terça-feira, 16 de maio de 2017

Cutelaria – Parte 1: Tipos de Aço



Graça e paz á todos!

Hoje eu venho escrever á respeito dos três tipos básicos de aço que existem no mercado: o Carbono, o Inox e o Damasco. Para nós, preparadores e sobrevivencialistas é fundamental conhecer cada tipo de aço existente, para assim, podermos planejar as nossas preparações e assim resistir ao “Dia Mal” (crise).

Esse é um artigo da série “Cutelaria”. Se desejar, poderá ler o artigo Introdutório dessa série clicando aqui.

Se você não entende muito de aço e acha que é “tudo igual” esse texto é para você mesmo! :D


Aço Carbono
Desenvolvido em tempos imemoriais, o ferro quando misturado com pelo menos 0,6% de carbono após passar pela têmpera (forja) acaba se tornando esse tipo de aço, que é barato, fácil de trabalhar e também versátil. Infelizmente ele tem um ponto fraco: oxida com certa facilidade, fazendo com que a depreciação (o tempo de vida útil) seja maior em ambientes úmidos (como por exemplo a Amazônia Brasileira). No entanto o aço carbono é mais rígido e resistente do que o aço inox (veja abaixo). Além disso, uma lâmina/pedaço de aço carbono, por conta da dureza, é capaz de ascender fogo a partir da fricção com uma pederneira.
Existem várias classificações (“sub-tipos”) de aço carbono.


Aço Inox
Este tipo de aço é recente na história, pois se o aço carbono surgiu há milhares de anos atrás, seguido do aço damasco, o aço inox (abreviação de “inoxidável”) é praticamente um bebê, tendo o processo de fabricação sido desenvolvido em 1921, há menos de cem anos atrás!
A palavra “inoxidável” significa literalmente: “não sofre oxidação”. O aço carbono, embora barato de se fabricar, resistente e duro, infelizmente sofre com o problema da oxidação que gera ferrugens com relativa facilidade, principalmente em ambientes úmidos (como já destacado no ponto anterior). Assim, o aço inoxidável possui um valor de depreciação muitíssimo menor do que o aço carbono, sendo extremamente resistente as intempéries climáticas mais diversas, principalmente a umidade relativa do ar. No entanto nem tudo são flores: o aço inoxidável é menos duro e resistente do que o aço carbono, pelo simples motivo de que a quantidade total de ferro+carbono é menor, por conta da inserção de aproximadamente 1% de cromo, que é o responsável pelo incrível fator de conservação natural do aço inoxidável. É provado cientificamente que peças de aço inoxidáveis, podem durar até cinquenta (isso mesmo, CINQUENTA!!!) vezes mais do que peças feitas com aço carbono!
Eu não vou entrar em maiores detalhes, mas existem classificações (sub-tipos) de aços inox, assim como em aços carbonos.


Aço Damasco
O chamado “aço damasco” não tem uma origem clara, mas aparentemente surgiu em algum lugar da Ásia (Índia e Síria) e foi adotada pelo então jovem Império Romano que utilizavam o aço damasco nas suas espadas (gladius).

Quando a parte Ocidental do Império caiu (476 d.C), a parte Oriental permaneceu e teve que bater-se com os persas e (a partir de 637 d.C) com os árabes, que em apenas cem anos, tomaram 2/3 das terras habitadas por cristãos. Em algum momento, o processo de formação do dito aço caiu na obscuridade, vindo a ser conhecido novamente durante As Cruzadas (1095-1270), onde ferreiros que viviam em Damasco (Síria) faziam espadas com uma lâmina sem igual para os cruzados europeus.

Após As Cruzadas, a técnica caiu na obscuridade novamente vindo a ser “ressuscitado” em meados do século XX. Desde então, peças de aço damasco tem tomado o mercado de lâminas e na última década (nos países desenvolvidos) tais peças tem se tornado mais acessíveis e populares.

Algumas das melhores lâminas de aço damasco atualmente são feitas pelo cuteleiro Bob Kramer que explica nesse vídeo como funciona o processo de criação de lâminas de aço damasco:




Esse processo (visualizado acima) é também conhecido como “caldeamento”. Caso deseje conhecer um pouco mais á respeito do aço damasco, eis aqui um outro vídeo (mais teórico) feito pelo Gasparello do canal/blog Tocandira:






Conclusão Preparadora
Vamos lá: se onde você vive e/ou mantém a sua B.O.L (“abrigo secundário”) é um local com pouca umidade, eu recomendo peças de aço carbono. Se o seu orçamento é baixo, também recomendo que compre uma peça de aço carbono, independente da umidade relativa do ar.

Caso você tenha um orçamento um pouco melhor, sugiro que adquira uma peça de aço inoxidável, principalmente se você estiver em um ambiente com alta taxa de umidade e/ou a sua B.O.L se encontrar em um local mais afastado da civilização.

Caso deseje saber o que é B.O.L, clique no vídeo abaixo:



O aço inox exige muito pouco cuidado em relação á conservação, podendo não receber manutenção periódica por tempo prolongado, o que aumenta a autonomia e a auto-suficiência do preparador.

Agora, se você deseja um aço com características unificadas dos anteriores e podes pagar uma boa quantia por ela, recomendo uma peça de aço damasco: são extremamente resistentes, duros e exigem muito pouca manutenção ao longo dos anos. Porém o investimento para se obter uma peça feita com esse maravilhoso aço é bastante elevado.

Em suma: compre aquilo que se encaixe nas suas necessidades e ao seu bolso e esteja preparado!

Que Deus abençoe a todos! Até mais!



Referências:

Forja de Facas aço damasco – Bob Kramer, https://www.youtube.com/watch?v=ef98owSwnX0




terça-feira, 9 de maio de 2017

Cutelaria – Uma Introdução



Graça e paz!

Começo hoje essa incrível série sobre cutelaria. Essa é a terceira série que inicio no blog. Caso esteja interessado, eis aqui os links com as duas séries anteriores:

Aspectos da Sobrevivência









Economia&Preparação





Continuando...

O Que É
Cutelaria, nada mais é do que a prática que visa criar, manter, estudar e admirar lâminas. Resumidamente é isso.

A cutelaria é imprescindível para preparadores, pois lâminas são necessárias para a sobrevivência e superação de crises.

Há alguns anos atrás, o Diego Silva, o “Collector”, lançou uma tag de sucesso no YouTube: “Um Único Item Para Situação de Crise” e o item mais escolhido de todos, foi a faca. O segundo? O machado…

Isso mostra como a cutelaria é importante no meio preparador, mas também no sobrevivencialismo e no bushcraft e por isso mesmo, farei essa série.


Finalizando
Por enquanto é isso. Fiquem ligados aqui no blog, Preparação&Sobrevivencialismo Cristão e esperem, pois logo mais a primeira parte da série será lançada!



Os outros artigos já postados pertencentes a série:




Cutelaria - Parte 3: Pontas de Lâminas 1 

domingo, 30 de abril de 2017

Aviso Importante – Especialistas 2



Na primeira parte, eu mostrei os maiores canais de Youtube que tratam de preparação e sobrevivencialismo.

Caso deseje, a parte 1 desse artigo encontra-se aqui:


Agora, falarei desses outros canais, que apesar de serem desconhecidos (em sua maioria) valem á pena serem acessados e terem o seu conteúdo assistido, curtido e compartilhado! Vamos lá?



Desbravatube
O Desbravatube, é o maior e melhor canal de desbravadores que existe no Youtube! Ele é capitaneado pelo Nilo Moreira, que assistido por uma equipe, ensina conteúdo de qualidade para desbravadores, além de preparadores e sobrevivencialistas. Vale á pena aprender as mais diversas técnicas de preparação, sobrevivência e trekking!




Sobrevivente Urbano
Criado e mantido pelo Fernando Zimmerman, essa plataforma é voltada para a preparação e sobrevivência visando pessoas mais simples e com baixo poder aquisitivo. O Fernando é um pai de família e exatamente por isso, essa plataforma é indicada para pais de família ou para aqueles que desejam estar preparados para cuidar de seus parentes e amigos quando a crise vier!




Cutelaria Haponiuk
Um canal simples mas com um excelente conteúdo voltado para lâminas e similares! Yvens, o dono do canal é um cuteleiro que fabrica e ocasionalmente vende as próprias peças que são feitas artesanalmente (ou seja: a mão!). Ele também é um sobrevivencialista: portanto, alguém do meio.




Siará Santos
Por fim indico o canal Siará Santos, um mateiro que retrata o ambiente da caatinga e fornece dicas mateiras, além de técnicas de sobrevivência para aquele bioma, com destaque para as plantas encontradas na caatinga.

Bem, por enquanto é isso. Tanto no artigo anterior, quanto neste, falei de apenas quatro canais/sites que envolvem preparação, sobrevivencialismo, bushcraft e similares.


Graça e paz á todos!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Como Se Preparar: Preparação Básica



Olá! Graça e paz á todos!

Hoje eu falarei sobre como se preparar.


Causas da Preparação
Criei este pequeno guia para pessoas comuns se prepararem para crises como as ocorridas no Amazonas e no Espírito Santo (crises em Segurança Pública).


A Preparação
Objetivamente, os elementos da preparação, envolvem os seguintes itens:

  • Água
  • Creme Dental e Papel Higiênico
  • Comida: grãos (arroz e feijão)
  • Livros
  • Lanternas e Pilhas
  • Primeiros-Socorros
  • Arma (de Fogo e Branca)

Caso deseje, poderá acessar os artigos “Aspectos da Sobrevivência”, que são em número de sete:








Também fiz um vídeo onde falo sobre “Como Se Preparar: Preparação Básica”, assista (se desejar):



Finalizando…

Bem, por enquanto é isso. Até mais!


sexta-feira, 24 de março de 2017

O Mundo Perdido: Jurassic Park 2 – Uma Análise Preparadora (e Sobrevivencialista)



Graça e paz á todos!

Hoje tratarei da análise do filme O Mundo Perdido: Jurassic Park 2.

Há algum tempo atrás, eu fiz uma análise do ponto de vista do sobrevivencialismo e da preparação do filme Jurassic Park (o primeiro, caso deseje vê-la, clique aqui) onde mostrei como o filme é mal-construído do ponto de vista sobrevivencialista. Agora vamos para o segundo filme dessa franquia: aviso que HÁ SPOILERS (isto é: revelações da história do filme), portanto se não desejar “perder a graça”, saia desse artigo e vá assistir o filme primeiro.


Começando…
O segundo filme da franquia Jurassic Park começa um pouquinho mais tranquilo em relação ao primeiro: uma família de super-ricões está viajando de iate pelo Oceano Pacífico e decidem comer em uma praia com toda a pompa e circunstância. A família (chama-se Bowen, de acordo com a sinopse) é composta de um pai (displicente), uma mãe (dondoca) e uma menina pequena com menos de dez anos de idade chamada Cathy.

Cathy se afasta dos pais (sob protestos da mãe e com a total conivência do pai) e acaba sendo atacada pelos Compsognato, que a deixam machucada (mas viva, de acordo com John Hammond). A primeira lição sobrevivencialista do filme: NUNCA acesse uma área selvática que seja de seu total desconhecimento: se o casal tivesse consciência de que ali era uma ilha com dinossauros, JAMAIS teriam pensado em desembarcarem ali. A segunda lição é a mais óbvia: tome cuidado com os membros de sua família, principalmente os menores e mais fracos.

A cena seguinte mostra Ian Malcolm (o cara que se ferrou no primeiro filme, lembram?) em um metrô.

Na mansão de Hammond, Ian tem uma discussão com Peter Ludlow (sobrinho de John Hammond) que destruiu a reputação dele acobertando os fatos ocorridos no primeiro filme. Após a discussão, o dr.Malcolm segue para conversar com Hammond, que conta as más-notícias: o ataque com Cathy; a InGen usou isso como desculpa para retirar Hammond do cargo de presidente da empresa; a corporação irá enviar uma expedição á chamada “ilha b”, também conhecida como “Ilha Sorna”;

O plano de John Hammond é simples: ele decide enviar a sua própria expedição, mas para documentar os hábitos e a existência dos dinossauros e levar isso ao conhecimento do público (que diga-se de passagem, não sabe da existência dos dinossauros até aquela presente data).

Após relutar, Ian aceita partir para a ilha após saber que a sua namorada, Sarah Harding já se encontra em Sorna. Antes da bombástica revelação, Hammond havia dito á Ian que o infravermelho dos satélites haviam indicado que os predadores se concentravam no centro da ilha.

Ian se reúne com Eddie Carr (especialista de campo) e Nick Van Owen (repórter e “garanhão” metido á ambientalista), membros da equipe que deverão ir até a Ilha Sorna e se encontrarem com a dra.Harding (paleontologista) para assim recolherem imagens e gravações de áudio e vídeo dos dinossauros. Exceto Ian Malcolm, ninguém da equipe possui experiência prática em sobrevivência, principalmente, sobrevivência á dinossauros!

Pouco antes de desembarcarem na ilha, o condutor da balsa avisa que não aportará em Sorna e que o arquipélago inteiro é conhecido como “Las Cinco Muertes”.


Na Ilha
Uma vez em Sorna, a equipe capitaneada por Ian Malcolm arma o seu acampamento e segue atrás da dra.Sarah Harding, que está observando e fotografando um bando de estegossauros. De maneira imprudente, Sarah aproxima-se de um filhote de estegossauros e após acariciá-lo, tira fotos dele até que a máquina fotográfica termina o rolo (para os mais novos: antes dos cartões de memória, as máquinas fotográficas eram em filmes e quando o rolo acabava, rebobinava automaticamente fazendo um barulho): o barulho do rebobinamento faz com que os estegossauros ataquem Sarah que quase é morta. Nunca ponha-se em perigo desnecessariamente, caro preparador/sobrevivencialista! Eu sei que é apenas um filme, mas devemos tomar lições para a nossa vida, certo?

Para piorar a situação, a equipe descobre que Kelly Malcolm, filha de Ian Malcolm, estava escondida no trailer… em meio a discussão que se segue, ouve-se e visualiza-se helicópteros da InGen: a expedição de Peter Ludlow chegou á ilha!

Os homens de Ludlow (liderados por Roland Tembo – um experiente caçador, um verdadeiro sobrevivencialista! - e Dieter Stark) capturam vários dinossauros e armam o seu acampamento, dispondo as jaulas com as feras nos arredores do acampamento. Enquanto isso, Roland e o seu amigo Ajay Sidhu, saem em busca do T-Rex e para atraí-lo, capturam o filhote dele e o colocam em um local-chave para a captura (á favor do vento).

Ian, Sarah, Eddie e Nick, aproveitam o fato de que todos os membros da equipe de Ludlow estão em uma vídeo-conferência ao vivo com os acionistas da InGen e soltam os dinossauros, que atacam e destroem o acampamento de Ludlow.

Enquanto fugiam, Sarah e Nick vêem o filhote de T-Rex preso ao chão: ele está com o fêmur fraturado e eles decidem tratar do ferimento do animal em seu próprio acampamento. Ian e Eddie consideram isso loucura, bem como Kelly, mas nada pode ser feito ante a teimosia da paleontóloga e do repórter. Kelly, muito assustada, exige sair dali e é conduzida ao abrigo suspenso de Eddie, que fica com ela no topo, junto com Ian: é quando o farfalhar de galhos e leves tremores de terras são ouvidos… são o casal de T-Rex, que sentem o cheiro e os gritos do filhote e vão ao acampamento de Ian e cia para salvá-lo!

Ian corre para o acampamento apenas para avisar (tarde demais) que os T-Rex estavam á caminho…

Á seguir, a cena mais desesperadora do filme acontece: depois de devolverem o filhote, o casal de predadores atacam o trailer, deixando-o próximo de despencar no promontório: montar um acampamento próximo de um promontório é uma boa idéia, pois o mar, junto com o paredão, servem de “muralhas naturais”, mas no filme, acampar ali mostrou-se uma burrice enorme. Mas na vida real, armar acampamentos-bases em regiões com obstáculos naturais é sim uma boa idéia e aí o filme acertou: só tome cuidado para que você e eventuais companheiros fiquem (literalmente) em uma situação sem saída.

Eddie pega a sua pick-up e segue para o acampamento e após momentos de desespero, as coisas começam a melhorar, pois ele consegue jogar uma corda para Nick, Sarah e Ian, além disso, o carro dele está rebocando o trailer. No entanto, por causa da fumaça emitida pela pick-up, os T-Rex reaparecem e matam Eddie, fazendo com que o carro dele e o trailer caiam pelo promontório e explodam. Felizmente, Ian, Sarah e Nick estão bem atados á corda e escalam o paredão, apenas para serem auxiliados pelos homens de Ludlow, que estão junto com Kelly (provavelmente a garota os conduziu até ali).


A Reação
Após uma troca de acusações e discussões acaloradas que quase terminaram em “street fighter”, as duas equipes descobrem que estão sem possibilidades de comunicação externa (ou seja: presos na Ilha Sorna…). Mas há uma solução: no centro da ilha, encontra-se uma estação de comunicação, que é abastecida com energia geotérmica. O problema é que o território dos Velociraptores fica ali!

Aqui vai uma lição: NÃO coloque todos os seus suprimentos, equipamentos e demais itens em um mesmo local, coloque um “back-up” (suporte/apoio) na forma de um tubo de sobrevivência. Eu postei um vídeo no canal da Iniciativa, o que é e como fazer um “saco de sobrevivência”, que é mais barato e mais fácil de fazer do que um tubo de sobrevivência:


Vídeo introdutório do Saco de Sobrevivência


Vídeo ensinando como fazer um Saco de Sobrevivência

Se a equipe de Ian tivesse trabalhado com o conceito de tubo/saco de sobrevivência, certamente eles não estariam em situação tão crítica…

E mais uma crítica ao filme: assim como na análise do primeiro filme, eu critico o fato de Ludlow não ter levado consigo um equipamento de comunicação independente, como um telefone via-satélite, por exemplo.

Também critico o fato de nenhum dos personagens da equipe de Ian ter preso consigo, junto ao corpo, um equipamento de sobrevivência. No filme, eventuais necessidades do dr.Malcolm e sua equipe, foram supridas pela equipe de Peter Ludlow, mas na vida real as coisas não são fáceis ou simples assim…


Mortes e Mais Mortes!
Após as discussões (e brigas) terminarem, Roland toma a iniciativa de seguir para o centro da ilha e todos o seguem imediatamente.

Depois de um dia inteiro de caminhada, o grupo chega á uma floresta com pinheiros e samambaias, onde fazem uma parada rápida. Dieter e Carter sentam-se um pouco mais afastado em relação ao grupo e o primeiro “vai ao banheiro”, porém Carter está ouvindo música com fones de ouvidos e não escuta Dieter, que acaba se perdendo no meio do mato e ficando sem as suas armas.

O sujeito cai em um barranco e é emboscado por um bando de Compsognato, que o devoram. A presença de Dieter só é notada quando o grupo decide partir. Roland pega Carter e um outro indivíduo e saem em busca do membro desaparecido, antes, marcando um ponto de encontro com o restante da equipe para que possam se encontrar depois.

Percebe-se que Roland (um caçador experiente e muito prudente) é o sobrevivencialista por excelência: domina a leitura de mapas, é destemido, sabe atirar, sabe se movimentar (e quando não fazê-lo) além de ter boas iniciativas. O caso de Dieter, nos mostra que nunca devemos ficar sozinhos no mato e que devemos sempre marcar a trilha que pegamos, pois para olhos destreinados, o mato é “tudo igual”.

De noite, Roland, Carter e o terceiro membro de seu grupo de busca e resgate se encontram com o restante do grupo (que estava sendo liderado por Ajay). Após uma conferência com Ian e Ajay, Roland informa que Dieter está morto e que eles estão próximos do centro de comunicações (“vila”, como eles o chamam no filme) e que o grupo descansará por mais uma hora e então, todos partirão.

O plano corria bem, até que o casal de T-Rex (guiados pelo cheiro de sangue de seu filhote, que encontra-se na jaqueta da dra.Sarah Harding) aparece no acampamento, causando um alvoroço. Um dos T-Rex persegue os humanos: Carter é morto, bem como o paleontologista Robert Burke. Sarah, Nick e Kelly ficam presos em uma caverna, porém Ian aparece e os guia para a trilha.

O outro T-Rex fica vagando pelo acampamento e Roland (após ter sabotada a sua tentativa de matar a fera) decide utilizar tranquilizantes ao invés de balas.

Enquanto Ian e a sua equipe ficavam para trás, a equipe de Roland está dividida: Roland e Peter Ludlow estão nas proximidades do acampamento onde os T-Rex atacaram; enquanto todo o restante da equipe (incluíndo Ajay) estão na última milha antes de chegarem na vila: é quando eles são atacados pelos Velociraptores. Na fuga, Ajay joga a sua mochila ao chão, mas acaba sendo pego da mesma maneira…

Ian e a sua “tropa” chegam no local onde Ajay e o seu grupo foram atacados e encontram a mochila dele e percebem que os Velociraptores estão por perto e que o grupo aparentemente foi morto… eles saem em disparada e terminam caindo em um barranco que conduz diretamente a vila. Nick Van Owen pega a mochila pertencente a Ajay e dirige-se sozinho para o centro de comunicações, deixando Ian, Sarah e Kelly para trás (Ian estava esbaforido).

Acessando a mochila de Ajay, Nick obtém o documento com instruções de como pedir ajuda por rádio bem como as coordenadas. Do ponto de vista sobrevivencialista, a fuga da área onde os Raptores se encontravam e a obediência á um protocolo de resgate, são impecáveis: evadir às vezes é a melhor (e única) solução para sobreviver.

Mais tarde, Ian, Sarah e Kelly chegam na vila e procurando por Nick, são atacados por três Velociraptores. A cena é muito longa para descrever, mas quem já viu sabe exatamente o que eu escrevo aqui: a essência do sobrevivencialismo mais do que equipamentos e treino, é a capacidade de adaptar-se a crises que aparecem na frente de uma pessoa! O trio utilizando de parcos recursos, conseguiu proteger-se, escapar e evadir das mãos (das presas, na verdade…) dos Velociraptores.

Nick aparece e junto com ele, um helicóptero pousa no telhado da estrutura e o quarteto é resgatado. Ian fica sabendo que outros helicópteros estão na ilha buscando pelos outros sobreviventes. Nesse momento, ele vê o T-Rex adormecido por Roland, que despede-se de Ludlow afirmando que está “cansado da companhia da morte”.


Em San Diego
Ao chegarem no continente (na cidade de San Diego) Ian e Sarah dirigem-se para as docas pertencentes a InGen, onde Peter Ludlow e diversos magnatas esperam a chegada do cargueiro com o T-Rex capturado. O navio acaba chocando-se com o porto e após uma rápida vistoria, percebe-se que a tripulação foi atacada por alguma fera. Enfim o T-Rex desperta e ataca tudo o que se mexe. O dinossauro sai das docas e passa a atacar transêuntes pelas ruas e nada parece detê-lo. Vale á pena destacar a cena em que uma multidão corre em uma direção (em um verdadeiro estouro de manada) e um “nerd” em um lance mal pensado e impulsivo, tenta entrar em uma locadora de filmes e é devorado pelo Tiranossauro. Nunca tome decisões por impulso em uma situação de crise.

Por fim, Ian e Sarah pegam o filhote (que havia sido levado de aeronave até um anfiteatro) e usam-no para atrair o T-Rex até o navio, trancafiando ambos nos porões da embarcação (mas não sem antes, a dra.Harding disparar um tranquilizante) no adulto. No processo, Peter Ludlow acaba sendo morto pelos Tiranossauros em uma cena claramente anti-capitalismo em que “o empresário ganancioso morre vítima de sua própria ganância” (pura baboseira esquerdista).

O filme termina com a televisão ligada, onde Bernard Shaw, um jornalista de esquerda, noticia na CNN (uma rede também esquerdista, diga-se de passagem) que o navio está sendo conduzido em segurança até a Ilha Sorna (e escoltado pela U.S Navy). Kelly Malcolm, cobre com um cobertor, o pai (Ian) e a namorada dele (Sarah Harding) que estão exaustos e dormem no sofá em frente ao aparelho já citado, onde John Hammond faz um apelo ambientalista em favor dos dinossauros.


Considerações
Bom, esse filme da franquia Jurassic Park, diferente de seu antecessor, possui pessoas mais bem-preparadas para lidarem com as situações de crises que ocorrem ao longo da película. A crítica que faço é ao apelo esquerdista que há nele o tempo todo. Se você não se importar de aturar imbecilidades como: “ambientalismo”, “anti-capitalismo”, “luta de classes” e outros, assistir esse filme não será problema.

Link da análise do filme Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros aqui.

Em breve, a análise do terceiro e último filme da franquia Jurassic Park!


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Relatório: Canivetes Victorinox Spartan e Huntsman Após Um Ano de Uso



Graça e paz á todos!

Há poucas semanas atrás, o preparador Felipe Luiz Dickman, em seu canal no youtube, postou um vídeo no qual ele (após um ano) mostra como está o Canivete Nautika Box, com 18 funções e que encontra-se em sua posse. No fim do vídeo, ele fez um apelo para que todos os que fazem review de equipamentos como este, digam como o mesmo está após um ano ou mais de uso.



Então, resolvi fazer um vídeo onde mostro como estão os canivetes da victorinox, que possuo e os quais eu fiz duas reviews no canal: o Spartan (com 12 funções) e o Huntsman (com 15 funções).

Eu espero que gostem!

Dúvidas esclarecidas?




Vídeo onde o Felipe Luiz Dickman apresenta o Nautika Box.



Vídeo onde ele mostra como se encontra o canivete depois de um ano.


E você? Possui algum equipamento que após um ano de uso continua funcional? Coloque nos comentários!



Economia&Preparação – Parte 3




Graça e paz á todos!

Hoje, falarei sobre: a inflação, o padrão ouro e as origens dos Bancos Centrais e da moeda fiduciária. Vamos lá?


O Que É Inflação?
Ao contrário do que certamente você aprendeu (e aprendeu errado) é que inflação não é (repito: NÃO É!!!!!) o aumento de preços dos produtos! Isso é a consequência da inflação. Na realidade, inflação é a rápida e descontrolada expansão da base monetária, em outras palavras: dinheiro que é jogado na economia em grande quantidade!

Poucas pessoas se dão conta disso, mas o dinheiro nada mais é do que um produto, um produto que serve para se obter outros produtos. Em qualquer economia, quanto mais um determinado bem/produto é obtido, menor será o valor dele. Com o dinheiro é a mesma coisa: um produto que quanto mais existir, mais desvalorizado será. Isso é inflação, pura e simplesmente.


Vídeo onde eu explico o que é inflação


Padrão Ouro
Há milhares de anos, a humanidade utilizava ouro, prata e até cobre para efetuar transações e comprar coisas. Na Europa das Grandes Navegações (1415-1750) a quantidade de ouro e prata que adentraram naquele continente, foi absurda. Assim o preço dos produtos começaram a subir. Os primeiros países a notar esse estranho fenômeno foram os reinos de Aragão e Castela, que recebiam o grosso do ouro e (principalmente) a prata das Américas.

Existe um artigo do Instituto Mises Brasil mostra bem como foi essa época. Seja como for, com o tempo, os bancos passaram a guardar os lingotes e moedas de ouro e prata, cobrando uma taxa por seus serviços. Os bancos (notadamente o Banco de Amsterdã) emitia bilhetes e um comprovante de que o depósito existia. Aquele que tivesse esse comprovante, tinha em mãos um papel 100% lastreado em metais preciosos, isto é, riqueza real!

Os governos ao redor do mundo (a partir da segunda metade do século XVIII) passaram a emitir papel-moeda que tinha as suas emissões diretamente ligadas a quantidade de ouro que havia nos cofres do Estado. Exemplo: em 1800, com uma onça de ouro (31 g), o Estado Norte-Americano (mais precisamente a U.S Mint) podia imprimir até US$ 20! E só! Quem quisesse, poderia trocar o papel-moeda por ouro e não apenas nos EUA: em todo o mundo funcionava assim!

O padrão-ouro começou a ser encerrado no mundo a partir da 1a Guerra Mundial e foi definitivamente extinto em 1971, quando Richard Nixon aboliu o padrão-ouro dos EUA, o último país a fazê-lo (no Brasil, Getúlio Vargas aboliu o padrão-ouro nos últimos anos de seu governo – 1940-1945).

Assim, todo o dinheiro que possuímos em mãos é 100% sem lastro! Sim isso mesmo que você leu: NÃO EXISTE NADA, NADA QUE FUNDAMENTE A EXISTÊNCIA DO DINHEIRO QUE VOCÊ TEM EM MÃOS!

Vídeo onde eu explico o que é o padrão-ouro e a hiper-inflação ocorrida na República de Weimar.

Logo, todo o sistema financeiro mundial é uma grande fraude! Uma fraude criada por pessoas como os Rothchild, os Rockfellers, os Morgans e outros para que todos fiquemos mais pobres pouco á pouco, enquanto os mais ricos ficam mais ricos, pois o que ganham podem superar a taxa inflacionária. Como assim? Eu explico abaixo.


A Origem dos Bancos Centrais
O primeiro banco com as características que existem e que definem um banco central, foi o Banco da Inglaterra, fundado em 1698. A função de um banco central é basicamente controlar a emissão de moeda do país no qual ele possui autoridade e proteger os bancos de uma eventual falência.

Nos EUA, o banco central foi fundado em 1913 e debaixo de um ardil: a lei foi votada no Senado de lá no dia 23/12/1913 enquanto a maior parte dos senadores encontravam-se em suas casas com a família, por conta do Natal. Assim, o presidente norte-americano, Woodrow Wilson, sancionou a lei que criava o Federal Reserve, tirando da Secretaria do Tesouro Americano essa incubência (que é descrita no artigo 11 da Constituição deles). O Fed (sigla do banco central dos EUA) serviu de modelo para todos os outros bancos centrais que existem, inclusive o nosso, que foi fundado em 1965.

O bc (banco central) imprime dinheiro e para financiar esse dinheiro, emite títulos de dívida, é a chamada Dívida Pública: quanto mais dinheiro é impresso, mais títulos são emitidos e quanto mais títulos são emitidos, mais dinheiro é necessário ser impresso para pagar os compradores desses títulos! Essa relação (impressão de dinheiro e emissão de títulos de dívida pública) é o que gera, mantém e aumenta a inflação cada vez mais e mais!

Sei que parece “teoria da conspiração”, mas não é! Entre e estude no site do Mises Brasil e estude a escola de economia austríaca! Lá estão todas as informações, sendo que no youtube também existem canais que explicam e ensinam de maneira bem simples e direta isso tudo que estou te passando, nesse e nos outros artigos da série Economia&Preparação.


O Que Fazer?
Sobre o que fazer, eu escreverei no próximo artigo. Até lá!




Vídeo onde discorro sobre Hiper-inflação, Padrão-Ouro e os Bancos Centrais



Referências:

O Sonho Americano Sendo Destruído Pelo Federal Reserve https://www.youtube.com/watch?v=1zYeKNoiMyw (Excelente documentário onde de uma maneira simples e divertida, explica-se as origens do atual sistema financeiro – a nível norte-americano e global)

A Mania das Tulipas e o ambiente monetário holandês do século XVII (Um artigo que mostra como surgiu na Europa Moderna o fenômeno econômico conhecido como Inflação, como o padrão-ouro surgiu e como o excesso de crédito causa péssimas escolhas de investimento) http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=267

Esse artigo faz parte da série "Economia&Preparação". Se estiver interessado, poderá acessar os links com os outros artigos da série: