las Cinco Muertes”.
Na
Ilha
Uma
vez em Sorna, a equipe capitaneada por Ian Malcolm arma o seu
acampamento e segue atrás da dra.Sarah Harding, que está observando
e fotografando um bando de estegossauros. De maneira imprudente,
Sarah aproxima-se de um filhote de estegossauros e após acariciá-lo,
tira fotos dele até que a máquina fotográfica termina o rolo (para
os mais novos: antes dos cartões de memória, as máquinas
fotográficas eram em filmes e quando o rolo acabava, rebobinava
automaticamente fazendo um barulho): o barulho do rebobinamento faz
com que os estegossauros ataquem Sarah que quase é morta. Nunca
ponha-se em perigo desnecessariamente, caro
preparador/sobrevivencialista! Eu sei que é apenas um filme, mas
devemos tomar lições para a nossa vida, certo?
Para
piorar a situação, a equipe descobre que Kelly Malcolm, filha de
Ian Malcolm, estava escondida no trailer… em meio a discussão que
se segue, ouve-se e visualiza-se helicópteros da InGen: a expedição
de Peter Ludlow chegou á ilha!
Os
homens de Ludlow (liderados por Roland Tembo – um experiente
caçador, um verdadeiro sobrevivencialista! - e Dieter Stark)
capturam vários dinossauros e armam o seu acampamento, dispondo as
jaulas com as feras nos arredores do acampamento. Enquanto isso,
Roland e o seu amigo Ajay Sidhu, saem em busca do T-Rex e para
atraí-lo, capturam o filhote dele e o colocam em um local-chave para
a captura (á favor do vento).
Ian,
Sarah, Eddie e Nick, aproveitam o fato de que todos os membros da
equipe de Ludlow estão em uma vídeo-conferência ao vivo com os
acionistas da InGen e soltam os dinossauros, que atacam e destroem o
acampamento de Ludlow.
Enquanto
fugiam, Sarah e Nick vêem o filhote de T-Rex preso ao chão: ele
está com o fêmur fraturado e eles decidem tratar do ferimento do
animal em seu próprio acampamento. Ian e Eddie consideram isso
loucura, bem como Kelly, mas nada pode ser feito ante a teimosia da
paleontóloga e do repórter. Kelly, muito assustada, exige sair dali
e é conduzida ao abrigo suspenso de Eddie, que fica com ela no topo,
junto com Ian: é quando o farfalhar de galhos e leves tremores de
terras são ouvidos… são o casal de T-Rex, que sentem o cheiro e
os gritos do filhote e vão ao acampamento de Ian e cia para
salvá-lo!
Ian
corre para o acampamento apenas para avisar (tarde demais) que os
T-Rex estavam á caminho…
Á
seguir, a cena mais desesperadora do filme acontece: depois de
devolverem o filhote, o casal de predadores atacam o trailer,
deixando-o próximo de despencar no promontório: montar um
acampamento próximo de um promontório é uma boa idéia, pois o
mar, junto com o paredão, servem de “muralhas naturais”, mas no
filme, acampar ali mostrou-se uma burrice enorme. Mas na vida real,
armar acampamentos-bases em regiões com obstáculos naturais é sim
uma boa idéia e aí o filme acertou: só tome cuidado para que você
e eventuais companheiros fiquem (literalmente) em uma situação sem
saída.
Eddie
pega a sua pick-up e segue para o acampamento e após momentos de
desespero, as coisas começam a melhorar, pois ele consegue jogar uma
corda para Nick, Sarah e Ian, além disso, o carro dele está
rebocando o trailer. No entanto, por causa da fumaça emitida pela
pick-up, os T-Rex reaparecem e matam Eddie, fazendo com que o carro
dele e o trailer caiam pelo promontório e explodam. Felizmente, Ian,
Sarah e Nick estão bem atados á corda e escalam o paredão, apenas
para serem auxiliados pelos homens de Ludlow, que estão junto com
Kelly (provavelmente a garota os conduziu até ali).
A
Reação
Após
uma troca de acusações e discussões acaloradas que quase
terminaram em “street fighter”, as duas equipes descobrem que
estão sem possibilidades de comunicação externa (ou seja: presos
na Ilha Sorna…). Mas há uma solução: no centro da ilha,
encontra-se uma estação de comunicação, que é abastecida com
energia geotérmica. O problema é que o território dos
Velociraptores fica ali!
Aqui
vai uma lição: NÃO coloque todos os seus suprimentos, equipamentos
e demais itens em um mesmo local, coloque um “back-up”
(suporte/apoio) na forma de um tubo de sobrevivência. Eu postei um
vídeo no canal da Iniciativa, o que é e como fazer um “saco de
sobrevivência”, que é mais barato e mais fácil de fazer do que
um tubo de sobrevivência:
Vídeo introdutório do Saco de Sobrevivência
Vídeo ensinando como fazer um Saco de Sobrevivência
Se
a equipe de Ian tivesse trabalhado com o conceito de tubo/saco de
sobrevivência, certamente eles não estariam em situação tão
crítica…
E
mais uma crítica ao filme: assim como na análise do primeiro filme,
eu critico o fato de Ludlow não ter levado consigo um equipamento de
comunicação independente, como um telefone via-satélite, por
exemplo.
Também
critico o fato de nenhum dos personagens da equipe de Ian ter preso
consigo, junto ao corpo, um equipamento de sobrevivência. No filme,
eventuais necessidades do dr.Malcolm e sua equipe, foram supridas
pela equipe de Peter Ludlow, mas na vida real as coisas não são
fáceis ou simples assim…
Mortes
e Mais Mortes!
Após
as discussões (e brigas) terminarem, Roland toma a iniciativa de
seguir para o centro da ilha e todos o seguem imediatamente.
Depois
de um dia inteiro de caminhada, o grupo chega á uma floresta com
pinheiros e samambaias, onde fazem uma parada rápida. Dieter e
Carter sentam-se um pouco mais afastado em relação ao grupo e o
primeiro “vai ao banheiro”, porém Carter está ouvindo música
com fones de ouvidos e não escuta Dieter, que acaba se perdendo no
meio do mato e ficando sem as suas armas.
O
sujeito cai em um barranco e é emboscado por um bando de
Compsognato, que o devoram. A presença de Dieter só é notada
quando o grupo decide partir. Roland pega Carter e um outro indivíduo
e saem em busca do membro desaparecido, antes, marcando um ponto de
encontro com o restante da equipe para que possam se encontrar
depois.
Percebe-se
que Roland (um caçador experiente e muito prudente) é o
sobrevivencialista por excelência: domina a leitura de mapas, é
destemido, sabe atirar, sabe se movimentar (e quando não fazê-lo)
além de ter boas iniciativas. O caso de Dieter, nos mostra que nunca
devemos ficar sozinhos no mato e que devemos sempre marcar a trilha
que pegamos, pois para olhos destreinados, o mato é “tudo igual”.
De
noite, Roland, Carter e o terceiro membro de seu grupo de busca e
resgate se encontram com o restante do grupo (que estava sendo
liderado por Ajay). Após uma conferência com Ian e Ajay, Roland
informa que Dieter está morto e que eles estão próximos do centro
de comunicações (“vila”, como eles o chamam no filme) e que o
grupo descansará por mais uma hora e então, todos partirão.
O
plano corria bem, até que o casal de T-Rex (guiados pelo cheiro de
sangue de seu filhote, que encontra-se na jaqueta da dra.Sarah
Harding) aparece no acampamento, causando um alvoroço. Um dos T-Rex
persegue os humanos: Carter é morto, bem como o paleontologista
Robert Burke. Sarah, Nick e Kelly ficam presos em uma caverna, porém
Ian aparece e os guia para a trilha.
O
outro T-Rex fica vagando pelo acampamento e Roland (após ter
sabotada a sua tentativa de matar a fera) decide utilizar
tranquilizantes ao invés de balas.
Enquanto
Ian e a sua equipe ficavam para trás, a equipe de Roland está
dividida: Roland e Peter Ludlow estão nas proximidades do
acampamento onde os T-Rex atacaram; enquanto todo o restante da
equipe (incluíndo Ajay) estão na última milha antes de chegarem na
vila: é quando eles são atacados pelos Velociraptores. Na fuga,
Ajay joga a sua mochila ao chão, mas acaba sendo pego da mesma
maneira…
Ian
e a sua “tropa” chegam no local onde Ajay e o seu grupo foram
atacados e encontram a mochila dele e percebem que os Velociraptores
estão por perto e que o grupo aparentemente foi morto… eles saem
em disparada e terminam caindo em um barranco que conduz diretamente
a vila. Nick Van Owen pega a mochila pertencente a Ajay e dirige-se
sozinho para o centro de comunicações, deixando Ian, Sarah e Kelly
para trás (Ian estava esbaforido).
Acessando
a mochila de Ajay, Nick obtém o documento com instruções de como
pedir ajuda por rádio bem como as coordenadas. Do ponto de vista
sobrevivencialista, a fuga da área onde os Raptores se encontravam e
a obediência á um protocolo de resgate, são impecáveis: evadir às
vezes é a melhor (e única) solução para sobreviver.
Mais
tarde, Ian, Sarah e Kelly chegam na vila e procurando por Nick, são
atacados por três Velociraptores. A cena é muito longa para
descrever, mas quem já viu sabe exatamente o que eu escrevo aqui: a
essência do sobrevivencialismo mais do que equipamentos e treino, é
a capacidade de adaptar-se a crises que aparecem na frente de uma
pessoa! O trio utilizando de parcos recursos, conseguiu proteger-se,
escapar e evadir das mãos (das presas, na verdade…) dos
Velociraptores.
Nick
aparece e junto com ele, um helicóptero pousa no telhado da
estrutura e o quarteto é resgatado. Ian fica sabendo que outros
helicópteros estão na ilha buscando pelos outros sobreviventes.
Nesse momento, ele vê o T-Rex adormecido por Roland, que despede-se
de Ludlow afirmando que está “cansado da companhia da morte”.
Em
San Diego
Ao
chegarem no continente (na cidade de San Diego) Ian e Sarah
dirigem-se para as docas pertencentes a InGen, onde Peter Ludlow e
diversos magnatas esperam a chegada do cargueiro com o T-Rex
capturado. O navio acaba chocando-se com o porto e após uma rápida
vistoria, percebe-se que a tripulação foi atacada por alguma fera.
Enfim o T-Rex desperta e ataca tudo o que se mexe. O dinossauro sai
das docas e passa a atacar transêuntes pelas ruas e nada parece
detê-lo. Vale á pena destacar a cena em que uma multidão corre em uma direção (em um verdadeiro estouro de manada) e um “nerd” em um
lance mal pensado e impulsivo, tenta entrar em uma locadora de filmes
e é devorado pelo Tiranossauro. Nunca tome decisões por impulso em
uma situação de crise.
Por
fim, Ian e Sarah pegam o filhote (que havia sido levado de aeronave
até um anfiteatro) e usam-no para atrair o T-Rex até o navio,
trancafiando ambos nos porões da embarcação (mas não sem antes, a
dra.Harding disparar um tranquilizante) no adulto. No processo, Peter
Ludlow acaba sendo morto pelos Tiranossauros em uma cena claramente
anti-capitalismo em que “o empresário ganancioso morre vítima de
sua própria ganância” (pura baboseira esquerdista).
O
filme termina com a televisão ligada, onde Bernard Shaw, um
jornalista de esquerda, noticia na CNN (uma rede também esquerdista,
diga-se de passagem) que o navio está sendo conduzido em segurança
até a Ilha Sorna (e escoltado pela U.S Navy). Kelly Malcolm, cobre
com um cobertor, o pai (Ian) e a namorada dele (Sarah Harding) que
estão exaustos e dormem no sofá em frente ao aparelho já citado,
onde John Hammond faz um apelo ambientalista em favor dos
dinossauros.
Considerações
Bom,
esse filme da franquia Jurassic Park, diferente de seu antecessor,
possui pessoas mais bem-preparadas para lidarem com as situações de
crises que ocorrem ao longo da película. A crítica que faço é ao apelo esquerdista que há nele o tempo todo. Se você não
se importar de aturar imbecilidades como: “ambientalismo”,
“anti-capitalismo”, “luta de classes” e outros, assistir esse
filme não será problema.
Link
da análise do filme Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros aqui.
Em
breve, a análise do terceiro e último filme da franquia Jurassic
Park!
Há
poucas semanas atrás, o preparador Felipe Luiz Dickman, em seu canal
no youtube, postou um vídeo no qual ele (após um ano) mostra como
está o Canivete Nautika Box, com 18 funções e que encontra-se em sua
posse. No fim do vídeo, ele fez um apelo para que todos os que fazem
review de equipamentos como este, digam como o mesmo está após um
ano ou mais de uso.
Então,
resolvi fazer um vídeo onde mostro como estão os canivetes da
victorinox, que possuo e os quais eu fiz duas reviews no canal: o
Spartan (com 12 funções) e o Huntsman (com 15 funções).
Hoje,
falarei sobre: a inflação, o padrão ouro e as origens dos Bancos
Centrais e da moeda fiduciária. Vamos lá?
O
Que É Inflação?
Ao
contrário do que certamente você aprendeu (e aprendeu errado) é
que inflação não é (repito: NÃO É!!!!!) o aumento de preços
dos produtos! Isso é a consequência da inflação. Na realidade,
inflação é a rápida e descontrolada expansão da base monetária,
em outras palavras: dinheiro que é jogado na economia em grande
quantidade!
Poucas
pessoas se dão conta disso, mas o dinheiro nada mais é do que um
produto, um produto que serve para se obter outros produtos. Em
qualquer economia, quanto mais um determinado bem/produto é obtido,
menor será o valor dele. Com o dinheiro é a mesma coisa: um produto
que quanto mais existir, mais desvalorizado será. Isso é inflação,
pura e simplesmente.
Vídeo onde eu explico o que é inflação
Padrão
Ouro
Há
milhares de anos, a humanidade utilizava ouro, prata e até cobre
para efetuar transações e comprar coisas. Na Europa das Grandes
Navegações (1415-1750) a quantidade de ouro e prata que adentraram
naquele continente, foi absurda. Assim o preço dos produtos
começaram a subir. Os primeiros países a notar esse estranho
fenômeno foram os reinos de Aragão e Castela, que recebiam o grosso
do ouro e (principalmente) a prata das Américas.
Existe
um artigo do Instituto Mises Brasil mostra bem como foi essa época.
Seja como for, com o tempo, os bancos passaram a guardar os lingotes
e moedas de ouro e prata, cobrando uma taxa por seus serviços. Os
bancos (notadamente o Banco de Amsterdã) emitia bilhetes e um
comprovante de que o depósito existia. Aquele que tivesse esse
comprovante, tinha em mãos um papel 100% lastreado em metais
preciosos, isto é, riqueza real!
Os
governos ao redor do mundo (a partir da segunda metade do século
XVIII) passaram a emitir papel-moeda que tinha as suas emissões
diretamente ligadas a quantidade de ouro que havia nos cofres do
Estado. Exemplo: em 1800, com uma onça de ouro (31 g), o Estado
Norte-Americano (mais precisamente a U.S Mint) podia imprimir até
US$ 20! E só! Quem quisesse, poderia trocar o papel-moeda por ouro e
não apenas nos EUA: em todo o mundo funcionava assim!
O
padrão-ouro começou a ser encerrado no mundo a partir da 1a
Guerra Mundial e foi definitivamente extinto em 1971, quando Richard
Nixon aboliu o padrão-ouro dos EUA, o último país a fazê-lo (no
Brasil, Getúlio Vargas aboliu o padrão-ouro nos últimos anos de
seu governo – 1940-1945).
Assim,
todo o dinheiro que possuímos em mãos é 100% sem lastro! Sim isso
mesmo que você leu: NÃO
EXISTE NADA, NADA QUE FUNDAMENTE A EXISTÊNCIA DO DINHEIRO QUE VOCÊ
TEM EM MÃOS!
Vídeo onde eu explico o que é o padrão-ouro e a hiper-inflação ocorrida na República de Weimar.
Logo,
todo o sistema financeiro mundial é uma grande fraude! Uma fraude
criada por pessoas como os Rothchild, os Rockfellers, os Morgans e
outros para que todos fiquemos mais pobres pouco á pouco, enquanto
os mais ricos ficam mais ricos, pois o que ganham podem superar a
taxa inflacionária. Como assim? Eu explico abaixo.
A
Origem dos Bancos Centrais
O
primeiro banco com as características que existem e que definem um
banco central, foi o Banco da Inglaterra, fundado em 1698. A função
de um banco central é basicamente controlar a emissão de moeda do
país no qual ele possui autoridade e proteger os bancos de uma
eventual falência.
Nos
EUA, o banco central foi fundado em 1913 e debaixo de um ardil: a lei
foi votada no Senado de lá no dia 23/12/1913 enquanto a maior parte
dos senadores encontravam-se em suas casas com a família, por conta
do Natal. Assim, o presidente norte-americano, Woodrow Wilson,
sancionou a lei que criava o Federal Reserve, tirando da Secretaria
do Tesouro Americano essa incubência (que é descrita no artigo 11
da Constituição deles). O Fed (sigla do banco central dos EUA)
serviu de modelo para todos os outros bancos centrais que existem,
inclusive o nosso, que foi fundado em 1965.
O
bc (banco central) imprime dinheiro e para financiar esse dinheiro,
emite títulos de dívida, é a chamada Dívida Pública: quanto mais
dinheiro é impresso, mais títulos são emitidos e quanto mais
títulos são emitidos, mais dinheiro é necessário ser impresso
para pagar os compradores desses títulos! Essa relação (impressão
de dinheiro e emissão de títulos de dívida pública) é o que
gera, mantém e aumenta a inflação cada vez mais e mais!
Sei
que parece “teoria da conspiração”, mas não é! Entre e estude
no site do Mises Brasil e estude a escola de economia austríaca! Lá
estão todas as informações, sendo que no youtube também existem
canais que explicam e ensinam de maneira bem simples e direta isso
tudo que estou te passando, nesse e nos outros artigos da série
Economia&Preparação.
O
Que Fazer?
Sobre
o que fazer, eu escreverei no próximo artigo. Até lá!
Vídeo onde discorro sobre Hiper-inflação, Padrão-Ouro e os Bancos Centrais
Referências:
O
Sonho Americano Sendo Destruído Pelo Federal Reservehttps://www.youtube.com/watch?v=1zYeKNoiMyw
(Excelente documentário onde de uma maneira simples e divertida,
explica-se as origens do atual sistema financeiro – a nível
norte-americano e global)
A
Mania das Tulipas e o ambiente monetário holandês do século XVII
(Um artigo que mostra como surgiu na Europa Moderna o fenômeno
econômico conhecido como Inflação, como o padrão-ouro surgiu e
como o excesso de crédito causa péssimas escolhas de investimento)
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=267
Esse artigo faz parte da série "Economia&Preparação". Se estiver interessado, poderá acessar os links com os outros artigos da série: